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PROLETÁRIOS INTELECTUAIS por Emma Goldman

Publicado originalmente em Mother Earth 8, no. 12 (February 1914): 363–370.

A proletarização do nosso tempo vai muito além do campo do trabalho manual; de fato, no sentido mais amplo, todos aqueles que trabalham para a vida, seja com mão ou cérebro, todos que precisam vender suas habilidades, conhecimentos, experiências e habilidades são proletários. Deste ponto de vista, todo o nosso sistema, com exceção duma classe muito limitada, foi proletarizado.

 

Todo o nosso tecido social é mantido pelos esforços do trabalho mental e físico. Em troca disso, os proletários intelectuais, assim como os trabalhadores nas lojas e nas minas, ganham uma existência insegura e lamentável, e são mais dependentes dos senhores do que aqueles que trabalham com as mãos.

 

Existe, sem dúvida, uma diferença entre a renda anual dum Brisbane e dum trabalhador mineiro da Pensilvânia. O primeiro, com seus colegas no escritório do jornal, no teatro, faculdade e universidade, pode desfrutar de conforto material e posição social, mas com tudo isso eles são proletários, na medida em que dependem servilmente dos Hearsts, Pulitzers, Theater Trusts, dos editores e, acima de tudo, duma opinião pública estúpida e vulgar. Essa terrível dependência daqueles que podem fazer o preço e ditar os termos das atividades intelectuais é mais degradante do que a posição do trabalhador em qualquer profissão. O pathos disso é que aqueles que estão engajados em ocupações intelectuais, por mais sensíveis que tenham sido no começo, ficam insensíveis, cínicos e indiferentes à sua degradação. Isso certamente aconteceu com Brisbane, cujos pais eram idealistas trabalhando com Fourier nos primeiros empreendimentos cooperativos. Brisbane, que começou como um homem de ideais, mas que se tornou tão enredado pelo sucesso material que renunciou e traiu todos os princípios da sua juventude.

 

Naturalmente sim. O sucesso alcançado pelos meios mais desprezíveis não pode deixar de destruir a alma. No entanto, esse é o objetivo de nossos dias. Isso ajuda a encobrir a corrupção interna e gradualmente embota os escrúpulos, de modo que aqueles que começam com alguma ambição alta não podem, mesmo que quisessem, criar algo por si mesmos.

 

Noutras palavras, aqueles que são colocados em posições que exigem a renúncia da personalidade, que insistem em estrita conformidade com políticas e opiniões políticas definidas, devem se deteriorar, devem se tornar mecânicos, devem perder toda a capacidade de dar algo realmente vital. O mundo está cheio de incapacitados desafortunados. O sonho deles é “chegar”, não importa a que custo. Se ao menos parássemos para considerar o que significa “chegar”, teríamos pena da infeliz vítima. Em vez disso, olhamos para o artista, o poeta, o escritor, o dramaturgo e o pensador que “chegaram” como a autoridade final em todos os assuntos, enquanto na realidade a “chegada” deles é sinônimo de mediocridade, de negação e traição do que no começo poderia significar algo real e ideal. Os artistas “chegados” são almas mortas no horizonte intelectual. Os espíritos intransigentes e ousados ​​nunca “chegam”. A vida deles representa uma batalha sem fim com a estupidez e o embotamento de seu tempo. Eles devem permanecer o que Nietzsche chama de “extemporâneo”, porque tudo o que busca uma nova forma, nova expressão ou novos valores, está sempre fadado a ser extemporâneo.

