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Dia de Cultura Punk 2017: uma visão

Written by anarcopunkORG

DIA DE CULTURA PUNK 2017 – Fortaleza(CE), Natal(RN) e Campina grande(PB)

*Por Avles Sevla Avles (Araçatuba/SP)

FORTALEZA

FUDIDO” assim começo esse texto para expor um pouco do que senti nesse role e vivência com a punkaiada do nordeste. Desejo força a todxs por lá que continue na luta. Fui convidado pelo mano Lindifran junto com o mano Crosta fizeram a ligação para eu poder estar nessa movida anarcopunk que é o DIA DE CULTURA PUNK que vem acontecendo há alguns anos por lá.

Convite feito e lá estava eu junto com a punkaiada somando nessa luta, nessa vivência cotidiana. Convite feito pelo mano punk lindifran – como já disse – que alias vínhamos mexendo o doce sobre isso a algum tempo. Tempo vai e tempo vem, nosso iniamigo como sempre. “OU VEM AGORA OU NÃO VEM MAIS…” – disse o mano e olhei para mim e para minha realidade, falei com minhas companheiras que ficariam cuidando do barraco, de nossa realidade e fui voar para as barricadas na luta contra o sistema em que vivemos no dia de cultura punk.

Conversa vai conversa vem feita pelo facebook com a punkaiada, que me deu mó força pra poder voar em todos os sentidos. Cheguei em Fortaleza no aeroporto e fiquei esperando o mano João Felipe cola pra me levar e me ajudar até o barraco de Kalango. No aeroporto fiquei apreensivo, pois estavam demorando pra vir me buscar e eu não tinha contato com ninguém de Fortaleza naquele momento e só tinha via internet saca. Celular ainda não quis ser encontrado. Quando de longe, depois de nosso iniamigo tempo, vi um mano com a camiseta da banda NOISE de São Carlos fiquei olhando quando sorrisos se armaram ai foi abraços e pouca conversa até o carro do mano amigo de João Felipe que nos apresentou, mas não me lembro o nome sou péssimo com guardar nomes, fisionomias etc… Enfim – como diz o anarquista vanthie… – João Felipe toca na banda Morte Lenta e em outros projetos – me levaram. Chegamos à casa de Kalango (mano anarcopunk) que me acolheu com carinho. La estava também outros punks: Carlota de campina grande e Wisley, depois conheci outrxs punks: Rebeca, Tereza, Yuri, Giovane, e outrxs.

Fiquei alguns dias na casa de Kalango sentindo o lugar, bebendo, fumando, conversando, observando sua arte, comendo delicias vegan feita por todxs até o dia do evento.

Dia de cultura punk em fortaleza – 5 de agosto

Foi um dia corrido com um lindo sol e vento, pois precisamos acordar mais cedo só que no dia anterior foi regado a ensaio e bebedeira com troca de ideias. Acordar, tomar café, e ir para o local da feira punk onde aconteceu la no BATICUM. Foi da hora rolou teatro onde também pude apresentar minha peça Voltaire e houve outras peças com fogo e ódio pelos companheiros pais de sábia CIRKO PIRATA, recital de poesias, exibição de vídeos, risos, confraternização, exposições de desenhos e exposições de materiais punk libertárixs e confraternização.

Fiquei mó feliz em estar participando da história em que xs punx do nordeste estão na construção e destruição no FAÇA VOCÊ MESMx! Como diz o mano Kalango foi rocheda! Elxs são cavernosos! Conhecer e vivenciar um pouco da realidade da MOVIDA PUNK me sugeriu resistir e me deu gás pra seguir na luta. CONTINUE FIRMES NESSA LUTA punkaiada!

NO DOMINGO foi outra correria… Enfim… Foi o dia da gig. Foi sem palavras! A punkaiada ocupou a rua (espaço do lado do restaurante vegan Malagueta) e foi delicioso, conheci o restaurante (desejo força a todxs). Rolou exposição de materiais e a gig onde tocamos foi destruidor. O mano que segura a batera foi o Vavá (grillus sub, bilis negra) foi foi foi destruidorrrrrrrrr rocheeeedddaaaaaaaaa! Dancei bastante ao som da grillus sub, bílis negra e da disindividu. Infelizmente a poliça apareceu e a ultima banda a M.R.S. não pode apresentar sua sonoridade, mas valeu a todxs que somaram na movida. Depois terminamos a noite ou parte dela tomando umas e conversando e registrando para um documentário. Vai rolar um pequeno documentário sobre essa movida. ABRAÇOS DE RESISTE a todxs!

