Arquivo da Sessão ‘Espaços’

Chamado internacional para ajudar o primeiro Centro Social Anarquista de Porto Rico

Thursday, April 5th, 2012

Comunicado:

Os membros do Coletivo CCC estão fazendo um chamado para a comunidade nacional e internacional em busca de solidariedade e apoio mútuo para conseguir manter este projeto [Centro Social Anarquista]. O espaço estava em mau estado porque ele sofria com fungos, umidade, pouca ventilação e iluminação, entre outros problemas.

Mas graças ao esforço e trabalho de muito/as companheiro/as conseguimos ir habilitando o local pouco a pouco. Durante este processo todas as necessidades e despesas que temos incorrido, como aluguel e materiais, têm sido enfrentados por nós mesmos coletivamente. Entretanto, infelizmente, não poderemos continuar cobrindo as despesas desta maneira.

É por isso que fazemos este pedido de ajuda na forma de doações econômicas ou de materiais que necessitamos para o espaço. Abaixo reproduzimos uma lista dos materiais com os quais já temos e os que precisamos.

Para enviar qualquer ajuda podem nos contactar pelo e-mail (infoshopsanturce@gmail.com) e vamos enviar-lhe o endereço postal provisório do espaço.

Eternamente grato,

Coletivo CCC

Lista de coisas que precisamos:

http://infoshopsanturce.files.wordpress.com/2012/04/inventario-sheet1.pdf

agência de notícias anarquistas-ana

silêncio profundo —

só o respirar das flores

no sopro da brisa

Leonilda Alfarrobinha

[Suíça] Zurique: Biblioteca anarquista será inaugurada no próximo dia dez

Monday, February 27th, 2012

[Uma nova biblioteca anarquista, que recebe o nome de “Fermento”, será inaugurada em 10 de março, em Zurique.]

Comunicado:

Queremos que esta biblioteca seja um espaço de encontro entre pessoas e ideias que aspiram à liberdade. Entre rebeldes do presente e rebeldes do passado. Entre as lutas sociais daqui e de lá. Um ponto de encontro entre aqueles que rejeitam esta sociedade, baseada no princípio da autoridade, e abraçam a ideia da anarquia, com base na solidariedade e na auto-organização. Entre aqueles que buscam, atualmente, as linhas do caminho para combater a opressão, e as linhas que outros já deixaram neste caminho. Entre aqueles que querem entender e radicalizar a sua realidade local e a realidade internacional que está causando, cada vez, mais conflitos sociais.

Atualmente, está mais claro para muitas pessoas que a miséria emocional e material é um produto desta sociedade e só aumenta. Hoje, podemos ver como, cada vez mais pessoas encontram a coragem de se rebelar contra essa miséria, por isso decidimos abrir esta biblioteca para fornecer, através deste novo espaço, resposta a um antigo tema: a revolução social. Esta questão não é uma questão de partido ou de uma “organização”! É uma questão de todos aqueles que, como indivíduos, estão cansados de fraudes da política, não estão dispostos a aceitar mais a delegação, os patrões, os líderes. É uma questão de todos aqueles que aspiram à conquista própria de suas ideias, suas perspectivas, suas vidas.

Não pretendemos que os livros desta biblioteca sejam bens de mera distração, nem mero material de estudo, ou velhas histórias para escapar em nostalgia, nem ideologias em busca de seguidores. Estes livros apontam para a fermentação de ideias que podem colocar a mistura social a ferver e que podem estimular o desejo de agir. Queremos que seja um instrumento para a subversão da atualidade reinante e a construção de relações livres.

O novo espaço está na rua Rosengartenstrasse 10, 8037. Para chegar à biblioteca, pode apanhar o bonde 13 até Wipkingerplatz, o ônibus 46 para Rosengartenstr, ou o trem para a estação Bahnhof Wipkingen. O espaço está aberto às terças-feiras (17h – 21h) e sábados (14h – 19h), e será inaugurado no sábado, 10 de março, das 14h às 22h. Os próximos eventos serão anunciados através de comunicados ou e-mails. Vale destacar que, no espaço, também pode se encontrar uma copiadora, material de divulgação (textos, folhetos, cartazes, publicações diversas) em vários idiomas, como alemão, francês, italiano, inglês e outros. Para dúvidas e/ou contribuições de livros, jornais, etc., pode escrever aqui: bibliothek-fermento@riseup.net.

agência de notícias anarquistas-ana

Pé de ipê!

Dá dó de varrer

o tapete lilás.

Cumbuka

[Espanha] Entrevista com o projeto “Local Anarquista Magdalena”

Tuesday, November 8th, 2011

Pergunta > Como surge o projeto do Local Anarquista Magdalena?

