Arquivo da Sessão ‘Moradia’

Solidariedade às famílias do Assentamento Milton Santos!

Thursday, January 17th, 2013

milton-santos_01O Movimento Sem Terra (MST) e parte das famílias que transformaram em lar um latifúndio improdutivo abandonado e cheio de dívidas em Americana (126km de São Paulo) ocuparam desde ontem (15) a sede do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), localizada no bairro da Santa Cecília, centro de São Paulo.

Porque?

Porque desde 1996 os proprietários mantém esse pedaço de terra abandonado e sem pagar impostos, contrariando a constituição brasileira que obriga (obriga nada, aqui os ricos deitam e rolam) que toda propriedade tenha alguma finalidade. Desde 2005 essa famílias conseguiram a muito custo, com muito trabalho e luta transformar um enorme matagal em casa, transformar a terra abandonada em fonte de alimento, e tornaram um pedaço de terra que para o dono não é nada, em tudo para elas. O assentamento tem uma produção intensa e coletiva que serve de fonte de renda e alimentação pras famílias que ali moram.

E?

E depois de 17 anos de abandono, os proprietários (ricassos que arrendam terras griladas para empresas de cana de açúcar) resolveram que agora que essas famílias construíram uma vida ali, eles tem o direito de requerer na Justiça a posse do imóvel

milton-santos_03

(porque ir trabalhar lá nenhum deles vai). E o pior: a “Justiça” concedeu a posse ao proprietário caloteiro, e cedeu (como ju$tiça é boazinha, né?) 15 dias para que essas famílias saiam do terreno e deixem suas casas (construídas coletivamente), seu trabalho

(realizado coletivamente), e seus sonhos (sonhados coletivamente) para que um burguês possa passar de carro pela estrada e apontar pro mato e dizer ‘aquela terra é minha, eu não uso, não preciso, mas é minha’.

E como eu posso ajudar?

Você pode ajudar lutando por um mundo mais justo, onde a terra seja propriedade e responsabilidade de todos/as. Você pode ajudar

milton-santos_02

se solidarizando com as famílias do Assentamento Milton Santos e de TODAS as outras ocupações do campo e da cidade. Você pode ajudar indo até o INCRA e conhecendo a história de vida dessas famílias (porque a TV não vai te contar a verdade). Você pode ocupar também o INCRA. Você pode propor alguma atividade que dialogue com a luta dessas famílias e realiza-la na ocupação, no assentamento ou em qualquer lugar. Você pode contar pra outras pessoas a injustiça que essas famílias estão sofrendo.

O INCRA é localizado na Rua Doutor Brasílio Machado, 203, Santa Cecília, próximo ao metrô Mal. Deodoro.

Você pode saber mais sobre o assentamento através do site: http://www.assentamentomiltonsantos.com.br/

Ou da página no facebook:

https://www.facebook.com/AssentamentoMiltonSantos?group_id=0

Toda solidariedade às 68 famílias do Assentamento Milton Santos!

Morte a todos os latifundiários e burgueses!

[SP] POLÍCIA IMPEDE ENTRADA DE ÁGUA E COMIDA PARA FAMÍLIAS SEM-TETO

Sunday, November 25th, 2012

Fonte: http://www.portalflm.com.br/noticias/policia-impede-entrada-de-agua-e-comida-para-familias-sem-teto/2687

Comunicado:

24/11/12 às 17:54

“As famílias sem-teto que ocuparam o edifício do antigo hotel Cambridge, na madrugada deste sábado, estão sendo mantidas num espécie de cárcere privado. Por determinação do governador Geraldo Alckmin   elas estão impedidas de receber água é comida.

O prédio que fica na av. Nove de Julho, 216,  está  abandonado por mais de dez anos. Na placa consta que foi desapropriado pela prefeitura porém passados cinco anos as  reformas necessárias para transformá-lo em moradia de interesse social não foram feitas.

É mais um entre as centenas de imóveis abandonado, depredados, desperdiçados enquanto as famílias de baixa renda não conseguem encontrar opção de moradia, com prestações que sejam condizentes com seus salários abaixo de três mínimos.

Não queremos morar de graça! Lutamos por  política de moradia para pobres na cidade de São Paulo, com prestações que caibam em nosso bolso!

Gostaríamos de saber porquê o governador está se empenhando numa demanda entre os cidadãos e a prefeitura? O Capitão Kirio  informou que a ordem de impedir a entrada de alimentos e comida para os sem-teto partiu do palácio dos Bandeirantes.”

