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Entrevista: Rancor

Written by anarcopunkORG

Entrevista com a banda Rancor (Bahia), publicada no zine Insanity Crusties #1

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por Gritão

Banda anarcopunk, baiana, de crustcore que começou suas atividades em novembro de 2008. Conta com membros e ex membros de bandas como: expurgado, escato, neurastenia e lágrimas de ódio. A entrevista foi ótima e as respostas diretas e sinceras, coisa que anda em falta na cena anarcopunk!

*Quando a banda começou?

Nal:  A Rancor começou em novembro/2008, quando eu e Caleb estávamos conversando sobre montar uma banda e ele chamou Bal, que já tocava com ele na Lágrimas de Ódio e são amigos há tempos, e eu chamei Maldito, amigo de anos. Eu não tinha aproximação com Bal, e Maldito não tinha aproximação nem com Bal nem com Caleb. Marcamos o ensaio no estúdio e foi amor à primeira vista. O entrosamento bateu, sintonia forte, e estamos até hoje nos aturando. Costumo sempre dizer que em banda tem que se ter amizade/sinceridade acima de tudo, pra mim não é só querer tocar um som legal ou ter as mesmas idéias. É o que penso.

*Quais são os materiais lançados até agora?

Caleb: Nós ainda não gravamos nada em estúdio, temos uma gravação totalmente F.V.M, feita aqui em casa durante um ensaio há algum tempo, e com ela já participamos de algumas coletâneas:

Ataque ao estado fascista [iniciativa de Danilo – ruptura records], Nuestro ruído, nuestra arma I [coletânea anarcopunk q teve uma boa distribuição em vários locais da América Latina principalmente], Nuestro ruído nuestra arma II e Destruyendo fronteras, essa última com bandas de todo o mundo, todas elas em formato digital ou disponíveis em cd-r. Esperamos, de verdade, gravar logo para poder continuar espalhando o rancor por aí, rs…

*Qual a formação inicial e a atual?

Nal: A formação é a mesma até hoje: Nal (guitarra), Bal (bateria), Maldito (vocal) e Caleb (baixo e voz).

*Qual foi a proposta política e sonora inicial da banda?

Nal: Acredito que cada indivíduo da banda tem sua particularidade sobre política e som. Mas no geral, a proposta política é a anarquista/punk/libertária, e a sonora, tudo que está atrelado ao punk, mas fazemos a linha que chamam de crustcore.

Maldito: A proposta inicial é a mesma ainda hoje. Focada em distribuir pensamentos subversivamente apolíticos e anticlericais, anti-militar, anti-social etc. sendo a banda uma ramificação da nossa ideologia acracista. Buscando a destruição do sistema vigente. Com um comportamento (in)moral e (in)civilizado. Ou seja, não nos enquadramos nos moldes sociais.

*Quais bandas são influencia para voces?

Bal: disrupt, warcollapse, wolfpack…

Nal: hardcore em geral, mais na linha puxada ao crust e um pouquinho de metaleragem. E um punkrock é bom pra relaxar às vezes.·.

Maldito: Disrupt, Agathocles, Assuck, Mob 47, ENT. Etc.

*E de bandas brasileiras?

Bal: Escato, execradores…

Nal: Escato e Neurastenia (sou suspeito pra falar dessas duas.. hehehehe), Execradores, Discarga Violenta, Rot, Abuso Sonoro… enfim… são tantas que seria injusto esquecer de alguma. No geral, bandas de amigos e que tenham afinidades.

Caleb: Então, tanto bandas de fora como nacionais são uma enormidade de nomes, mas acredito que você esteja se referindo em influências para a rancor, se for isso, com certeza as respostas de Bal e Nal representam o pensamento de todos nós.

*Fora da musica, o que influencia o som e as letras da banda?

Nal: O dia a dia, essa politicagem que nos cerca, o rancor pelas coisas que desprezamos e a esperança que nos alimenta em alguma mudança, seja ela a nível pessoal, social, em qualquer âmbito.

Bal: um tanto de literatura, Nietzsche e outros…

Caleb: As experiências que venceram o tempo e chegaram até nós, seja através de contos ou escritos, sobre a teimosia de [tentar] viver de modo diferente ao aceito pela maioria, a busca pela autogestão e uma forma de vida o mais livre possível pautada em valores que acreditamos ser fundamentais e que transmitimos em nossas letras, o anarquismo de um modo geral.  Particularmente posso falar do espaço Insurgente, squatt korrcell, j13 e muitas pessoas q conheci e tenho conhecido e q são prova e exemplo vivo de que/do quanto se vale lutar por algo que acredita; curto bastante as seguintes leituras também: Onfray, Chomsky, Camus e Kundera, B. Russell, etc.

