Arquivo da Sessão ‘Indígena’

Garimpeiros brasileiros matam 80 Ianomâmi na Amazônia venezuelana

Saturday, September 1st, 2012

Ataque ocorre justo quando no ano que vem se completam 20 anos do massacre de Haximú, na qual foram assassinados por garimpeiros 16 índios Ianomâmi, em sua maioria mulheres, crianças e idosos

30/08/2012

do Correio da Cidadania

Indígenas Ianomâmi, em 1993

Um total de 80 índios da comunidade Ianomâmi localizados no estado (venezuelano) do Amazonas foram assassinados por garimpeiros, de acordo com denúncia da Promotoria Superior de Porto Ayacucho e integrantes do HOY (Horonami Organização Ianomâni), informa o jornal venezuelano El Nacional.

O massacre ocorreu em 5 de julho e virou notícia porque três homens da comunidade sobreviveram, pois neste dia saíram muito cedo pra caçar”, explicou Luis Sahpiwe, secretário executivo da organização.

A solicitação foi apresentada ao Ministério Público e também na sede da Defensoria do Povo, localizadas em Porto Ayacucho, capital do estado venezuelano do Amazonas.

No texto, pedem que se investigue o ocorrido, que as autoridades visitem o lugar dos fatos (a comunidade de Irotatheri, que fica a vários dias de viagem, a pé, pelo Rio Ocamo) e que o Estado acione mecanismos binacionais com o Brasil para desalojar os garimpeiros da região, mantendo vigilância por lá.

“Segundo a informação recebida, um grupo de garimpeiros brasileiros chegou à comunidade de Irotatheri (de acordo com os testemunhos de três sobreviventes que se encontravam caçando) atacando com armas de fogo e explosivos. Os sobreviventes da comunidade que se encontravam na selva escutaram ruídos de disparos, explosivos e, inclusive, a aterrissagem de um helicóptero, no qual teriam chegado os mineradores”, assinala o documento.

Sahpiwe assegurou que, de acordo com os testemunhos dos sobreviventes, o helicóptero sobrevoou muito de perto do “shabono” (espécie de oca gigante) onde vivia a comunidade, de onde começaram a disparar e incendiar a estrutura, construída principalmente de palha.

“Membros da comunidade de Hokomawe que visitavam a comunidade Irotatheri perceberam o shabono queimado, os corpos carbonizados e se encontraram com os três sobreviventes”, afirma o pedido de investigação.

O secretário executivo da HOY explicou que, com base no testemunho dos três que sobreviveram, dos três indígenas em visita e de um grupo de 14 pessoas que se transportaram até o local dos fatos, todos se apresentaram na 52ª Brigada de Infantaria da Selva e Guarnição Militar de Porto Ayacucho, e no dia 21 de agosto uma comissão se dirigiu até as comunidades indígenas que testemunharam o fato.

“Esse novo massacre ocorre justo quando no ano que vem se completam 20 anos do massacre de Haximú, na qual foram assassinados por garimpeiros 16 índios Ianomâmi, em maioria mulheres, crianças e idosos. Isso é um massacre contra o povo Ianomâmi”, concluiu Sahpiwe.

Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/10477#.UD_ceVHTgHQ

[Argentina] Primeiro Encontro Mapuche sobre Conflitos Ambientais

Thursday, April 12th, 2012

Wvne Mapuce Xawvn Ixofijmogen Mew

Nós, participantes do Primeiro Encontro da Nação Mapuche sobre Conflitos Ambientais: comunidades e organizações mapuches; organizações sociais; coletivos comunicacionais e companheiros e companheiras solidárias e comprometidos com a preservação da vida, reunidos no território recuperado Lof Pillan Mawiza durante os dias 17, 18 e 19 de fevereiro de 2012; reafirmando nosso direito a ser e viver como as pessoas da terra, temos analisado ao sistema wingka em todas as suas expressões e entendemos que:

• O planeta está em risco devido á lógica da cultura dominante que despreza a visão cósmica dos povos originários sobre todos os elementos da vida. No sistema de pu newen tudo está entrelaçado, tudo se inter-relaciona, tudo se nutre.

Portanto, consideramos que:

• Esta é uma crise civilizatória. Enquanto a sociedade não questionar nem interpelar seu modo de viver, baseado na visão homocentrista, materialista, individualista, consumista e patriarcal, o sistema capitalista seguirá se fortalecendo, gerando assim o desaparecimento de ecossistemas e diversidade cultural, ademais do deslocamento de comunidade que levam os povos originários e camponeses a converter-se em refugiados ambientais.