Em São Paulo, as áreas valorizadas são as que têm mais incêndios

Wednesday, September 12th, 2012

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/10552

De acordo com pesquisa, das favelas que foram incendiadas nos últimos meses nove estão localizadas em regiões que o mercado imobiliário aumentou sua valorização: acima de 100%; na contramão, áreas que possuem mais favelas são as menos valorizadas

11/09/2012

José Francisco Neto

da Redação

Crianças da Favela do Piolho, atingida por um incêndio no dia 3 de setembro

Foto: Marcelo Camargo / ABr

Dos últimos incêndios que ocorreram neste ano em São Paulo, nove foram em áreas que aumentaram seus valores pelo mercado imobiliário, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE). A região em que está localizada a favela de São Miguel Paulista, por exemplo, vizinha de Ermelino Matarazzo, na zona leste, e incendiada na terça-feira (28), teve a maior valorização imobiliária da capital em apenas dois anos: 214%. (Clique aqui e veja o mapa dos incêndios em favelas paulistanas que ocorreram nos últimos anos).

Outras comunidades, como a Vila Prudente, na zona leste, incendiada no dia 23 de agosto, e a Favela do Morro do Piolho, no Campo Belo, zona sul, destruída pelo fogo no dia 3 de setembro, também estão na “mira” do mercado imobiliário. Enquanto a comunidade do Morro do Piolho teve aumento do metro quadrado em 117%, na área que situa a Vila Prudente, ao lado do Sacomã, a valorização foi de 149%.

Outro dado citado no artigo “Não acredite em combustão espontânea” é de que as áreas que possuem mais favelas, curiosamente, são as que têm menos incêndios. Na zona sul paulistana, nos distritos do Capão Redondo (com 93 favelas), Grajaú (com 73), Jardim Ângela (com 85) e Campo Limpo (com 79) – áreas que aglomeram mais de 21% das favelas da capital – não houve nenhum incêndio. Ao mesmo tempo, a pesquisa revela que essas áreas são as mais desvalorizadas pelo mercado imobiliário – na região do Grajaú, por exemplo, houve uma queda de 25,7% no valor do metro quadrado.

Atualmente, São Paulo possui 1.565 favelas, de acordo com os dados do Infocidade, da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU).

[São Paulo] Reintegração de posse da Ocupação São João está suspensa

Wednesday, September 12th, 2012

Estava marcada para o dia 11 de setembro, terça-feira, a reintegração de posse da Ocupação São João.  Desde que a data foi divulgada, diversos grupos e movimentos se mobilizaram em apoio. Foram recolhidas milhares de assinaturas para o abaixo assinado, e, no último domingo (09), foi realizada uma manifestação de solidariedade em frente à ocupação. O Sarau da  Ocupa desta quarta-feira (05) também esteve lotado e repleto de mensagens de apoio.

No último dia 10, a Frente de Luta por Moradia lançou um comunicado informando que a reintegração de posse está suspensa após a devolução do processo ao juíz, visto que o proprietário do prédio não ofereceu os meios necessários (caminhão e galpão para acomodar os móveis) como foi previamente determinado. A nova data para a reintegração ainda não foi divulgada.

Ocupação São João pode ter realizado seu último sarau

Friday, September 7th, 2012
* * *
As 85 famílias da ocupação podem ficar na rua na próxima terça-feira (11) devido à ordem de despejo anunciada no final do mês passado; o “Sarau da Ocupa”, como ficou conhecido, faz a sua mobilização para que haja um acordo

José Francisco Neto
de São Paulo

Poetas e moradores se reúnem às quartas-feiras quinzenais para o sarau

na ocupação São João. Foto: Raquel Marques

* * *

O Sarau da Ocupa, realizado às quartas-feiras quinzenais na ocupação do prédio situado na avenida São João, 588, no centro de São Paulo, pode ter feito a sua última apresentação no local. Isso porque uma ordem de reintegração de posse do imóvel, abandonado há 20 anos, foi anunciada na quinta-feira (23) pelo juiz Olavo de Oliveira Neto, da 39º Vara Cível da Capital.

As 85 famílias, incluindo 67 crianças, podem ficar na rua na próxima terça-feira, 11 de setembro. No dia 3 de outubro a ocupação completaria dois anos, e o sarau um.

O sarau faz a mobilização. Organizadores e apoiadores do movimento colhem assinaturas que serão entregues à Justiça paulista solicitando que a liminar de despejo seja revogada e que “o direito à moradia digna possa prevalecer sobre o endividamento e o abandono do imóvel”.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Ruivo Lopes, um dos organizadores do sarau, espera que haja de fato um acordo entre a Justiça, o proprietário e a Frente de Luta por Moradia, que organiza as famílias que estão no imóvel. “A gente espera que o diálogo, que é necessário, seja para o benefício das famílias no seu direito fundamental que tem sido violado, que é o direito à moradia”, comenta.

