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Conversações ciclísticas #3 – apocalipse motorizado, agora! – RJ

#3 – apocalipse motorizado, agora!
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– qual o papel do carro na perpetuação de colonialismos capitalistas/desenvolvimentistas?

– qual o sentido de afirmar aqui e agora, sem arrego, que motores são um problema e que carros precisam deixar de existir?

– enquanto até mesmo projetos “revolucionários” não se envergonham de manter perspectivas desenvolvimentistas carrocratas, sem questionar o lugar do transporte motorizado na manutenção da desigualdade social, qual a necessidade de manter esse horizonte como pauta radical?

– se o carro é tido como um animal sagrado em nossas sociedades contemporâneas, como desconstruir os mitos que envolvem sua imagem?

– é possível existir interseccionalidade entre diversos tipos de vivências minoritárias e opressões motorizadas carrocratas? caso sim, como potencializar a construção de narrativas interseccionais?
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texto disparador:
“acabem com todos os carros” de Mr Social Control.
[link disponível no mural do evento]

textos complementares sugeridos, pra quem quiser aprofundar:
“energia e equidade” de Ivan Illich.
“a ideologia social do automóvel” de André Gorz.
[disponíveis no mesmo link anterior]

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sab, 12/5, 15h
cinelândia
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#1 bicicleta e tempo de contestação

#2 não é acidente!

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#4 relações de poder no trânsito: embates e deslocamentos cotidianos

#5 vulnerabilidade, culpabilização da vítima e narrativas q produzem vidas responsáveis pelas próprias mortes

#6 o q falta é punição? (mas o trânsito atualiza punições a todo momento…)

#7 motorista agressor, uma pessoa normal: existiria banalidade do mal no trânsito?

#8 sua política é um saco: abandonar o cicloativismo?

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sobre os encontros:

a cidade está na gente – ao mesmo tempo em que estamos na cidade. se por um lado o que entendemos como “eu” é fabricado também através das vivências cotidianas em seus cenários, por outro não deixamos de fabricar tanto cenários quanto cidades diferentes a partir de nossas vivências, em um permanente e incessante construir.

construir a cidade <-> construir a si mesmx. não tão distantes e separados, afinal, quanto a correria da acelerada vida cotidiana faz acreditar.

“conversações ciclísticas” é uma série de 8 encontros mensais que propõe sentar no chão; ocupar a praça e o espaço público; nos encontrar e pensar mais sobre nossas vivências de ciclistas na cidade; criar e/ou afinar ideias, enfim, inventar mesmo narrativas ou uma especie de saber sobre tudo isso.

não pra ser algo acadêmico ou cartilha de Verdades sobre “bicicletas e política”, mas pra ser uma espécie de experimentação coletiva onde a gente discuta ideias, vivências, e através desses encontros, coletivamente passemos a ver que já existe algum saber entranhado em nossos corpos.

uma roda de conversa despretensiosa, um debate, um grupo de estudo. tudo isso junto – ao mesmo tempo que nada disso em separado.

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contribuição voluntária, não(!) obrigatória (quem puder/quiser contribuir monetariamente de alguma forma, com qualquer quantia, beleza. quem não tiver condições, não há problema algum também, só vem!)

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Ho Dolpho