Category Archives: Manifestações no mundo

[Colômbia] Carta de Félix Mauricio Gutiérrez Díaz a diversas organizações estudantis libertárias

By on 31 de julho de 2015

colombia-carta-de-felix-mauricio-1[Compartimos e difundimos a carta que recebemos de Félix Mauricio Gutiérrez Díaz enviada a diferentes organizações estudantis libertárias da cidade de Bogotá. Ele se encontra atualmente detido, após a montagem de uma farsa judicial na qual detiveram em 8 de julho passado a 15 pessoas, entre elas lutadoras estudantis e sociais. O companheiro Félix Mauricio Gutiérrez é estudante de Filosofia da Universidade Pedagógica Nacional, e atualmente desempenhava a função de professor em colégios urbanos e semi-urbanos de Cundinamarca para preparar estudantes para as provas Saber, com a Corporação Educativa ASED.]
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[Grécia] Corinto: Professores trancam os alunos na escola para impedi-los de participar em protestos estudantis

[Enquanto em Corinto uns professores de uma escola secundarista optaram por encarregar-se com a repressão das mobilizações estudantis, em várias outras cidades foram realizadas massivas manifestações de estudantes secundaristas.]

Em Corinto, uma pequena cidade perto de Atenas, o diretor e alguns professores de uma escola secundarista trancaram dentro dela seus alunos, para impedir a participação deles na manifestação que aconteceria hoje (13 de novembro de 2014) no centro da cidade. Contudo, os estudantes desta escola avisaram os colegas de outras escolas da cidade, que chegaram em massa fora da escola isolada, gritando lemas de solidariedade e exigindo o fim do cativeiro de seus companheiros. Continue reading

[México] Novos protestos pelo desaparecimento dos 43 estudantes

mexico2091156Cerca de 500 manifestantes incendiaram ontem (12) o Congresso de Guerrero, em Chilpancingo, capital do estado, em mais um dia de protesto pelo desaparecimento dos 43 estudantes da escola normal rural de Ayotzinapa, em 26 de setembro, na cidade de Iguala.

 Os manifestantes, estudantes e membros do sindicato de professores, incendiaram as instalações da Secretaria de Educação, assim como da biblioteca local, uma sala de audiências e automóveis do Congresso de Guerrero.

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Por que o mundo está ignorando os curdos revolucionários na Síria?

 Por David Graeber

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Em 1937, meu pai se ofereceu como voluntário para lutar nas Brigadas Internacionais em defesa da República espanhola. Um possível golpe fascista havia sido detido temporariamente pela sublevação dos trabalhadores, encabeçada pelos anarquistas e socialistas, e em grande parte da Espanha uma autêntica revolução social se produziu, o que levou a cidades inteiras em autogestão democrática, indústrias sob o controle dos trabalhadores, e o fortalecimento radical das mulheres. Continue reading

[Grécia] Massivas manifestações antifascistas um ano depois do assassinato de Pavlos Fyssas

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Mais de 5.000 pessoas participaram das duas manifestações e marchas no bairro de Keratsini, Pireo, nesta quinta-feira (18), um ano depois do assassinato do antifascista Pavlos Fyssas por um batalhão de assalto neonazista da gangue fascista Aurora Dourada. A marcha havia sido antecedida por duas concentrações perto do local do crime, uma convocada por grupos anarquistas e antiautoritários, e outra por partidos de esquerda extra-parlamentar.

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[Grécia] “Não somos idiotas, somos mulheres da limpeza”: Onze meses de luta aguerrida contra o governo grego e a Troika

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[A seguir, texto de Sonia Mitralia, membro do coletivo “Mulheres contra a Dívida e as Medidas de Austeridade”, escrito em razão da luta das mulheres da limpeza, despedidas pelo Ministério de Finanças.]

 

 Após onze meses de uma luta longa e amarga, despedidas desde setembro, postas sob a condição de “disponibilidade” sendo despedidas ao final de oito meses, 595 mulheres da limpeza do serviço público se converteram no símbolo da mais feroz resistência contra a austeridade na Grécia.

 

Estas mulheres por sua vez, converteram isso em uma questão política, liderando toda a resistência atual contra a política da Troika, atrevendo-se a enfrentar inimigos tão poderosos como o governo grego, o Banco Central Europeu, a Comissão e o FMI…

 

E, no entanto, após os onze meses de luta, após o seu desafio e de converterem-se no principal inimigo do governo e da Troika, após ignorar a aplicação de medidas de austeridade, após uma presença muito divulgada na cena política, estas mulheres em luta todavia não são consideradas como sujeitos políticos pelos opositores da austeridade. No entanto, desde o início das medidas de austeridade impostas pela Troika, as mulheres saíram às ruas em massa e sua resistência parece ter uma dinâmica própria muito particular e é uma lição política.
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