Ele ainda ressalta que o sarau passou a ser uma espécie de assembleia, em que as famílias da ocupação juntamente com as pessoas que vêm participar da atividade, se encontram para que, através da literatura, possam discutir os mais variados problemas que a cidade enfrenta.

“É no sarau que a gente se fortalece, que a gente passa a perceber que os problemas de uns também são os problemas dos outros, e passa a se fortalecer através disso”, reforça Ruivo.

Brasil de Fato – Ruivo, esse foi realmente o último sarau?
Ruivo Lopes - A gente espera que não seja o último sarau. A gente não se preparou para o último sarau. Não viemos hoje para cá na expectativa de ser o último sarau, mas a gente veio pra fazer um sarau do jeito que a gente começou, dentro da luta, que pudesse fortalecer a luta e que no momento em que a gente está apreensivo pela decisão que a Justiça pode tomar em relação às famílias, que hoje estão aqui na ocupação São João. A gente procurou fazer um sarau que pudesse agregar, reunir, incluir e fortalecer essa rede de solidariedade que o povo, apesar do que tem acontecido nas ocupações, tem demonstrado muita solidariedade com as famílias que estão na ocupação. O nosso sarau serve como espaço da demonstração dessa solidariedade.

Dia 11 de setembro vai ter a reintegração mesmo, ou ainda há uma possibilidade de prorrogar a data do despejo?
A gente que é do sarau sempre fica esperando um diálogo. Um diálogo entre as partes interessadas, Justiça, proprietário e a Frente de luta por Moradia, para que chegem a um acordo favorável às famílias. Nenhum acordo que não seja favorável às famílias deve ser cumprido.  A gente espera que o diálogo, que é necessário, seja para o benefício das famílias no seu direito fundamental que tem sido violado, que é o direito à moradia. Então, a gente espera que até o dia 11 possa haver algum diálogo no sentido de atendimento das famílias que estão aqui na ocupação São João. A gente aqui no sarau está torcendo pra que isso aconteça. Caso não aconteça, mais uma vez a cidade de São Paulo vai ser testemunha da violação grave de direitos humanos das famílias que estão na ocupação que vão, sem outra alternativa, pra rua.

Quanto tempo já existe o sarau?
A ocupação vai fazer dois anos em outubro e o sarau começou no aniversário de um ano da ocupação. Ele começou num momento de comemoração, num momento em que todos que estavam reunidos aqui na ocupação São João, as famílias e as pessoas que apoiam, comemorando um ano de existência e resistência cravados aqui no centro nervoso de São Paulo. O sarau surgiu pra manter essa comunhão através daquilo que a gente sabe fazer, que é a literatura, falar de poesia, trazer autores pra dialogar sobre literatura e motivar moradores e crianças daqui da ocupação São João a se aproximarem dessa literatura que tem sido produzida nas periferias de São Paulo, que é a literatura marginal periférica.

Com o sarau dando esse apoio, quais mudanças ocorreram para as famílias da ocupação, neste um ano que vocês estão aqui?

Cerca de 70 crianças podem ficar na rua no dia 11 de setembro;

Elas também participam do sarau. Foto: Raquel Marques

Primeiro que a gente passou a ter um espaço de encontro, diferente daquele em que as famílias já estão acostumadas a se encontrar. O sarau passou a ser também uma assembleia, só que uma assembleia ampliada, em que participam as famílias, as crianças, as pessoas que moram na cidade, as pessoas que participam de outros saraus, poetas, escritores e escritoras que se encontram no espaço do sarau para, através da literatura, discutir os graves problemas que enfrentam hoje a cidade. É no sarau que a gente se fortalece, que a gente passa a perceber que os problemas de uns também são os problemas dos outros e passa a se fortalecer através disso. Então, através de uma ação cultural, que a gente tem conseguido uma articulação e uma mobilização que é fundamental neste momento para os movimento populares, para os movimentos sociais e para quem também está percebendo que a cidade enfrenta graves problemas de desigualdade, mas não encontra uma porta aberta para se somar à luta, o sarau também é um espaço aberto pra quem quer chegar e se somar à luta. Várias pessoas hoje chegaram aqui e vão sair daqui levando um pouco da luta da ocupação São João. Essa também é a missão do Sarau.
Se caso ocorrer o despejo, O Sarau da Ocupa será igual ao sarau do Binho, itinerante?
O sarau não vai parar. Neste momento, é muito importante a situação das famílias. Mas o sarau vai continuar circulando e mobilizando as lutas. Aonde tiver, o sarau vai chegar e vai se somar às lutas pra trazer mais gente, pra manter a porta da luta sempre aberta com uma linguagem pelas próprias preocupações dos movimentos, que acabam deixando a porta da cultura um pouco de lado. A gente soma nisso pra que pessoas novas possam chegar e através da cultura possam somar. O sarau é uma delas. Se a gente tiver que fazer sarau itinerante, a gente vai fazer, mas desde que ele esteja a serviço da luta popular. Esta é a missão do sarau.

