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Entrevista | Cin´Surgent[E]

Written by anarcopunkORG

Essa semana conversamos com xs compxs do Cin´Surgent[E], de Brasília/DF, que nos falaram sobre vídeo anarquista e audiovisual desobediente, experiências de deseducação audiovisual libertária, a obsolescência tecnológica do capitalismo e estratégias de apropriação dessas tecnologias como ferramentas de luta, e muito mais… Uma entrevista muito massa para quem quer refletir sobre os usos e possibilidades do audiovisual em nossas lutas!

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anarcopunk.org – Salve amigxs! Contem um pouco sobre como começou o projeto Cin´Surgent[E], e quais as principais propostas de vocês!

Cin´Surgent[E] – Salve amigxs! Antes de tudo agradecemos demais e sentimos a maior alegria pelo convite! É muito massa a gente poder trocar essa ideia com vcs. É sempre um prazer contribuir.

O Cin’Surgent[E] começou a partir de nossas inquietações sobre a educação audiovisual forçada que somos submetidxs desde que nascemos. Ao longo de toda uma vida somos expostxs a um universo tóxico de sons e imagens criado exclusivamente para ocupar nossa imaginação com desejos, sonhos e necessidades que não são nossas – chamam a isso de propaganda e entretenimento. Ocupam nossas cabeças e nossos afetos como um exército ocupa uma cidade. Contra isso era preciso uma ação insurgente de liberação rumo à autonomia imaginativa. Assim criamos um cineclube, o Cin’Surgent[E], cujo objetivo principal era o da deseducação permanente e a desobediência audiovisual.

Nosso Cin’Surgent[E], nessa fase embrionária de cineclube, teve dois anos de existência. Precisamente 2010 e 2011. Nele escolhíamos apenas filmes, dos mais diversos gêneros e nacionalidades, que tinham algum forte exercício de desconstrução libertária. As vezes de forma, as vezes de conteúdo, e também de ambos. Em cada sessão discutíamos entre nós e pessoas convidadas como o filme contribuía com nossa auto-deseducação e desobediência audiovisual. É legal também dizer que um ano depois do fim do cineclube, em 2012, resolvemos transcrever, reescrevendo, de forma criativa, anárquica e surreal, essas nossas trocas de ideias. Chegamos a compor um livro digital que nomeamos de “Cin’Surgente – o livro”. E este, o consideramos ser a segunda fase desse nosso projeto. Da fase cineclubista, passando pelo livro, chegamos em 2013, com o que consideramos ser a nossa fase atual: fazer [A]filmes, nossa crítica pela realização.

anarcopunk.org – Vocês costumam criar linguagens bastante experimentais nos seus filmes. Falem um pouco sobre como compreendem e exploram essa forma de se expressar no audiovisual?

Cin´Surgent[E] – Sim! A gente chama isso de “desobediência audiovisual”. Rsrsrs. Isso porque, por um lado a gente considera que ao fazer experimentos, a gente também se torna experimento e, por outro, não há uma diferença, ou uma fronteira entre nossa postura política e o que realizamos. Pra a gente não existe aquela coisa de neutralidade não. Somos o que realizamos ao mesmo tempo em que realizamos o que somos. E sendo libertárixs, gostamos de pensar na ideia de “livramento integral”. Para sermos boas e bons desobedientes e livres temos que nos livrar de muita coisa.

Por exemplo, uma das primeiras que nos livramos foi da noção de “produção”. Pois achamos que essa palavra lembra muito o “empreendedorismo neoliberal”. Queríamos algo que estivesse mais ligado diretamente ao nosso “faça-vc-mesmx”. Então substituímos “produção” por “realização”. Desse jeito pensamos que fazer um filme é passar pelas fases de “pré-realização”, “pós-realização” e “realização” – nesta ordem mesma. A “pré-realização” seria a fase de juntar a galera pra realizar o filme, ter as ideias para seu tema, escolher os locais pra filmar, quais e como conseguir os equipamentos. A “pós-realização” seria a fase da composição mesma. Nessa fase a gente pensa que o que filmamos não é suficiente. Filmar é apenas um dos momentos do processo. Para nós a imagem filmada precisa de ser mexida e remexida. Não temos purismo nenhum. Pra a gente tudo o que vai estar na tela é elemento de composição.