 

Os verdadeiros pioneiros nas ideias, na arte e na literatura permaneceram alienígenas pro tempo em que viveram, incompreendidos e repudiados. E se, como no caso de Zola, Ibsen e Tolstoi, eles demoraram a aceitá-los, foi devido à sua extraordinária genialidade e, mais ainda, ao despertar e à busca duma pequena minoria por novas verdades, pra quem esses homens foram a inspiração e o apoio intelectual. Mesmo assim, até hoje, Ibsen é impopular, enquanto Poe, Whitman e Strindberg nunca “chegaram”.[1]

 

A conclusão lógica é esta: aqueles que não vão adorar no santuário do dinheiro, não precisam esperar por reconhecimento. Por outro lado, eles também não terão que pensar os pensamentos doutras pessoas ou usar indumentárias políticas doutras pessoas. Eles não terão que proclamar como verdadeiro o que é falso, nem louvar como humanitário o que é brutal. Percebo que aqueles que têm a coragem de desafiar o chicote econômico e social estão entre os poucos, e temos que lidar com os muitos.

 

Agora, é um fato que a maioria dos proletários intelectuais está na esteira econômica e tem menos liberdade do que aqueles que trabalham nas lojas ou nas minas. Ao contrário do último, eles não podem usar macacões e andar de pára-choque para a próxima cidade em busca de emprego. Em primeiro lugar, eles passaram a vida inteira numa profissão, às custas de todas as outras faculdades. Portanto, eles não são adequados para qualquer outro trabalho, exceto o que, como um papagaio, aprenderam a repetir. Todos sabemos como é cruelmente difícil encontrar emprego em qualquer comércio. Mas chegar a uma nova cidade sem contatos e encontrar uma posição como professor, escritor, músico, contador, atriz ou enfermeira, é quase impossível. Se, no entanto, o proletário intelectual tem contatos, ele deve procurá-las de forma apresentável; ele deve manter as aparências. E isso requer meios, dos quais a maioria das pessoas profissionais tem tão pouco quanto os trabalhadores, porque mesmo em seus “bons tempos” raramente ganham o suficiente para sobreviver.

 

Depois, existem as tradições, os hábitos dos proletários intelectuais, o fato de que eles devem morar num determinado distrito, que devem ter certos confortos, que devem comprar roupas duma certa qualidade. Tudo o que os emasculou, os tornou impróprios para o estresse e a tensão da vida do boêmio. Se ele ou ela toma café à noite, eles não conseguem dormir. Se eles ficarem acordados um pouco mais tarde do que o normal, não serão adequados para o trabalho do dia seguinte. Em resumo, eles não têm vitalidade e não podem, como o trabalhador manual, enfrentar as dificuldades da estrada. Portanto, eles estão ligados de mil maneiras às condições mais irritantes e humilhantes. Mas eles são tão cegos por si mesmos que se consideram superiores, melhores e mais afortunados do que seus companheiros nas fileiras do trabalho.

 

Também existem mulheres que se orgulham de suas maravilhosas conquistas econômicas e que agora podem se autossustentar. Todos os anos, nossas escolas e faculdades produzem milhares de concorrentes no mercado intelectual e, em todo lugar, a oferta é maior que a demanda. Para existir, eles devem se encolher, engatinhar e implorar por uma posição. Mulheres profissionais lotam os escritórios, ficam sentadas por horas, se cansam e desmaiam com a procura de emprego e, no entanto, se enganam com a ilusão de que são superiores à trabalhadora ou que são economicamente independentes.

 

Os anos de sua juventude são absorvidos na aquisição duma profissão, no final das contas dependem do conselho de educação, do editor da cidade, da editora ou do diretor de teatro. A mulher emancipada foge dum ambiente doméstico sufocante, apenas para correr do departamento de empregos para o corretor literário e voltar. Ela aponta com repulsa moral pra garota do distrito da luz vermelha e não sabe que ela também deve cantar, dançar, escrever ou tocar e, caso contrário, se vender mil vezes em troca de sua vida. De fato, a única diferença entre a garota trabalhadora e a intelectual ou o proletário é uma questão de quatro horas. Às 5 a.m. a primeiro fica na fila esperando ser chamada pro trabalho e, muitas vezes, frente a frente com um sinal: “Mãos não são requeridas”. Às 9 a.m. a mulher profissional deve enfrentar o sinal: “Nenhum cérebro é requerido”.