Maldito: Eu e Caleb dividimos a maioria das letras, nelas são encontradas inúmeras influencias, passando por historia, filosofia, acracismo, poesia, romance, revoluções sociais, a realidade que nos cerca etc. cito alguns nomes [para mim] como: Makhno, Bakunin, Proudhon, Stirner, Nechayev, Volin, , Jaime Cumbeiro, Edgard Rodrigues, Fábio Luz. Platão, Sócrates, Kant, Nietzsche, Jose Saramago, Charles Baudelaire, Camus, dentre muitos outros, etc. Mais todos na banda gostam de ler.

*Como está a cena anarcopunk/crust na regiao de vcs?

Nal: Em Salvador, está morta. Há bandas e pessoas, mas não há uma “cena”. Sem querer ser saudosista, mas na época do Espaço Insurgente a coisa era movimentada, pois havia um ponto de referência, local de encontro. Acredito que quando não há uma “âncora”, a coisa fica solta no ar, sem rumo.

Bal: Não existe. Existem poucas bandas, poucos coletivos, as bandas de fora não tem grande interesse em vir para o nordeste, até porque tem pouca gente pra correr atrás, pra fazer com que haja mais proximidade, não acredito que sejamos os únicos a passar por isso.

Maldito: A cena anarcopunk por aqui resume-se a poucos indivíduos, isso ficou mais restrito ao pessoal que veio do MAP, depois tivemos  o espaço insurgente que infelizmente fechou,  perdemos um ponto de encontro, de debate, de troca de material, local de show etc. Agora tem sido feito pouca coisa, mas estas, com muita qualidade, respeito e paixão como merece o anarcopunk/crust.

Caleb: Realmente não vejo uma cena, um movimento hoje na nossa região; temos indivíduos espalhados, gente que acredita, de fato e se esforça para fazer com que o punk não morra… Pelos contatos que tenho tido, posso te dizer que tem uma molecada chegando, alguns anarcopunx, outros apenas anarquistas, mas gente com vontade de fazer, sabe?! Aquele espírito inquieto, querendo produzir e isso nos motiva a continuar também. A Bahia é um estado muito grande, o maior do Nordeste, então já é difícil para nós sabermos ao certo tudo que acontece por aqui, um exemplo disso é a falta de proximidade que eu e Bal tínhamos com Maldito, por exemplo, antes do início da banda. Depois de um momento de crise profunda, [o fim do Insurgente,] tudo ficou ainda mais difícil e disperso, pois as capitais “são”, [ao menos a maioria das pessoas vêm dessa forma,] o centro de tudo. Nesses últimos anos têm acontecido muito mais eventos na região metropolitana e no recôncavo baiano que na capital, e tem o lado bom nisso, pois está havendo a descentralização e necessidade de muitxs q nunca saíam de sua cidade [do centro] buscar gigs, info, companheirxs, etc. nos arredores… Esses últimos dois anos já se apresentaram como promissores, e tenho certeza que muita coisa ainda vai acontecer em torno dessa “nova” movimentação e que ainda vamos ter gratas surpresas devido a isso.

*Vocês estiveram em $ão paulo recentemente, me contem como foi, e quais as impressoes que vcs tiram da cena atual de $ão paulo.

Nal: Tenho ótim@s amig@s em SP, mas isso aí é um caos. hehehe. Aqui, de fora, às vezes vejo muita competição de egos, e muita gente que acha que só em SP que tem punk.  Tem que se abrir os olhos e mentes, pois muita coisa acontece fora daí. E isso é ruim, pois não se cria vínculos.

Maldito: Um verdadeiro mundo de diversidade, a facilidade para promover eventos é grande, material tanto sonoro e literário em abundancia. As bandas têm melhores condições para lançar seus materiais, uma cidade multi-cultural. Nos dias que passamos por ai foi muito bom, vimos velhos amigos, fizemos novos, de tamanha relevância, mantivemos bons contatos com trocas de boas experiências. Sabemos também que SP e suas divergências são múltiplas. Na Bahia também temos, mas em SP as proporções são maiores. São inúmeros grupos e suas brigas, canalizando suas revoltas um tanto quanto equivocadas, etc. Mais apesar de tudo gostamos muito. E estamos pronto para outras terapias (tocadas) por ai, com prazer e fúria.