Ah! É legal lembrar que ninguém de nós tem formação acadêmica alguma em audiovisual. É tudo na base da apropriação, do erro, do equívoco e do experimento. Nossa vontade de fazer filmes vem de nossas deformações mesmas. Rsrsrs.

anarcopunk.org – Qual o potencial e as possibilidades que veem no uso do audiovisual como ferramenta dentro das movimentações anarquistas e libertárias?

Cin´Surgent[E] – Que massa perguntar isso. Pois depois de insurgirmos nosso modo de ver e assistir contra aquela educação audiovisual forçada que somos submetidxs, tivemos que emergir nas profundezas do fazer. Era preciso ampliar a discussão. Pois se por um lado é divertido e auto-realizador fazer o que fazemos, por outro é preciso o comprometimento inter-realizador com o que fazemos. Assim nossas realizações são, ao mesmo tempo, um início, ou seja, ter a iniciativa de fazer algo com aquilo que fizeram com a gente, um fim, realizar o que queremos, e um meio, uma ferramenta replicável.

Pensamos que a deseducação para a desobediência audiovisual, a descolonização de nossa imaginação, a des-intelectualização do criticar a indústria da cultura e mesmo a desmistificação do fazer filmes faz parte de uma história natural das apropriações e criações das movimentações anarquistas e libertárias. Se somos veganxs é por refletirmos profundamente sobre o que comemos e o que usamos, se utilizamos a bicicleta é por refletirmos profundamente sobre a mobilidade da cidade, se aprendemos a consertar, reciclar e reutilizar nossas coisas é por refletirmos profundamente sobre a obsolescência programada, etc, e dentro dessa trajetória, pensamos que também é preciso refletir profundamente sobre como imaginamos. Por isso pensamos que o que fazemos é uma politização radical, anárquica e libertária do imaginar.

Por exemplo, pensando em potenciais e possibilidades, a todo tempo nos perguntamos: “O que seria uma imaginação genuinamente libertária para além do resistir, do ser oposição a alguma coisa?”, “Como é imaginar libertariamente sem a obrigação de ter que se libertar antes?”, “Somos capazes de sermos, não só termos, uma cultura visual própria, autônoma e genuína?”. E por ai vai. Mas nós jamais conseguiríamos responder a essas questões sozinhxs. A gente até pode parafrasear Bakunin pra expressar isso: “a desobediência audiovisual dx outrx estende a minha ao infinito”. Rsrsrs. É preciso uma movimentação ampla e diversificada de deseducações vindas das mais diversas experiências anárquicas e libertárias.

anarcopunk.org – Quando filmamos e editamos nossos filmes com um viés libertário, desconstruir a visão padronizada que molda nossos olhos e mentes é um exercício bastante difícil. É possível pensar em uma estética punk/anarquista para nossas produções?

Cin´Surgent[E] – Sim, vocês têm razão. O esforço é mesmo gigantesco. Achamos que é um esforço que leva uma vida inteira. Pois como dissemos antes, desde a infância vêm nos colonizando e ocupando de modo violento nossa visão e nossa imaginação. Esse processo colonial tem raízes profundas. É foda cortar de uma vez só essas raízes. Mas vale muito a pena se esforçar para ir elas arrancando uma a uma.

Sim! Não só é possível, como também é realizável e já está acontecendo! Faz parte de nossa história natural. Num primeiro momento nos apropriamos dos instrumentos musicais e dos meios de realização e distribuição de uma musicalidade, isso simultaneamente com nossas vestimentas (nos apropriamos de como fazê-las e reutilizá-las) e com o nosso corpo (nos apropriamos para fazermos com ele o que bem entendermos). Num segundo momento, nos apropriamos da mídia, passamos a fazer nossas próprias publicações, zines, jornais, informativos e literatura. No momento atual, estamos nos apropriando da realização audiovisual, realizamos nossos próprios documentários, filmes experimentais, filmes ficcionais e rascunhando web-séries. Também há experiências de apropriação da linguagem da computação e da eletrônica. E estamos a um passo de nos apropriarmos da realização de nossos próprios games e realidades virtuais.