• É oportuno, necessário e imprescindível colocar em diálogo nosso saber ancestral com os trabalhadores, estudantes, ambientalistas e vizinhos autoconvocados, e com toda mulher e todo homem que anseia mudar este sistema depredador.

Denunciamos que:

• A contaminação, o saque, a devastação e a fome, são alguns dos tantos custos que nestes duzentos anos de conformação dos estados invasores, os povos originários viemos padecendo, e que hoje não só nos afeta, como também se estende a todos os povos oprimidos do mundo.

• Com a desculpa do progresso e desenvolvimento se tem cometido genocídios, ecocídios e etnocídios. Portanto, o paradigma do progresso deve ser questionado. Em nome deste paradigma, o único que progrediu é a morte; nós queremos progredir a vida.

Por todo expressado, declaramos que:

Nos opomos de maneira contundente ao avanço das megaestrativistas de minas, as petroleiras, as florestais, as sojeiras, as represas e todo aquele empreendimento que atente contra a vida.

Repudiamos e exigimos a imediata revogação da Lei Antiterrorista que pretende silenciar e criminalizar as vozes dos povos afetados que defendem seu território.

Nos solidarizamos com todos os presos e presas políticas, não só nossos pu weichafe mapuche, mas também todos aqueles comprometidos na luta por um mundo melhor, que padecem com a repressão e o encarceramento. Exigimos também a imediata libertação de todos e todas e cada um deles.

Denunciamos a mentira criada por aqueles que detêm o poder de que a única alternativa de desenvolvimento é este modelo.

Os povos originários, durante milhares de anos, temos levado adiante modelos de desenvolvimento em harmonia com a natureza, acreditamos que é possível aplicar estes saberes ancestrais na sociedade atual para gerar uma tecnologia em favor do ambiente, uma política energética alternativa e uma educação pensada em um novo sistema de valores que coloque as diversas forças da natureza no mesmo plano de horizontalidade com o ser humano, para assim alcançar a arte de habitar.

Hoje estamos comprometidos em difundir e construir juntos com todos um mundo possível e melhor.

Convocamos a toda a sociedade a despertar-se, mobilizar-se, solidarizar-se e reagir pela defesa da vida.

Desde Puel Willi Mapu

Por território, justiça e liberdade!

Marici Wew!

Corcovado-Chubut-Patagônia-Argentina

Domingo, 19 de fevereiro de 2012.

agência de notícias anarquistas-ana

Alto da serra —

Passa sobre a terra arada

A sombra das nuvens.

Paulo Franchetti

PF usa de violência para despejar 40 famílias Tupinambá no sul da Bahia

Friday, February 3rd, 2012

O mandado foi expedido pela Justiça Federal de Ilhéus contra as famílias, que viviam há mais de três anos na área

01/02/2012

Patrícia Benvenuti

Da redação

A Polícia Federal cumpriu, nesta quarta-feira (01), a reintegração de posse de uma área ocupada pelo povo Tupinambá na região do Acuípe de Baixo, no município de Olivença (BA).

O mandado foi expedido pela Justiça Federal de Ilhéus, e a reintegração ocorreu por volta das 6h da manhã, debaixo de forte chuva. Aguardando a demarcação de seu território, cerca de 40 famílias viviam há mais de três anos na área, onde plantavam alimentos como feijão e milho.

Rosivaldo, conhecido como Cacique Babau, destaca que houve

violência no despejo dos indígenas – Foto: Sean Hawkey/ACT

Segundo Rosivaldo, conhecido como Cacique Babau, houve violência no despejo dos indígenas. “A polícia entrou e destruiu todas as moradias e tudo que era dos índios”, relata. Depois da ação, as famílias foram levadas para áreas vizinhas.

O professor Francisco Vanderlei, do Instituto Federal da Bahia, que estava na área no momento do despejo, confirma que houve truculência por parte da Polícia Federal.  De acordo com ele, havia muitas viaturas e aproximadamente 30 agentes da Polícia Federal, armados, que forçaram a desocupação das casas.

“Debaixo de chuva e de muitos gritos [os policiais] tiraram as pessoas de suas casas. Deu pra ver a forma truculenta como agiram, não apresentaram nenhum documento, não conversaram, só mandavam sair”, afirma.