Caleb: São Paulo sempre foi e continua sendo o ‘paraíso’ punk brasileiro, o centro de tudo; isso acaba gerando muita coisa boa, e muita coisa negativa também, a história está aí para comprovar isso. Bem, eu tenho ido com uma freqüência razoável à SP, adoro estar aí, o acesso é enorme, seja a informação, bandas, materiais, livros, enfim… é o centro; porém eu não gosto da cidade em si [muito cinza, muito barulho], muita gente fazendo nada em tudo, quanto mais pessoas envolvidas [ou achando q estão/são envolvidas] em algo, maior a possibilidade de tumulto, maior a possibilidade de intriga, e vejo isso, [vivi experiências do tipo] aí; muita língua afiada mas que infelizmente só fala pelas costas, etc..  Mas como todo lugar, muita gente boa também, gente disposta a olhar para além do próprio umbigo, e enxergar o punk, o anarquismo além de suas próprias perspectivas [muitas vezes pré-moldadas e preconceituosas]. Nossa estadia aí foi tranqüila, revemos amigxs, aproveitamos o festival de encerramento do impróprio, que também foi muito produtivo, e com certeza, quanto mais oportunidades aparecerem para se criar vínculos e compartilhar esses dois mundos distintos, [a nossa realidade e a de vocês,] mais abertos e dispostos estaremos para isso.

*Vocês são uma banda que se assume anarcopunk, como vocês analisam a movimentação anarcopunk em ambito mundial e nacional na atualidade.

Maldito: A cena punk a nível mundial vejo em uma constante crescente, um bom exemplo é Indonésia que sempre nos apresenta boas bandas e um fortalecimento da cena na Ásia. Ainda temos a América Latina que esta efervescente. Sem contar ainda a Europa e a América do Norte. Com a internet facilitando essa avalanche punk. A nível nacional, principalmente no nordeste acima, ainda tem muito a se desenvolver. E todos os esforços são importantes e necessários. Temos pouquíssimos registros fonográficos, espaços para eventos são poucos e praticamente nenhum apoio de loja ou estação de radio. De certa parte essas dificuldades nos fortalecem. Gostaria de por em pratica um projeto a nível nacional se possível, ter um dia de sábado onde varias bandas anarcopunks tocassem nas praças publicas com o intuito de levar informação subversiva fazendo a população refletir. E que esse evento acontecesse todos os anos. E isso seria melhor se se tornasse a nível mundial. Estou sonhando muito, mais isso é possível e seria maravilhoso.

Nal: Quando se fala em “movimento”, dá a idéia de que a coisa é uniforme. Dentro do anarcopunk há vários caminhos, então eu acho mais interessante que aquele grupo, aquele indivíduo, aquela banda, enfim, haja de acordo com sua realidade local. Não adianta você pegar coisas de fora do país, ou até mesmo fora do seu estado, se sua realidade é outra. Não vai dar certo. Hoje não vejo essa movimentação. Como disse acima, a coisa tá solta.

Bal: cada vez mais musical…

Caleb: eu concordo com Bal quando diz que está “cada vez mais musical”, isso não é só em relação ao anarcopunk, mas a todos os grupos que tenho conhecimento; felizmente estamos voltando a ter cada vez mais zines impressos também, encontros e discussões que têm trazido para dentro do movimento, de uma forma geral, uma enormidade de temas vinculados a sociedade, à formas de vida autossustentáveis, etc. e que por muito ficaram de fora ou não receberam o enfoque que mereciam por nós… Há muita coisa para se rever, novos mundos para se pensar, idéias a se trabalhar e de fato ser consumido pelo desejo de ação e mudança, e infelizmente temos nos limitado e acomodado em apenas repetir passos já dados anteriormente ou simplesmente ficar bem doidão em casa escutando Discharge.

*Na opinião de vocês, qual a importância do anarcopunk para o crust?

Maldito: O crust é um dos filhos ‘bastard’ do anarcopunk, ideologicamente bebendo na fonte punk. Sendo o fundo lastro deste. A importância é vital para ambos.

Bal: em minha opinião não existe o crust sem o anarco/punk, o crust depende de uma postura anarco (de que adianta atitude sem postura?)

Nal: O lado “político” da coisa.

*No momento, as pessoas nas cenas crust, grind, punk de certa forma estão muito mais ligadas a musica do que a posturas contra culturais, como vocês analisam isto?