Não tem mais volta, caminhamos rumo a uma vivência muito mais profunda da nossa estética punk/anarquista. Esta se tornou, ao mesmo tempo, um meio de entrada e algo muito maior e expressivo. Pois quando a vivenciamos de um modo integral a transformamos em uma cultura rica em desdobramentos complexos; a levamos muito mais além do que ser tão só um tipo de movimento social ou um tipo de agrupamento por afinidades. Pensamos isso, tanto por tentarmos viver agora esse futuro que queremos quanto por ver por ai outras vivências assim se realizando.

anarcopunk.org – A indústria de equipamentos para produção audiovisual – câmeras, equipamento de áudio, softwares, computadores para edição, etc. funciona a partir de uma lógica voraz que impõem que se esteja sempre comprando novos equipamentos, nos desfazendo em curto tempo dos nem tão antigos e já obsoletos, numa busca de estar sempre dentro dos últimos padrões de qualidade de imagem e produção. Enquanto anarquistas, como nos apropriar dos equipamentos sem cair nesta lógica?

Cin´Surgent[E] – Essa pergunta é o nosso centro de gravidade! Rsrsrs. Sim, porque é ela que nos mantém com os pés no chão nesse mundo de sonhos artificiais e fúteis. A gente tem que resolver a tensão entre consumo e necessidade. Se resolvemos ela em prol da necessidade, já começamos a agir como anarquistas. Pois já abre pra a gente uma série de preocupações antes mesmo de começarmos a utilizar esses equipamentos: [1] como as mineradoras exploram o subsolo; [2] em que terras estão instaladas; [3] como são as condições de trabalhos dxs trabalhadorxs da mineração; [4] quais as condições de trabalho nas fábricas e montadoras de equipamento eletrônico e de plástico; [5] quais fontes de energias serão utilizadas e como são exploradas, já que essas máquinas precisam de energia para funcionar; [6] como tais equipamentos chegam às nossas mãos, se por meios de financiamentos estatais, por meios ilegais, etc; e, na ponta dessa série, [7] temos as patentes. Ou seja, quem são os donos da propriedade intelectual dos hardwares e dos softwares.

Dessa primeira série de preocupações que temos de resolver entra uma segunda série de problemas que vocês apontam na pergunta: a obsolescência e a qualidade dos equipamentos. A obsolescência é o próprio motor do capitalismo. Pois fazem as coisas para que elas não durem muito tempo. Tudo passa a ser descartável de maneira cada vez mais rápida. E para justificar isso, o capitalismo associa outras coisas, como por exemplo, juventude, o status social, a pseudo-exclusividades de se ter tal produto, a pseudo-autenticidade no uso de deles, o design, etc. E nunca é só um produto que se torna obsoleto, é todo uma rede deles. Por exemplo, ao adquirir uma câmera de megarresolução, não só precisamos de um megacomputador e um megaprograma para editá-la, como também precisamos de uma megatela, um megaprojetor e um megaequipamento de som para que possamos usufruir do resultado.

Desse modo, diante tantos problemas fundamentais surge nossa veia anarquista para desnaturalizar toda essa cadeia de produção e uso. E isso é muito interessante para nós, pois pensamos que ao realizar um audiovisual a sua linguagem já começa quando levamos tudo isso acima em conta. Nossa lógica é radicalmente anti-voraz. Pois por um lado temo a anarcosindicalização de todxs xs trabalhadorxs envolvidxs em toda essa cadeia, a preocupação com fontes de energias alternativas, o estudo técnico e a apropriação da eletro-eletrônica, o estudo e a apropriação de linguagem de programação, e por outro, temos a ideia de que a opção por um equipamento e não por outro também faz parte de nossa estética. Por exemplo, se na realização de um fanzine tínhamos o recorte de revistas, jornais, etc, nossos desenhos com caneta preta e a xerox para sua reprodução, também podemos hoje ter uma filmadora de VHS, uma câmera digital antiga, celulares, softwares livres e computadores comunitários.

anarcopunk.org – Uma produção bastante recente de vocês é o documentário pUNk[A]h4ck1Ng, que ficou muito massa. Contem um pouco sobre a proposta e ideias que permeiam o filme.