O professor também denuncia que houve desrepeito a idosos e crianças. Um dos episódios de maior truculência, segundo Vanderlei, ocorreu contra um indígena de cerca de 50 anos que começou a entoar o canto Tupinambá dentro de uma das viaturas da PF.

“Os policiais foram violentos, gritaram com ele, dizendo que estava atrapalhando os trabalhos. Tiraram ele do carro e colocaram na chuva, de joelhos, com as mãos para trás”, conta Vanderlei. Logo em seguida, o professor foi retirado da área, sob argumento de que não poderia presenciar a ação.

Haroldo Heleno, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no sul da Bahia, explica que a reintegração estava marcada para ocorrer na última sexta-feira (27), mas foi suspensa devido à presença de muitos idosos e crianças na área. Ele também destaca que, nesta mesma quarta-feira (01) foi publicada uma decisão no Superior Tribunal de Justiça que suspendia todas as reintegrações de posse no território.

“Estamos verificando porque existe uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em Brasília que suspende a reintegração de posse na área Tupinambá. Queremos saber qual foi o argumento para haver a reintegração”, afirma.

A Polícia Federal, porém, rebate as denúncias de que houve violência na ação. Segundo o agente Rogério Costa, da Polícia Federal de Ilhéus, foram disponibilizados veículos para a retirada das famílias e de seus pertences. “Tudo transcorreu de forma ordeira. Muitos [indígenas] saíram por conta própria, para o local que quiseram”, alegou.

Histórico de violência

As denúncias de violência da Polícia Federal contra o povo Tupinambá são antigas. Em 2008, a PF atacou a comunidade indígena da Serra do Padeiro, prendendo dois Tupinambá e deixando 14 feridos por bala de borracha. Além disso, os policiais destruíram casas, veículos da comunidade, a escola e até a merenda escolar.

Em junho de 2009, indígenas Tupinambá foram torturados por policiais, que atiraram spray de pimenta nos olhos das vítimas. Eles foram ainda agredidos com tapas, chutes, prisões, choques elétricos e puxões de cabelo. O inquérito, levado a cabo pelo mesmo delegado que coordenou a ação dos agentes, concluiu que não houve tortura, e nenhum dos policiais foi afastado durante ou após as investigações.

Já em março de 2010, a Polícia Federal invadiu a residência do cacique Babau durante a madrugada, destruindo móveis e utilizando extrema força física para imobilizar o Cacique. Os indígenas denunciam que os agentes, além de não se identificarem nem apresentarem mandado de prisão, estavam camuflados, com os rostos pintados de preto. Meses depois, a irmã de Babau, Glicéria Tupinambá, também foi presa, junto com seu filho de apenas dois meses.

O relatório de identificação da terra Tupinambá foi publicado em 17de abril de 2009 e, atualmente, esperam a demarcação de seu território. Os cerca de 3 mil Tupinambá de Olivença vivem distribuídos pelos 47.376 hectares identificados.

Fonte: http://brasildefato.com.br/node/8726

Carta de repúdio à violência que sofreram os índios Tupinambá de Olivença em 05 de abril de 2011

Tuesday, April 12th, 2011

CARTA DE REPÚDIO

Olivença, 07 de abril de 2011

No dia 05 de abril de 2011, por volta das 11:00 h da manhã, o território Tupinambá de Olivença, na Aldeia Guarani Taba Atã foi invadido por dez homens, onde cinco se diziam ser policiais. Estes cinco invasores eram “policiais” (que segundo a comunidade eram policiais civis sem autorização judicial e sem nenhum tipo de identificação) disfarçados que buscavam filmar supostas irregularidades cometidas pelos Tupinambá, na cobrança de pedágio, no Areal, que se localiza vizinho à aldeia Guarani Taba Atã. Cabe justificar que o Areal possui sua estrada de entrada na via Olivença-Sapucaeira, onde foi feito um acordo entre lideranças indígenas e a proprietária do Areal à liberação da passagem pela aldeia (pela BA 001); nisto, ficou acertado entre lideranças Tupinambá e a proprietária, que a mesma se responsabilizaria pagar a dois funcionários índios para tomar conta da porteira, já que a porteira não poderia ficar aberta (um ficaria pela manhã e outro pela tarde). Com o não pagamento, por parte da proprietária, a esses funcionários, os mesmos são levados a interromperem a passagem. Diante do fechamento da passagem, a proprietária simula o pagamento aos dois funcionários numa tentativa em apresentar provas forjadas de extorção (por meio de filmagem feita por um policial às escondidas); desconfiados de tal prática (da forma de pagamento), os dois índios se recusaram a receber o tal pagamento. Diante da recusa, os cinco homens fortemente armados partiram para a agressão. Reagindo aos invasores e agressores, um dos índios foi baleado na perna; outros dois foram rendidos com atos de violência. Diante dessa situação outros índios fugiram para a mata, sendo perseguidos pelos supostos policiais. Casas foram invadidas, com suas portas arrombadas, na presença de mulheres, adolescentes grávidas e crianças; num ato extremamente arbitrário, um dos supostos policiais pediu para que um deficiente físico (paraplégico) ficasse de pé, com o seguinte interrogatório: “cadê as armas, cadê a maconha”?