Bal: acredito que o som é importante até para aproximar as pessoas, fazer com que mais pessoas se envolvam com um movimento, infelizmente para a maioria o som é o único objetivo, isso porque existe muita gente que não se preocupa com o mundo a sua volta, é uma questão de adaptação ao meio, cada vez menos pessoas enxergam a podridão do ser humano·.

Nal: Vejo isso como uma coisa “natural”, quando não se vê e nem se procura possibilidades de mudanças. Então a parte musical fica como uma “válvula de escape”.

Maldito: Infelizmente sempre veremos isso, mas cabe ao punk escrever sua história.  “quem pintaria sobre nós punk@s melhor do que nós mesmos.” O fortalecimento e/a identidade só cabe a nós imprimirmos no seio do punk.

Caleb: Enquanto essa veia política, contra-cultural existir, essa militância que, na minha opinião, não pode ser/estar desvinculada da música punk e dos grupos punx existir, ainda que levada a sério pela menor parte, estará valendo a pena fazer uma banda e se ter grupos musicais, a partir do momento que deixar existir, é melhor que o HC/punk/crust/grind/ etc. morra também. Porque de verdade, não vejo diferença nenhuma dess@s pessoas que enxergam o punk/crust/grind apenas como música] em relação às outras pessoas que escutam qualquer outro tipo de som… se o punk/crust/grind/ hc vai se limitar apenas à música é melhor que não exista… barulho por barulho não vai nos levar a lugar algum… pior é que ainda tenho que ouvir de certos marmanjos por aí que o HC salvou ele, salvou  de que?!  De outro estilo musical?! É foda…

*Enquanto anarquistas, como vocês visualizam esta forma de luta nos dias de hoje.

Bal: Difícil e sem esperança de mudança em grande escala. Existe sim, uma possibilidade de mudança das pessoas que vivem à nossa volta (inclusive nossa) acredito que estamos aprendendo muita coisa e vivemos de forma muito diferente em relação ao passado recente, isso faz com que passemos a viver cada dia de forma mais coerente com o que nossas letras dizem.

Nal: Não vejo, sinceramente. Mas acredito que devemos cotidianizar o anarquismo, e não ficar somente nesta idéia de “luta de classes”. O anarquismo é muito mais que isso.

Maldito: Ainda um sonho utópico, mas vejo como o ultimo estagio de uma sociedade organizada. Onde realmente vai levar dignidade e humanismo à humanidade. Somos um germe epidêmico à levar essa informação para/na sociedade. “todo governo é injusto, e rebelar-se é um dever crucial.”

Caleb: Cara, já foi-se o tempo em que mudanças aconteciam baseadas em palavras e que discursos bonitos arrastavam multidões. Hoje estão todxs de olhos, ouvidos, mentes e corações fechados à qualquer chamada que tenha que faze-lxs lutar, todxs céticxs e sem perspectiva de mudança, acomodadxs, já tem um modo de viver e não querem abrir mão dele porque acreditam que está ruim assim, mas seria pior de outra forma, ou simplesmente que tem gente em situação mais lamentável; por isso, cada vez mais, é necessário coerência, assim como Bal e Nal já falaram, o anarquismo deve ser levado a todas às áreas de nossas vidas, seja em um trabalho, em uma escola, faculdade, modo de tratar as pessoas, atenção com as brincadeirinhas [carregadas de preconceito e maldade,] temos que ser honestos conosco mesmo, para primeiramente podermos acreditar em nós mesmos e depois fazer com que outrxs também acreditem… esse papo de falar bonito e agir como todxs os porcos que tanto condenamos já deu, essa é a forma de luta que pode gerar mudança em pequenas escalas; em grandes escalas?! Difícil prever… Estão todxs muito acostumados ao açoite, não serão nossos desejos de mudança, anseios e palavras de ódio que vão despertar a “grande fera”.

*Na musica “Somos” vocês dizem “Nós não acreditamos na igreja ou qualquer soberano impostor” qual a opinião de vocês em relação a religiosidade e sua ligação com o estado.

Bal: Enquanto libertário minha ligação com o estado não existe (pelo menos não em minha mente), com relação a religiosidade, não acredito que uma postura libertária combine com a crença de que existe uma criatura ou um ser superior que tenha poder sobre nossas vidas, não acredito em destino, carma, ou qualquer uma dessas baboseiras que igrejas, centros e outras entidades pregam. Tenho absoluta certeza de que deus não existe.