[São Paulo] Ameaça de desalojo da Ocupação São João!

Sunday, August 26th, 2012

COMUNICADO:

Enquanto morar for privilégio de poucos,
ocupar é um direito de muitos!

Salve, salve todo mundo que um dia chegou na Ocupação São João, e nestes quase dois anos de existência e resistência contribuiu com o calor da presença e participou de alguma das atividades, declamou no sarau, fez doações de alimentos, roupas ou livros, assistiu filmes, coloriu paredes, imprimiu personagens que ganharam vida no espaço, registrou a graça da vida em intenso movimento, realizou oficinas de artes, música, teatro e cuidado com a saúde, documentou em videos muitos momentos únicos, fez trabalhos universitários e reportagens, se emocionou com os depoimentos da gente simples e cheia de coragem que mora lá, arrancou um sorriso, riu junto e também chorou com as crianças que dão uma alegria especial para o lugar, ajudou a limpar o espaço para se reconhecer nele todo dia, a organizar as festas, enfeitar o lugar como se cuidasse de sí, que fez coro e tomou para si o lema “quem não luta, tá mort@!” caminhou com as pessoas sem teto pelas ruas do centro da cidade exigindo o cumprimento do direito fundamental a moradia digna… esta mensagem é pra você!
Neste momento, a Ocupação São João está sob ameaça de despejo. Uma primeira reunião aconteceu com as partes envolvidas sem que Prefeitura e proprietário oferecessem qualquer alternativa viável para as famílias que hoje vivem no imóvel ocupado. Uma nova reunião está marcada para o dia 5 de setembro com o objetivo de se chegar a um acordo que não prejudique as famílias, as crianças matriculadas nas escolas e quem hoje trabalha na região. Mesmo com a reunião marcada, a Justiça já sinalizou uma data para o possível despejo das famílias sem teto, o dia 11 de setembro.

Não temos muito tempo! A Ocupação São João precisa de você!

Segue anexado um abaixo-assinado para ser entregue à Justiça paulista solicitando que a liminar de despejo das 85 famílias seja revogada e que o direito a moradia digna possa prevalecer sobre o endividamento e o abandono do imóvel. Hoje, as famlías que ocupam o imóvel dão a ele a função social de moradia que merece.

Imprima o abaixo-assinado, tire cópias, envie por email e recorra a solidariedade da sua rede de contato (saraus, escolas, faculdades, universidades, na rua ou em qualquer outro lugar). As listas assinadas poderão ser entregues na Ocupação São João, na Avenida São João, nº 588, no Centro de SP, até o dia 2 de setembro.

A solidariedade reside na mobilização!

Solidarize-se e mobilize-se!

Afinal, a Ocupação São João somos nós!

***

BAIXE AQUI O ABAIXO ASSINADO – abaixoassinado

[RJ] Ocupação Abu Jamal é invadida pela policia

Thursday, May 17th, 2012

RJ: Professor é condenado por apoiar ocupação de sem-teto

Tuesday, April 17th, 2012

Por Rafael Gomes

O professor de História da rede estadual de educação do Rio de Janeiro, Filipe Proença, foi condenado por participar de um ato de apoio à Ocupação Sem-teto Guerreiros Urbanos, ocorrida em dezembro de 2010.

A ocupação foi violentamente despejada pela Polícia Militar resultando na prisão de 7 pessoas.

A condenação do professor Filipe é um claro sinal de tentativa de intimidação, por parte do Estado, às pessoas engajadas na luta popular, seja por moradia, seja contra as remoções, na cidade que será um dos palcos principais dos megaeventos da burguesia: Copa e olimpíadas.

Na mesma semana o advogado André de Paula, da Frente Internacionalista dos Sem-Teto (FIST), também foi condenado a pagar uma indenização de mais de mil reais. André é advogado de diversas ocupações de sem-teto no Rio de Janeiro.