Com a chegada da Polícia Federal, dois índios que tinham sofrido agressão dos invasores, foram injustamente presos, juntamente com ferramentas de trabalho típicas dos Tupinambá. Todavia, nada aconteceu aos cinco invasores e agressores que provocaram toda essa situação.

Esclarecemos tais acontecimentos porque parte da mídia apresentou somente uma versão do que ocorreu, versão essa que criminaliza os Tupinambá de Olivença e esconde a violenta e ilegal ação de invasão e agressão cometida pelos cinco homens disfarçados de policiais. Ademais, a mídia tem divulgado fatos irreais como, por exemplo, de mortes ocorridas, ou a não recusa do cacique da aldeia em dar entrevistas, sendo que o mesmo nem sequer se encontrava na aldeia no ocorrido dos fatos.

Por tudo isso, repudiamos as ações cometidas pelos invasores e agressores e a forma como tais acontecimentos são apresentados por parte da mídia. Nesse sentido, exigimos:

  • A imediata liberdade dos índios presos, bem como o fim das acusações sobre os mesmos.

  • Punição devida aos invasores e agressores, fazendo valer a Justiça e a Lei.

  • Retratação, por parte da mídia, no sentido de divulgar todas as versões da história até que os fatos sejam devidamente esclarecidos.

  • O fim do processo de criminalização que sofrem os Índios Tupinambá de Olivença.

  • Fechamento do areal, tendo em vista que a exploração do mesmo tem causado graves problemas ao meio ambiente, a axemplo dos impactos à nascente dos rios que deságuam no rio Sirihiba.

  • Que o IBAMA e órgãos competentes tomem as providências cabíveis em conformidade com a Lei.

  • Um basta às ilegais agressões cometidas por invasores e policiais as nossas terras.

  • A imediata demarcação das terras tradicionais Tupinambá, assinaladas pelo Relatório da FUNAI, apresentado em 2009.

  • O fim do preconceito, racismo e da forma discriminatória como são tratados os Tupinambá de Olivença, por parte da mídia, da sociedade, dos políticos e de algumas ações policiais e jurídicas.

Cordialmente,

Lideranças Tupinambá

[Espanha] Festival de Cinema Anarquista de Barcelona

Thursday, February 17th, 2011

[Festival de Cinema Anarquista, em Barcelona, quinta-feira, 31 de março e sexta-feira 1 de abril, no Antic Teatre.]

Aqui estamos, novamente pensando e conversando entre nós, assistindo a uma série de eventos que acontecem nesta cidade; a maioria não nos inclui, não têm nada a ver com o que somos. Shows comerciais e publicidade variados; compra, venda, repete, obedece.

logoacineMas aqui somos nós mesmos e escapamos, se apenas por um tempo, de toda essa marabunta comercial que assalta-nos em cada esquina da cidade. Queremos sentar, desta vez sem pressa, e contar histórias que aconteceram ou que nunca irão acontecer; histórias que falam por si, ou histórias que deixam a porta aberta para a imaginação. Queremos conversar, encontrar cumplicidade, encontrar pessoas, ser, como nós gostamos de fazer, de forma anti-autoritária, combativa e criativa.

Nós ainda estamos fechando o programa, portanto, se você tem um filme, curto ou documentário, que gostaria de ver projetado no festival, nos avise! Estamos à procura de material que trate sobre os anarquistas e anarquismo, que tenha inspiração anarquista ou que fale sobre lutas anti-autoritárias ou que seja simplesmente anárquico.