Maldito: A religião e o estado mantêm o povo acefálico, sendo conduzido como gado. Uma forma da manutenção da ordem vigente. Então propagamos as idéias acracistas buscando a revolta popular. Na transformação radical da sociedade.

Caleb: Em todos os momentos da história a gente vê o troca-troca de poder, uma hora a Igreja é o Estado, em outro momento o Estado é a Igreja, quando não conseguem dividir o poder, se comem, [é o exemplo da uma conhecida doutrina ditatorial que era a favor da abolição da igreja], quando dividem, comem a todos nós… Ambos julgam estar acima de nós, ambos querem nos controlar, ditar o modo como devemos viver, como nos comportar, agir… Nos usurpam diariamente fisicamente, psicologicamente, moralmente e em todos os sentidos possíveis. Admitir a necessidade de um, para mim é o mesmo q admitir a necessidade do outro, e o pior de tudo é que a praga do ser humano com todo o passar dos séculos ficou tão acostumada a tê-los sobre suas cabeças que desaprendeu a viver em harmonia com quaisquer outros humanos ou com quaisquer outras espécies, quando o faz hoje é com medo da punição, seja ela através do Estado, [uma multa, uma prisão – uma aflição física] ou através da religião/religiosidade [a perda do galardão, do lugar no novo mundo celestial – uma aflição “espiritual”].

Nal: Eu já fui mais radical em relação à religião. Hoje vejo que algumas pessoas tem a necessidade de se “ligar” a algo, seja lá o que for. Entenda que não estou confirmando/afirmando que “deus” ou algo do tipo existe. Mas quando isso passa a cegar a pessoa, quando ela só acredita que o “salvador” virá para resolver seus problemas e ficar só rezando, aí fode tudo. E religião com o Estado, são duas forças opressoras que sacaram que juntas dominam mais fácil.

*Vocês estão envolvidos em outros projetos, coletivos e/ou outras atividades contra culturais?

Nal: Estava de fato envolvido só com a Rancor, mas agora começamos uma nova experiência com @s migux@s querid@s.

Caleb: Além da Mácula em que grito, já são 3 anos de amor aí com a Rancor, e com o blog crust-or-die (mais sobre o blog na seção de links. n.e.) que felizmente há pouco passou a ser uma distro, e ainda um coletivo também, estamos expandindo os tentáculos do crust-or-die [hehehe] e breve todxs teremos novidades a respeito da Agnósia. Desde o começo dos anos 2000 [com maior freqüência a partir de 2007] eu e Bal temos organizados gigs e tocadas por Simões filho, sendo que hoje todos [da rancor, do coletivo, etc.] ajudam de modo eficiente fazendo sempre o que está ao alcance de suas mãos.

Maldito: Eu fazia parte do MAP, agora não temos nenhum grupo estabelecido. As coisas que por aqui estão sendo feitas são restritamente por algumas bandas, grupos e pessoas.  E também mantendo contato com bandas e pessoas de fora. Mantendo a vivencia anarcopunk ativa e constante.

Bal: em termos de banda mácula, expurgado e o coletivo crust-or-die, dele está saindo a Agnósia [novidade!]

*Agradeço a atenção e a paciência, e fica o espaço para dizer o que quiser!

Nal: Valeu, Gritão. Saia um pouco aí dessa loucura cinzenta e venha comer um aracajé e beber uma cervejinha conosco. Ehehehee

Maldito: Agradeço muito também a oportunidade e sempre que formos solicitados, teremos o prazer em participar. E o fortalecimento da cena anarcopunk só cabe a nós mesmos. Como célula desse corpo cancerígeno chamado punk no seio da sociedade pela transformação social. Pela postura anarco-core.

www.myspace.com/rancorcrustcore

Caleb: Gritão, valeu mesmo pelo espaço, pela simpatia de pessoa que você é [gluglu glu]; sempre que precisar de algo conte conosco e apareça assim que puder, porque eu vou fazer o mesmo, se prepare para me atender qualquer dia batendo em sua porta. Espero que todxs que tenham acesso ao zine e a entrevista sintam-se à vontade para nos procurar, ameaçar ou dialogar. Maldito já deixou o myspace da Rancor, então segue:

Email:

caleb_lagrimasdeodio@hotmail.com

jmatoscore@gmail.com

andreluizjuliao@hotmail.com

nal.rancor@gmail.com

BLOG CRUST-OR-DIE

http://crust-or-die.blogspot.com/

Contato conosco:

A/C Caleb Macedo

Caixa postal 121 – Cep 43700-000

Simões Filho – BAHIA

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