 

Sob tal estado de coisas, o que acontece com a alta missão dos intelectuais, dos poetas, dos escritores, dos compositores e o que não? O que eles estão fazendo para se livrar de suas correntes e como se atrevem a se gabar de estar ajudando as massas? No entanto, você sabe que eles estão envolvidos num trabalho de elevação. Que farsa! Eles, tão lamentáveis ​​e baixos em sua escravidão, tão dependentes e impotentes! A verdade é que as pessoas não têm nada a aprender com essa classe de intelectuais, enquanto têm tudo para lhes dar. Se ao menos os intelectuais descessem de seu elevado pedestal e percebessem o quão intimamente relacionados eles estão com as pessoas! Mas eles não farão isso, nem mesmo os intelectuais radicais e liberais.

 

Nos últimos dez anos, os proletários intelectuais de tendências avançadas entraram em todos os movimentos radicais. Eles poderiam, se quisessem, ser de tremenda importância para os trabalhadores. Mas até agora eles permaneceram sem clareza de visão, sem profundidade de convicção e sem realmente ousar enfrentar o mundo. Não é porque eles não sentem profundamente os efeitos destrutivos da mente e da alma do comprometimento, ou que não conhecem a corrupção, a degradação em nossa vida social, política, comercial e familiar. Converse com eles em reuniões particulares ou quando você ficar sozinho, e eles admitirão que não há uma única instituição que valha a pena preservar. Mas apenas em particular. Publicamente, eles continuam na mesma rotina que seus colegas conservadores. Eles escrevem o material que venderá e não vão nem um centímetro além do que o gosto do público permitirá. Eles falam o que pensam, tomam cuidado para não ofender ninguém e vivem de acordo com as convenções mais estúpidas do dia. Assim, encontramos homens na profissão de advogado, intelectualmente emancipados da crença no governo, mas olhando pra casa de prazeres[2] dum julgamento; homens que conhecem a corrupção da política, ainda pertencem a partidos políticos e defendem Roosevelt. Homens que realizam a prostituição da mente na profissão de jornalista, mas ainda ocupam posições de responsabilidade. Mulheres que sentem profundamente os grilhões da instituição conjugal e a indignidade dos nossos preceitos morais, que ainda se submetem a ambos; que abafam sua natureza ou têm relações clandestinas – mas Deus não permita que eles encarem o mundo e digam: “Cuide de seus malditos negócios!”

 

Mesmo em suas simpatias pelo trabalho – e alguns deles têm simpatias genuínas – os proletários intelectuais não deixam de ser da classe média, respeitáveis ​​e distantes. Isso pode parecer amplo e injusto, mas quem conhece os vários grupos entenderá que não estou exagerando. Mulheres de todas as profissões se reuniram em Lawrence, em Little Falls, em Paterson e nos distritos de greve nesta cidade. Parcialmente por curiosidade, muitas vezes por interesse. Mas eles sempre permaneceram enraizados em suas tradições de classe média. Sempre enganaram a si mesmos e aos trabalhadores com a noção de que devem dar à greve prestígio respeitável, para ajudar a causa.

 

Na greve dos fabricantes de camisas, as profissionais foram instruídas a se vestir com suas melhores peles e joias mais caras, se quisessem ajudar as meninas. É necessário dizer que, embora dezenas de meninas tenham sido manipuladas e brutalmente empurradas para dentro dos camburões, os piquetes bem vestidos foram tratados com deferência e autorizados a ir para casa? Assim, elas se empolgaram e apenas prejudicaram a causa do trabalho.

 

A polícia é realmente estúpida, mas não tão estúpida a ponto de não saber a diferença no perigo para si e para seus senhores daqueles que são levados a atacar por necessidade e daqueles que entram em greve por passatempo ou “cópia”. Essa diferença não vem do grau de sentimento, nem mesmo do corte das roupas, mas do grau de incentivo e coragem; e aqueles que ainda se comprometem com as aparências não têm coragem.