Resposta < O Local Anarquista Magdalena está localizado no número 29 da rua Magdalena (Antón Martín) na 2º esquerda [Madri]. É um lugar que tem uma longa tradição anarcossindicalista e que há alguns anos passou a ser gerido por coletivos anarquistas, mas sem caráter sindical. O local é utilizado principalmente para reunir e armazenar o material dos coletivos. É ao final de 2003, com o nascimento da biblioteca, quando se abre, mais especificamente, o processo que tornou o local o que é hoje. Nos meses posteriores inicia-se a trabalhar a idéia de abrir uma livraria e uma videoteca, e finalmente é inaugurada no dia 11 de fevereiro de 2006. Embora a princípio os três projetos mencionados operassem autonomamente, o passar do tempo nos fez ver que todos tínhamos o mesmo objetivo, a divulgação das idéias anarquistas e os problemas e lutas que nos parecia interessante, assim passamos a trabalhar juntos. Também conjuntamente gerimos o calendário de atividades, que consiste principalmente em palestras e debates, mas também em fazermos alguma projeção e alguma exposição.

Pergunta > Quais são os projetos que integram e participam do Local Anarquista Magdalena?

Resposta < O local, há muito tempo, foi estruturado por quatro projetos principais: uma livraria, uma biblioteca, uma videoteca e um arquivo, que atualmente está em processo de classificação e catalogação. Esses quatro projetos compartilham um mesmo objetivo principal, que marca a linha das pretensões do local, a compreensão crítica da realidade circundante e servir como ferramenta para a difusão e fortalecimento das idéias libertárias e contestadoras mediante material escrito e audiovisual. Queremos evitar que todo esse material fique inerte em suas prateleiras ou disponível apenas para aqueles que vêm ao local porque todos os domingos o levamos à rua - mais adiante falaremos sobre isso e da praça Tirso de Molina. Assim, em todos os meses são realizadas atividades, palestras, exposições, apresentações de livros, projeções, etc. Algo notável também é que o projeto em geral serve de suporte para outros projetos que existem ou estão sendo elaborados nos últimos meses em Madri. Este é o caso da nova rádio “cabeças de tempestade”, que colocou seu estúdio de gravação em uma das habitações do local, ou diferentes assembléias, desde aquelas que abordam áreas como exploração e libertação animal ou a reclusão na prisão ou em centro de menores, até outras, como as do “Encontro do livro anarquista de Madri” ou as de projetos tão importantes como este jornal que nos entrevista. Para coordenar os projetos principais que integram o local, nos reunimos em uma assembléia de gestão onde distribuímos o trabalho e nosso tempo livre para fazer avançar os mesmos.

Pergunta > Quais são seus objetivos principais e que dificuldades encontraram para realizá-los?

Resposta < Como objetivos temos dois principais: o primeiro, ser um ponto de informação e discussão, uma referência no sentido de que as pessoas interessadas em certas idéias saibam que aqui podem encontrar esse material, que aqui pode interar-se. O outro objetivo principal seria colocar nossos recursos à disposição do “movimento” anarquista, isto é, que os coletivos e indivíduos utilizem o espaço se necessitarem, seja para realizar atividades, seja para fazer suas reuniões, seja para deixar sua propaganda e outros grupos buscá-la.

Quanto às dificuldades, na seção de divulgação, são várias que temos encontrado. A primeira é que manter uma livraria, uma biblioteca, uma videoteca e um espaço de debates, entre algumas pessoas, supõe uma grande quantidade de trabalho. Às vezes tem-se o tempo necessário e tudo funciona perfeitamente; outras vezes as forças estão mais ajustadas e se leva adiante a tarefa na base de esforço. É uma questão de ritmos, que em projetos como uma biblioteca, onde o ritmo é você quem dá, é mais suportável que em uma livraria, mais condicionada pelas novas publicações, intercâmbio com outras livrarias e distribuidores, feiras do livro, etc. Em todo caso, continua a ser uma questão interna que só de nós depende gerenciar.

Outra dificuldade é que Magdalena está localizada em um segundo piso e isso leva as pessoas para trás, acham que será escuro, com um ar de suspense, e é apenas um local, mas no segundo piso. Ter um espaço no nível da rua nos faria mais acessível, mas as condições econômicas deste local são muito favoráveis ??para deixá-lo (já que qualquer outro do centro é muito proibitivo economicamente para ser resolvido facilmente). Também o fato de chamá-lo “anarquista” é por vezes uma espécie de barreira (outras vezes é o oposto, depende da pessoa e da sua vontade ou conceito do termo).

Quanto ao segundo objetivo, fazer com que os anarquistas sintam que pode contar com o local e o utilizem; a verdade é que é um objetivo que se consegue lentamente, especialmente porque desde poucos anos atrás são cada vez mais as mostras de apoio real que recebemos, mais coletivos reúnem-se no lugar (são nove ao dia hoje) e mais pessoas sentem o espaço como seu e o utiliza. Dificuldades que tivemos nesse sentido, as mesmas de qualquer pessoa que viva em uma cidade como esta: custa estar perto de outras pessoas, é difícil estabelecer relacionamentos verdadeiros e duradouros, custa criar confiança mútua. A maneira de lidar com isso tem se mostrado com afinco e com interesse ??em avançar nessa direção.

