Arquivo da Sessão ‘Os efeitos da copa do mundo’

Movimento de luta em defesa da moradia expulsa Cid Gomes(PSB) de comunidade.

Wednesday, August 3rd, 2011
Na noite do dia 02/08 o ditador Cid Gomes(PSB) invadiu a comunidade Aldacir Barbosa próximo a rodoviária com o objetivo de apavorar os moradores para convencê-los a venderem suas casas e garantir algumas obras para a Copa 2014.

A área é uma das mais de vinte e duas comunidades de Fortaleza-CE que podem ser atingidas pelo projeto do Veiculo Leve sob Trilhos(VLT) que é um tremzinho que pode ir do porto do Mucuripe ao estadio Castelão com o objetivo de levar os turistas que vierem assistir a Copa 2014 e que ficarão hospedados nos transatlânticos do porto.

Alem do núcleo da Aldacir Barbosa que se fez presente, os núcleos das comunidades Trilha do Senhor, Dom Oscar Romero, João XXIII e Montese que compõem o Movimento de Luta em Defesa da Moradia(MLDM) também compareceram em peso após saber da invasão do governador. O foco era apoiar a resistência do núcleo da própria comunidade que acionou imediatamente outros movimentos populares de Fortaleza e se fizeram presentes prestando solidariedade ao movimento contra o inimigo em comum.

Houveram alguns inícios de conflito protagonizados pelos capangas do governador que agrediram diversas pessoas entre elas três senhoras do MLDM que ficaram com diversos hematomas pelo corpo.

O objetivo do CID que era o de amedrontar o povo forçando-os a vender suas casas por qualquer quantia não foi atingido pois a comunidade é de luta e não arredou o pé, mas puxou palavras de ordem como: “CID TERRORISTA”, “DAQUI NÃO SAIO, DAQUI NINGUÉM ME TIRA” entre tantas outras.

O pano de fundo da obra é a higienização social imposta pelo governo com o fim de tirar o povo pobre da área nobre da cidade de modo a vendê-la melhor.

Temos certeza que esse ataque não ficará impune. Responderemos nas ruas.

Olhem os videos:
Video 1 http://www.youtube.com/watch?v=XxM1chrfmno
Video 2 http://www.youtube.com/watch?v=y6A8x0jA2HQ

Por Thiago Roniere – Organização Resistência Libertária – ORL

Fonte: http://prod.midiaindependente.org/pt/red/2011/08/494979.shtml

Fortaleza: INCERTEZAS: Obra do Metrofor na Via Expressa gera polêmica

Wednesday, November 24th, 2010

INCERTEZAS: Obra do Metrofor na Via Expressa gera polêmica

– Diário 23 de novembro de 2010

Às margens da via férrea, muitos moradores já tiveram as residências marcadas para retirada já em 2011. O clima é de ansiedade e medo sobre o futuro da nova morada

Projeto de instalação do Ramal Parangaba / Mucuripe do VLT tem deixado moradores cheios de dúvidas

Dois projetos de mobilidade urbana e milhares de dúvidas sobre a remoção das 3.500 famílias impactadas pelas obras na Via Expressa para a Copa do Mundo de 2014. Se as ações para a instalação do Ramal Parangaba/Mucuripe do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) e o alargamento da avenida ainda estão no papel, o temor de perder as casas já está na boca do povo da área.

Dezenas de moradores, às margens da via férrea entre o bairro Mucuripe e a Avenida Raul Barbosa, já tiveram as residências marcadas com tinta verde, sinal de possível retirada já no ano que vem. O clima é de incertezas sobre o futuro da nova morada. Vale lembrar que muitos habitam o bairro há mais de cinco décadas.

“Até agora, a gente não sabe de nada oficialmente. Uns dizem que nós vamos sair daqui no próximo ano, outros, que vai demorar ainda. Ninguém do governo veio me explicar nada”, disse, queixoso, o porteiro Marcos Antônio Vitorino, habitante de uma casa simples na Rua Córrego das Flores.

O percurso do VLT atravessará 22 bairros e servirá de ligação entre a região hoteleira e o Centro da Cidade (na integração com a Linha Sul do Metrofor) e o bairro Parangaba, assim como integração com o ramal Parangaba/Castelão.

Na Rua Juvêncio Vasconcelos, no Mucuripe, o clima é de revolta. Da linha férrea descendo uns cinco quarteirões, tudo será derrubado para passar o Ramal VLT e realizar o alargamento da Via Expressa, afirmou a comerciante Fátima Araújo, 60. Ela disse estar cansada de tanto “falatório” e especulação sobre o futuro.

“Tem até amigas minhas que estão em depressão, não querem morar em outro bairro, longe de todas as suas memórias”, lamentou a senhora.