 

A polícia, os tribunais, as autoridades penitenciárias e os donos de jornais sabem perfeitamente que os intelectuais liberais, assim como os conservadores, são escravos das aparências. É por isso que suas tretas[3], suas investigações, suas simpatias pelos trabalhadores nunca são levadas a sério. De fato, eles são bem-vindos pela imprensa, porque o público leitor adora a sensação, portanto o treteiro representa um bom investimento para a empresa e para si mesmo. Mas, no que diz respeito ao perigo para a classe dominante, é como o balbucio duma criança.

 

O Sr. Sinclair teria morrido na obscuridade, a não ser por “The Jungle“, que não mexia com os cabelos das cabeças das armaduras, mas rendeu ao autor uma grande quantia e uma reputação. Agora ele pode escrever as coisas mais estúpidas, com certeza de encontrar um mercado. No entanto, não há um trabalhador em qualquer lugar tão vil diante da respeitabilidade quanto o Sr. Sinclair.

 

O Sr. Kibbe Turner continuaria sendo um redator, a não ser para os nossos trapaceiros políticos, que o usaram para fazer capital contra Tammany Hall. No entanto, o trabalhador mais mal pago é mais independente que Turner e certamente mais honesto que ele.

 

Hillquit continuaria sendo o revolucionário em dificuldades que eu conheci há vinte e quatro anos, mas pelos trabalhadores que o ajudaram a obter seu sucesso legal. No entanto, não há um único trabalhador russo no East Side tão intimamente vinculado à respeitabilidade e à opinião pública quanto Hillquit.

 

Eu poderia continuar provando indefinidamente que, embora os intelectuais sejam realmente proletários, eles estão tão mergulhados nas tradições e convenções da classe média, tão amarrados e amordaçados por elas, que não ousam dar um passo.

 

Creio que a causa disso deve ser procurada no fato de que os intelectuais da América ainda não descobriram sua relação com os trabalhadores, com os elementos revolucionários que em todos os tempos e em todos os países foram a inspiração de homens e mulheres que trabalhavam com seus cérebros. Eles parecem pensar que eles, e não os trabalhadores, representam os criadores da cultura. Mas isso é um erro desastroso, como provado em todos os países. Somente quando as forças intelectuais da Europa fizeram causa comum com as massas que lutavam, quando chegaram perto das profundezas da sociedade, elas deram ao mundo uma cultura real.

 

Conosco, essa profundidade nas mentes dos nossos intelectuais é apenas um lugar para turismo de gueto[4], cópia de jornal ou, numa ocasião muito rara, um pouco de simpatia teórica. O último nunca foi forte ou profundo o suficiente para tirá-los de si mesmos ou fazê-los romper com suas tradições e adjacentes. Greves, conflitos, uso de dinamite ou os esforços da IWW são empolgantes para nossos proletários intelectuais, mas, afinal de contas, são muito tolos quando considerados à luz do observador lógico e calmo. É claro que se sentem com a IWW quando ele é espancado e tratado com brutalidade, ou com os MacNamaras, que abriram o horizonte da crença nebulosa de que na América ninguém precisava usar a violência. Os intelectuais sofrem demais com sua própria dependência para não simpatizar nesse caso. Mas a simpatia nunca é forte o suficiente para estabelecer um vínculo, uma solidariedade entre ele e os deserdados. É a simpatia da indiferença, do experimento.

 

Noutras palavras, é uma simpatia teórica que todos os que ainda desfrutam duma certa quantidade de conforto e, portanto, não veem porque alguém deveria entrar num restaurante da moda. É o tipo de simpatia que a sra. Belmont tem quando vai a tribunais noturnos. Ou a simpatia dos Osbornes, Dottys e Watsons quando eles se trancaram na prisão por alguns dias. A simpatia do socialista milionário que fala em “determinismo econômico”.