Cin´Surgent[E] – Sim! Essa foi nossa mais recente realização desobediente! Rsrsrs. Valeu por ter gostado! Isso já faz a gente se sentir realizadxs!

A proposta nasceu da piração de querermos desenvolver audiovisualmente uma ideia libertária no formato de uma contação documental. Rsrsrs. A ideia libertária que queríamos desenvolver foi a da apropriação insurgente, punk e anarquista da tecnologia e da “tomada de assalto” anarcohacktivista do conhecimento tecnológico desse momento atual de nossa história.

Pra funcionar esse desenvolvimento resolvemos juntar em nosso documentário relatos de coisas que aconteceram, de coisas que estão acontecendo agora e de coisas como gostaríamos que acontecessem num futuro logo ali. Mas todos esses relatos deveriam ser atravessados por ideias e imagens que, ou os ilustrassem, ou os expandissem. O resultado ficou bem interessante. Pois no processo da realização dele a gente ia fazendo uma pesquisa, que por sinal muito caótica e até ao acaso, dessas ideias e imagens. Nos apropriamos de trechos de filmes e de desenhos animados que vamos sobrepondo às imagens das pessoas entrevistadas ao longo do documentário. O legal, foi também reduzir a entrevista a apenas uma pergunta e deixar a pessoa viajar na resposta. Rsrsrs. Acrescentamos legendas, letreiros, títulos e todo o tipo de símbolos que de certa forma pudesse nos levar até mesmo pra além do documentário. É como se a gente enchesse o filme de referências para que quem o assistisse ficasse curiosx em depois ir atrás pra saber mais sobre a coisa.

Outra doideira que íamos pensando ao longo da realização do filme era o papel do ruído nele. Pois a gente pensa que ele é o próprio tom de nossas ideias: nossos pensamentos não só são ruidosos como também provocam ruídos – como na música que adoramos. Assim, em pUNk[A]h4ck1Ng, tanto as imagens quanto o áudio nunca estão tranquilos por muito tempo. É um audiovisual ruidoso: ruídos punks e anarquistas. E como dissemos antes, “tudo é elemento pra composição do filme”. A poluição do som e da imagem em nossas realizações do coletivo “Cin’Surgent[E] – [A]filmes” é um elemento que marca nossa ideia de “insurgência”. Tudo insurge em todo lugar quando menos se espera. Assim, o punk insurge desde a anarquia, o anarquismo insurge desde o punk, o punk insurge desde o hacktivismo, o hacker insurge desde o anarquismo, nós ai no meio de tudo isso insurgimos, e todas as outras combinações dessas insurgências que nos constituem. Rsrsrs.

anarcopunk.org – Que produções/filmes, projetos e iniciativas dentro do audiovisual mundo afora com teor anarquista, punk, libertário ou questionador vocês têm conhecimento e indicariam?

Cin´Surgent[E] – Antes de responder sua pergunta, gostaríamos só de mencionar uma coisinha ainda sobre a fase em que o Cin’Surgent[E] era um cineclube. Naquela época, em 2010 e 2011, a gente procurou encontrar outros cineclubes que pudéssemos montar uma rede deseducativa e insurgente em Brasília. Encontramos de todo o tipo deles. Só que a maioria já estava comprometida com pautas muito específicas; estava envolvido com movimentos sociais de algum tipo, por exemplo com o movimentos negro, feministas, sindicatos, etc. Na época, alguns chegaram a considerar que nossa proposta de deseducação audiovisual só era relevante somente no nível do conteúdo dos filmes e não da sua estrutura formal. O pessoal considerava muita viagem, etc. Rsrsrs. Assim, o que nos restou foi apenas fazer parte de uma rede cineclubista. Pra a gente até era interessante, mas logo se mostrou insuficiente. Rsrsrs Em grande medida foi dessa insuficiente, que nos motivou a fazermos filmes. Pois assim, podíamos mostrar um possível desdobramento do olhar crítico libertário: nossa crítica pela realização – o fazer.