Em breve entrará em vigor a tal “lei do terrorismo”, criada para o Rio+20 e a copa, que proibirá qualquer tipo de manifestação, qualificando-as em penas arbitrárias e absurdas.

Ainda há a aprovação da Lei Geral da Copa, no dia 28 de março, que, como o professor Fausto Arruda afirmou em seu artigo ‘Brasil sob intervenção da Fifa’,  só confirma a condição semicolonial de nosso país, cuja soberania “pra inglês ver” é desrespeitada até por uma organização mafiosa como esta (Fifa) que organiza o crime no esporte de alto rendimento a nível internacional.

Na próxima quinta-feira, 19 de abril, às 18 h, no IFCS da UFRJ (Largo do São Francisco, Centro) está sendo convocada uma reunião contra a criminalização dos movimentos populares onde também será discutida a condenação do professor Filipe Proença, que ainda pode ser recorrida.

Fonte: anovademocracia.com.br/blog/?p=3194

Mais uma reintegração de posse na usp

Sunday, February 19th, 2012
* extraído de http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2012/02/503926.shtml
Em meio ao carnaval Polícia Militar de SP age contra a moradia autônoma da USP

Durante a madrugada de hoje, dia 19 de fevereiro, a Polícia Militar de São Paulo aproveitou o momento de esvaziamento devido ao carnaval para agir contra o espaço de moradia autônomo dos estudantes, conhecido como Moradia Retomada da Universidade de São Paulo.

Bombas foram utilizadas e nenhum estudante dos outros blocos de moradia puderam se aproximar para ao menos filmar as ações. 12 estudantes foram presos e há ao menos uma menor de idade. Os estudantes estão neste momento no 14º DP da Polícia Militar localizado na R. Deputado Lacerda Franco, 369.

Os estudantes detidos estão sendo acusados de desobediência civil e danos ao patrimônio público e só sairão sob fiança. Poucos estudantes que estão acompanhando os detidos pedem para que todxs que estejam em São Paulo para comparecerem à delegacia para apoiar o movimento e pensar próximas ações

________________________________________________

Na manhã da segunda-feira, dia 6, o aviso sobre movimentação de policiais perto da portaria principal da Cidade Universitária mobilizou Movimento Estudantil e apoiadores. Era o prazo final para a execução da reintegração de posse da Moradia Retomada, localizada no térreo do bloco G do Conjunto Residencial da USP (CRUSP).

Depois de uma série de violações de Direitos Humanos durante a reintegração de posse da Reitoria Ocupada no final do ano passado, perseguição ao Sindicato dos Trabalhadores, demissões em massa, e ataque ao espaço do Núcleo de Consciência Negra, o reitor segue sua gestão coordenando a USP como se fosse uma empresa. Desta vez decidiu fazer a “limpeza” da Cidade Universitária poucos dias antes da matrícula dos calouros que se dará nos dias 8 e 9 deste mês.

O prédio onde hoje é a Moradia Retomada é um espaço auto-gestionado desde 17 de março de 2010. O local era antes a administração da COSEAS, Coordenadoria de Assistência Social. Os estudantes exigem políticas de permanência estudantil e o fim da vigilância que a COSEAS exerce sobre os moradores do Conjunto Residencial dos Estudantes da USP, CRUSP, mantendo relatórios sobre suas atividades políticas e pessoais.

O espaço é legítimo e provou ao longo de quase 2 anos dar mais assistência aos calouros do que o sistema burocrático destinado a isto. Contando com organização interna os integrantes da Moradia Retomada planejam atividades para recepção dos novos alunos. O espaço deve ser preservado como pólo importante para a luta dos estudantes.

[SP] Moradores sem teto desalojados são atacados pela GCM

Monday, February 6th, 2012

As 230 famílias que foram desalojadas da ocupação na esquina das avenidas São João e Ipiranga, foram atacados por Guardas Civis Metropolitanos na manhã deste domingo (5), por volta das 7 horas.

Enquanto aguardam alguma providência da prefeitura, os moradores desalojados montaram um acampamento próximo ao largo do Paissandú, no centro da Capital. Os guardas civis ja haviam retirado os tapumes que dividiam os barracos montados pelos sem teto, e esta manhã tentaram apreender os pertences e dispersas as pessoas.

Os guardas civis metropolitanos primeiro atacaram as pessoas que tentavam dialogar, depois quem tentava registrar a ação deles. O spray de pimenta chegou a atingir várias crianças, os moradores indignados expulsaram os GCMs, que sistematicamente tentam expulsar os moradores sem teto do centro através da violência física e pscicológica.