 

Os proletários intelectuais radicais e liberais ainda são tanto do regime burguês que sua simpatia pelos trabalhadores é diletante e não vai além do salão, do salão de beleza ou da vila de Greenwich. Pode, em certa medida, ser comparado ao período inicial do despertar dos intelectuais russos descrito por Turguêniev em “Pais e Filhos“.

 

Os intelectuais daquela época, embora nunca tão superficiais quanto aqueles sobre os quais estou falando, se entregaram a ideias revolucionárias, fizeram discussões insignificantes durante as primeiras horas da manhã, filosofaram sobre todo tipo de perguntas e levaram sua sabedoria superior às pessoas com os pés profundamente enraizados no velho. Claro que eles falharam. Eles ficaram indignados com Turguêniev e o consideraram um traidor da Rússia. Mas ele estava certo. Somente quando os intelectuais russos romperam completamente com as suas tradições; somente quando eles perceberam plenamente que a sociedade repousa sobre uma mentira e que eles deveriam se entregar ao novo completamente e sem reservas, eles se tornaram um fator poderoso na vida das pessoas. Os Kropotkins, os Perovskayas, os Breshkovskayas, e multidões de outros repudiaram riquezas e estato social e se recusaram a servir o rei Mammon. Eles foram entre o povo, não para o levantar, mas para serem elevados, para serem instruídos e em troca, para se entregarem totalmente ao povo. Isso explica o heroísmo, a arte, a literatura da Rússia, a unidade entre o povo, o mujique e o intelectual. Isso explica em certa medida a literatura de todos os países europeus, o fato de que os Strindberg, os Hauptmann, os Wedekinds, os Brieux, os Mirbeaus, os Steinlins e Rodins nunca se dissociaram do povo.

 

Isso acontecerá na América? Os proletários intelectuais americanos amarão o ideal mais do que seus confortos, estarão dispostos a desistir do sucesso externo em prol das questões vitais da vida? Eu acho que sim, e isso por duas razões. Primeiro, a proletarização dos intelectuais os obrigará a se aproximar do trabalho. Em segundo lugar, por causa do rígido regime de puritanismo, que está causando uma tremenda reação contra convenções e estreitos laços morais. Artistas, escritores e dramaturgos que lutam para criar algo que vale a pena, ajudam a quebrar as convenções dominantes; dezenas de mulheres que desejam viver suas vidas estão ajudando a minar nossa moralidade atual, em seu orgulhoso desafio às regras da sra. Grundy. Sozinhos, eles não podem realizar muito. Eles precisam da ousada indiferença e coragem dos trabalhadores revolucionários, que romperam com todo o velho lixo. É, portanto, através da cooperação dos proletários intelectuais, que tentam encontrar expressão, e dos proletários revolucionários que procuram remodelar a vida, que nós, na América, estabelecemos uma unidade real e, por meio dela, travamos uma guerra bem-sucedida contra a sociedade atual. .

 

Tradução: Inaê Diana Ashokasundari Shravya

Notas

[1] A extemporaneidade de autoras e autores, que vem acompanhada de marginalização e incompreensão, pode ser percebida na vida do escritor libertário brasileiro Lima Barreto. [N.T.] [2] No original “fleshpot”: um estabelecimento, geralmente um clube de striptease ou clube noturno no qual se engana os clientes para que paguem quantidades enormes de dinheiro em troca de serviços de baixa qualidade (quando existem) [N.T.] [3] “Muckracking” no original. Muckracking é a prática do muckracker, isto é, o nome pelo qual se conhece o jornalista ou grupo organizado de jornalistas ou escritores norte-americanos que, no início do século XX, se dedicaram a denunciar publicamente a corrupção política, a exploração laboral e uma série de abusos, imoralidades e inúmeras outras sujeiras de personalidades e instituições da época. Em inglês significa algo como “removedor de lixo”. A tradução mais próxima que consegui encontrar foi a de “treta”, para muckracking, e “treteiro”, para muckracker. [N.T.] [4] “Slumming” no original, que diz respeito ao turismo em guetos e favelas, que ocorre desde o século XIX. [N.T.]

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