Envie-nos uma sinopse do filme, registrando a duração e formato (VHS, DVD etc.) para: cineanarquistabcn@gmail.com

Mais infos:

http://fcab.tk/

agência de notícias anarquistas-ana

apaga a luz
antes de amanhecer
um vagalume

Alice Ruiz

INDÍGENAS NO INCÊNDIO DA FAVELA REAL PARQUE

Wednesday, September 29th, 2010

Cerca de 40 famílias indígenas foram atingidas
Vanessa Ramos*

De um lado, a favela do Real Parque com muitas habitações precárias. De outro, a Ponte Estaiada e condomínios de luxo. Um dos lados exige condições dignas de moradia e sobrevivência, enquanto outro prefere a preservação daquilo que tem sido um cartão-postal dentro da cidade de São Paulo incitando, inclusive, o mercado imobiliário. Mas apenas um lado sofre nesse momento. Um incêndio atingiu a favela do Real Parque, na zona sul de São Paulo, na manhã da sexta-feira (24/09). No local que era conhecido pelos moradores como alojamento da Rocinha, viviam cerca de 300 famílias, em um número aproximado de 1.200 pessoas, conforme informações da subprefeitura do Butantã. Foi grande o desespero das pessoas no local e o fogo se alastrou rapidamente nos barracos construídos em madeira e em alvenaria. A maioria dos que viviam no alojamento estavam trabalhando no momento e, ao receberem a informação, correram para socorrer pessoas da família e algum objeto que pudessem resgatar. Não se conhece a causa do incêndio, mas, de acordo com informações, não há mortos no local.

Click to continue reading “INDÍGENAS NO INCÊNDIO DA FAVELA REAL PARQUE”

Presos políticos mapuche em greve de fome: Carta para todos

Wednesday, September 1st, 2010

Estamos presos porque temos razão, sempre a temos tido, e da mesma maneira que temos direito à vida, também temos direito à morte. O direito supremo a decidir conscientemente o que fazer com os nossos corpos neste conflito interminável.

A nossa proposta para vocês…

Click to continue reading “Presos políticos mapuche em greve de fome: Carta para todos”

[Espanha] Ações diretas em Madri em solidariedade com o/as preso/as Mapuches

Friday, August 13th, 2010

Comunicado:

Na madrugada de ontem (9 de agosto) novamente foi visitada a loja da Benetton¹ na rua Fuencarral, em Madri. A fachada foi destruída por uma pedrada poderosa, e pichado “Aqui se explora o povo Mapuche”. Esta empresa em colaboração com o Estado chileno rouba as terras Mapuches, onde os índios são explorados como mão de obra barata e detidos numa espécie de campo de concentração.

Click to continue reading “[Espanha] Ações diretas em Madri em solidariedade com o/as preso/as Mapuches”

Carta de repudio à ação da polícia

Sunday, July 11th, 2010

Brasilia, 11 de julho de 2010

As Mulheres Indigenas do Acampamento Indigena Revolucionario (AIR)

As Mulheres Indigenas do Foro de Organizaciones

Feministas Latinoamericanas y Caribenas

As Mulheres Indigenas do Conselho Nacional de Mulheres Indigenas

Vem a publico manifestar o seu repudio a truculenta acao ocorrida na manha do dia 10 de julho de 2010, quando, uma violenta, irregular, arbitraria, ilegal e etnocida operacao policial a mando do GDF, contando com forcas do BOPE, Forca Nacional, Policia Federal, Policial Civil, Batalhao de Choque Rotam, PM do DF e Cavalaria da PM do DF, cumprindo solicitacao da AGU (Advocacia Geral da Uniao) e da Fundacao Nacional do Indio (Funai), atacou o Acampamento Indigena Revolucionario – instalado na Esplanada dos Ministerios, em protesto pacifico contra o decreto 705609, que extingue Postos Indigenas e Direitos adquiridos, e pedindo exoneracao do presidente da Funai, Marcio Meira – no amanhecer, enquanto homens, mulheres, idosos e criancas ainda dormiam.

Click to continue reading “Carta de repudio à ação da polícia”

ENTREVISTA IMPRESSO DAS COMUNIDADES

Friday, June 4th, 2010

Por: Fabio da Silva Barbosa

Em todo o Brasil, comunidades indígenas passam por inúmeras dificuldades. Na entrevista deste mês, estaremos conversando com Paula Kalantã, Tupinambá da Bahia, sobre todo esse conflito.

Click to continue reading “ENTREVISTA IMPRESSO DAS COMUNIDADES”