Agora vamos as indicações… Há muita coisa, mas vamos apontar aqui só algumas portas de entrada pra não ficar uma lista gigante (rs):

[1] livros: “Cinema e Anarquia” de Isabelle Marinone; e “New Punk Cinema” de Nicholas Rombes;

[2] canais no youtube: Biblioteca Terra Livre, AnarcopunkORG (acho que este vcs devem conhecer, rs.), La Cigarra Libertária e “Cine anarquista español. Una mirada al infinito”.

[3] site e banco de filmes: Antropologia do cinema e Cine y Anarquismo.

Tudo isso sem falar no Festival do Filme Anarquista e Punk de São Paulo! O grande festival que anualmente nos injeta boas doses de adrenalina punk e anarquista pra fazer a gente seguir em frente. “Crítica pela realização” é com essa galera mesmo (Do Morro Produções e Imprensa Marginal/Anarco.Filmes, com apoio do Projeto Espremedor)!

anarcopunk.org – Quais os próximos planos e projetos?

Cin´Surgent[E] – Há… o futuro… a gente tem tanta ansiedade em realizar tudo ao mesmo tempo agora. Mas temos que ter calma e pés o chão. Rsrsrs.

Um plano em curto prazo é que pretendemos nos meter onde não fomos chamadxs. Rsrsrs. Queremos realizar (A)filmes de gêneros cinematográficos para fazer circular em locais até então estranhos pra a gente. Como por exemplo, fazer filmes no universo fantástico do terror e da ficção científica – há sugestões também até para um pós-pornô, mas esta realização não tem previsão ainda. Mas voltando ao universo do fantástico, nossa intromissão nesse tipo de gênero se deu inspirada em conversas que tivemos com adolescentes, principalmente com filhas e filhos de amigxs nossxs. Onde percebemos que elas e eles, ao mesmo tempo gostam desses filmes, mas ficam muito incomodadxs com a imaginação opressora contida neles. São gêneros que parasitam e intoxicam nossa imaginação estetizando torturas e crueldades, hegemonizando moralismos, naturalizando o sexismo, exaltando certo tipo de indivíduo, etc. Nosso anarquismo também deve se desdobrar na esfera do fantástico. Com isso estamos nos perguntando sobre a situação de tomarmos o entretenimento das mãos dos colonizadores da imaginação e colocar um tipo de lazer insurgente no lugar.

Há um filme que já está na fase de pré-realização: “O Fantasma do Aparelho”. É a história de uma câmera filmadora que se torna uma forma de vida. Aguardem… rsrsrs.

Já um plano em médio prazo que estamos desenvolvendo é a apropriação da técnica para reaproveitarmos e recriarmos equipamentos de filmagem e de projeção. Iniciamos a pesquisa e a coleta de materiais para em breve começarmos nossos primeiros experimentos. Há muita coisa que andamos selecionando pela internet. Uma coleção de projetos que nos serve para trocarmos ideias com pessoas que entendem tecnicamente mais do assunto. Isso para a gente chegar ao que queremos. Estamos até chamado este projeto de punk[A]hack.lab – laboratório de hacking punk e anarquista. Como vcs podem perceber, é uma espécie de desdobramento do que anunciamos em nosso pUNk[A]h4ck1Ng.

A ideia principal em todo esse futuro de nossas realizações é “que nossa imaginação jamais se torne apenas um sonho”. Para nós, imaginar é “crítica pela realização” e sonhar é permanecer dormindo e sonhando sonhos que implantaram em nós.

anarcopunk.org – Valeu pela entrevista! Deixem aqui os contatos de vocês e links para ter acesso ao trampo do coletivo!

Cin´Surgent[E] – Nós é que agradecemos de coração! Valeu pelas perguntas! Inclusive foram excelentes pra ajudar a gente a colocar nossas ideias em ordem. Rsrsrs.

Blog: Cin’Surgent[E] – [A]filmes

Face: https://www.facebook.com/CinSurgenteAfilmes/

e-mail: cinsurgentet2@gmail.com

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