NATAL

Cheguei na rodoviária e fui buscado pelos punks Rebeca, Wirlan e Jony – se não me engano. Abraços a todxs xs punx pela força! Fomos para o barraco de Wirlan descansar um pouco.

Foi delicioso rever companheiros antigos e matar a saudade: Glauco, Renato, Marcelão, Lindifran, Vanthie. No primeiro dia ficamos na casa do Wirlan e de sua companheira (não me lembro o nome) onde fizemos um rango e trocamos idéia e depois na casa do Glauco e sua companheira Cida (se não me engano) foi sem palavras nos receberam com carinho. La fiquei por alguns dias até um dia depois da movida punk. Depois fui pra casa do Marcelão (grande mano punk) depois do evento, mas isso é outra história.

11\8 – foi mó correria pra resolver alguns problemas, mas tudo aconteceu no faça você mesmo. Na correria punk. Fomos pra uma praça num recital e depois pra gig que ia acontecer em outra localidade. La chegamos na gig e as bandas começaram a tocar BILIS NEGRA de Fortaleza-ce nos presenteou com seus ruídos avassalador e sombrios onde destaco a vocal da Rebeca que me parece uma bruxa gritando no meio de uma floresta com todo seu ódio. Depois veio a banda BANQUETE DOS VERMES da João Pessoa-pb destruindo a musicalidade com seu anti-timpanico noisepunk. Pra mim parecia que o vocalista contava uma história com muito ódio saca! Depois a banda LAMOR-TE de Araçatuba-sp assassinando tudo e vomitando seu noisecoreanarcopunkdada putoético core. Na sequencia veio a banda DISCARGA VIOLENTA de natal-rn com sua sonoridade protesto que pra mim foi delicioso ver ao vivo essa banda que admiro muito e que me influenciou muito e pra finalizar INSATISFAÇÃO CONSTANTE de Campina grande-pb com seu d-beat crust fuderoso com vocal da hora. A banda MILACRIA não tocou. De volta pra casa do Glauco carregando algumas peças da bateria feita por ele mesmo e dormimos pra recuperar energia pra próxima movida.

NO OUTRO DIA. Sol e vento nos presenteando com mais um dia

Rolou a feira punk que foi uma historia a parte. Foi numa praça e fluiu coletivamente como tinha que ser e teve feijoada vegan gratuita feita pela correria de todxs e temperada pelas mãos de Cida, exposição, vendas de materiais e enfim… Movida punk na tóra. A noite foi regada a gig com as bandas: PUTREFAÇÃO HUMANA de aracaju-se com seu noisecore fuderoso – pogou bastante-, BESTAFERA de Fortaleza-ce com seu black vegan, RUIM de Fortaleza-ce com seu crustpunkmetal, GRILLUS SUB de fortaleza-ce com seu punk pogante e DISINDIVIDU de fortaleza-ce com seu fuderoso d-beatcrustpunk. E mais uma vez todos levando a bateria pra casa do Glauco e dormindo por lá. No outro dia alguns foram pra casa do Marcelão relaxar um pouco e curtir uma praia de leve. Ficamos por la até ir pra Campina Grande.

CAMPINA GRANDE

Foi outra historia chegamos dois dias antes do evento e foi massa quando chegamos já fomos pra uma praça onde a punkaiada estava se confraternizando la. Fiquei e depois fui embora pra ocupa Cuca dormir um pouco. La reside um casal de rastafáris e suas crias e um casal de malabares com sua cria e a punkaiada que estava conspirando o dia de cultura punk. Dormi e logo de manhã correria pro café da manha e almoço coletivo. Buscar água, lenha pra acender o fogo, limpar o local.

O dia do evento começou com uma gig que tava meio complicada pra acontecer devido a problema de local, mas aconteceu numa praça onde rolou umas 13 bandas e foi da hora ver a punkaiada na confraternização e resistência. Houve exposição de matéria também.

No outro dia logo de manha a limpeza, recicle na feira e depois do almoço coletivo começou a feira punk com teatro, feira punk, exibição de vídeos e expo de desenhos de vários manxs oficina de gratite, pichações e gratifes pelo espaço e pra finalizar musica pra dançar.

No outro dia acordar tarde. Depois fui pra casa do mano punk Isquisito e la fizemos um almoço coletivo depois de um novo recicle na feira local e a noite voltei pra Natal onde me despedi dos manos Lindfran, Vanthie e seu amigo que me levaram até o aeroporto e voltei pras minhas companheiras. Abraços de anarco punk a todxs por lá. Desejo luta a todxs que continue firme nessa luta do DIA DE CULTURA PUNK resisteeeeeeeeeeee!

avlessevlaalves

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