Dessas especulações, os projetos da Copa vão virando uma verdadeira “caixa-preta”, disse a doméstica Maria do Carmo Monteiro, 65, moradora da Comunidade do Trilho, na Via Expressa, próximo ao cruzamento com a Padre Antônio Tomás.

Custos

Conforme a Secretaria das Cidades, o projeto orçado em R$ 265,5 milhões prevê a implementação do sistema de VLT no ramal ferroviário que liga Parangaba ao Porto de Mucuripe. Serão dez estações de superfície ao longo dos 13km de extensão. A Caixa custeará R$ 170 milhões correspondentes às obras, enquanto o Governo do Estado arcará com em torno de R$ 95,5 milhões, previstos para desapropriações.

A previsão para término é junho de 2013. Sobre o andamento da instalação do VLT, a assessoria de comunicação do Metrofor informou que o projeto ainda está em fase inicial e que ainda não há um documento finalizado a respeito. Segundo Felipe Araújo, gerente do Projeto Copa 2014, ainda não há data para o alargamento da Via Expressa.

REIVINDICAÇÃO
Comunidade reclama acesso

Para a advogada Aline Furtado, da Organização Resistência Libertária, que tem oferecido apoio às comunidades às margens do trilho da Via Expressa, o grande problema é a falta de diálogo entre o poder público e a população atingida.

Ela explicou que a população nunca teve acesso a nenhum projeto de ação, inclusive, desconhece os modelos e os prejuízos. “Não ofereceram um plano alternativo à remoção, nem fizeram um estudo de impactos nem escutaram o povo. Não está certo, não há governabilidade com autoritarismo. Boa parte dos habitantes não quer sair, todos têm medo de ir para conjuntos habitacionais longe e com má estrutura”, frisou.

Entre as comunidades na “linha da ameaça” dos projetos da Copa estão, segundo a advogada, os moradores do Jangadeiro, Rio Pardo, da Trilha, Oscar Romero, São Vicente, Aldaci Barbosa, João XXIII e Mucuripe. “A Cidade como um todo – da Parangaba, Castelão até o Mucuripe – vai ser impactada negativamente com essa lógica do progresso”, comentou.

Conforme a Secretaria das Cidades, o valor de cada casa dos conjuntos habitacionais é estipulado em R$ 45 mil. As obras da Via Expressa e do VLT são integradas, sendo que a primeira está sob a coordenação da Prefeitura de Fortaleza e a implantação do trem é de responsabilidade do Estado. Aos moradores atingidos, devem ser oferecidas três opções: casa em conjunto habitacional, indenização ou permuta por outro imóvel.

IVNA GIRÃO
ESPECIAL PARA CIDADE

Fortaleza/CE: Moradores protestam contra remoção

Wednesday, October 20th, 2010

O protesto tinha como objetivo intensificar o movimento dos moradores da área contrários à possível remoção das famílias do local, por conta das obras de duplicação da Via Expressa e da construção do Ramal Veículo Leve sobre Trilho

Apitos, cartazes e tambores deram o tom da manifestação de comunidades que moram no entorno dos trilhos da Via Expressa. Na tarde deste sábado, eles fizeram uma caminhada para pedir a adesão de mais moradores da região ao protesto contra a remoção das famílias que vivem ali, por causa de duas obras que fazem parte do eixo de mobilidade urbana para a Copa de 2014. Uma é a duplicação da Via Expressa e a outra é o Ramal Veículo Leve sobre Trilho (VLT) Parangaba/Mucuripe, que vai ligar a região hoteleira ao Centro e à Parangaba.

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Informativo da ORL-Copa do Mundo e luta das comunidades

Tuesday, October 5th, 2010

 

Em meados de 2009 Fortaleza foi escolhida para ser uma das 12 subsedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O credenciamento da capital cearense deve-se ao esforço conjunto do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal, que apresentaram à FIFA um mega-plano contendo nada menos que 86 projetos, divididos em sete áreas de investimento (estádios, turismo, transporte e mobilidade, saneamento e meio ambiente, segurança, saúde, energia e telecomunicações), com um orçamento inicial de quase R$ 9,3 bilhões, a maior parte de dinheiropúblico.

A exemplo do que aconteceu na Copa da África do Sul, nas Olimpíadas de Pequim e no Pan-Americano do Rio, o Governo do Estado e a Prefeitura já ameaçam remover milhares de famílias pobres de suas moradias para dar lugar a obras de infra-estrutura e de embelezamento urbano, como parte do plano de preparação de Fortaleza para a Copa de 2014. Estima-se que pelo menos 20 mil famílias serão removidas somente em decorrência do alargamento da Via Expressa e da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), obras que têm como objetivo servir como principal corredor de transporte da Copa, ligando a zona hoteleira da cidade diretamente às portas do Estádio Castelão.

Leia o texto completo no Info em Ação #1 (PDF)