Pergunta > Quais projetos têm para o futuro?

Resposta < Consideramos essencial a salientar a importância que tem para nós a evolução que tem sofrido o projeto de alguns anos atrás até aqui. A capacidade e esforço que muitos companheiros tem tido durante todo este tempo fez com que o projeto do Local Anarquista Madalegna tomasse um rumo mais definido, algo tremendamente positivo. Agora o que nos interessa é que os projetos que integram e participam no local se fortaleçam e progridam em seus objetivos. Por tudo isso, mais que projetos futuros, preferimos falar de projeção para o futuro.

Como mencionamos, nestes últimos anos, apesar das dificuldades que qualquer projeto pode se encontrar – que não foram poucas – fizemos com que o local seja um espaço de confluência para algumas iniciativas de caráter libertário que venham nascendo em Madri. Embora não tenhamos ainda rompido com o “gueto” que nos caracteriza ao ambiente libertário, conseguiu-se que o local gradualmente se torne um ponto de encontro entre companheiros, seja para discutir, reunir-se, deixar propaganda, etc.

Gostaríamos que qualquer interessado ??de fora dos nossos ambientes participe do local, mas estamos cientes da dificuldade de romper o isolamento social que temos e onde estão imersos os anarquistas. No entanto, é verdade que, apesar de poucas, vêm pessoas de todo tipo. Por outro lado, também estamos cientes da dificuldade e do tempo que vamos levar realizando esse objetivo e por isso não somos ansiosos, pois o projeto vai cumprindo muitos outros. Uma das nossas pretensões principais é que o local seja identificado como uma ferramenta para o movimento libertário, ou seja, que as pessoas o sintam como algo seu e participe – formando-se, reunindo-se, sugerindo atividades, etc. – como for possível. Assim, vamos verificando que com a cooperação e apoio mútuo de todos os companheiros envolvidos e os projetos mencionados, se cria um senso de coletivo que vai se materializando e modelando na efetividade de todos esses projetos envolvidos no local.

Pergunta > Por que optaram pelo aluguel e não pela okupação para um projeto como este?

Resposta < Quando se pensa sobre o projeto que quer fazer, se considera a melhor maneira de fazê-lo, o que é necessário e o que é a melhor coisa para isso. No nosso caso, a primeira coisa que precisávamos era ter um espaço e para isso podes ter duas opções, ocupar ou alugar. Nós queríamos oferecer um lugar para a divulgação de idéias libertárias e contestatórias como uma livraria, biblioteca, videoteca, atividades, etc. e fazer do local um ponto de encontro onde as pessoas pudessem se encontrar e deixar sua propaganda. Estamos conscientes de que isto não é alcançado da noite para o dia, mas ao longo de um processo que reúne tempo e esforço. Atualmente é quando o local está se tornando no que estamos descrevendo.

E passado já um tempo começamos a ver que o trabalho investido valeu a pena. Algo que nos deu a oportunidade de construir um projeto desta natureza, ou seja, um projeto permanente, tem sido possuirmos um espaço relativamente duradouro, alugado. Apesar das contradições que isso implica para nós, estarmos à custa de um contrato de arrendamento ou de uma pressão imobiliária especulativa, acreditamos que o aluguel nos deu a possibilidade de manter o projeto estável, algo que a ocupação não pode garantir. Uma de nossas prioridades no projeto, como dizemos, é a difusão através de material escrito e audiovisual. Manter uma biblioteca, uma videoteca, uma livraria e um arquivo – além dos outros projetos que compõem o local – sob condições inseguras, é um risco que não queremos correr, pois há muito esforço e dinheiro investido, bem como material que queremos deixar sempre disponível para o interessado e que não queremos perder, por exemplo, por uma ordem de despejo.

Pergunta > O que é para vocês a distribuição alternativa e que papel desempenha para vocês a praça de Tirso de Molina?

Resposta < A distribuição alternativa não é nada além de uma ferramenta que oferece a opção de mover o material fora dos canais comerciais. Também possibilita obter benefícios para projetos existentes e a continuidade da mesma distribuição. Isto é, uma rede de bibliotecas, editoras, distribuidoras… à margem do que poderia ser da rede oficial com que trabalham a Casa do Livro, Carrefour, as livrarias da rua… A característica da distribuição alternativa é que não busca o ganho pessoal. Ao contrário dos enfoques mercantis e comerciais de consumo, a distribuição alternativa não busca outro benefício que a possibilidade de difusão de um determinado material. Nesse sentido, o que diferencia um distribuidor ou livraria como a nossa das empresas que lucram com venda de livros é que o tempo investido no projeto é o nosso tempo livre. Ou seja, não temos atribuído um horário de trabalho ou qualquer coisa assim, mas o fazemos porque queremos e por difundir nossas idéias. Para fazer isso, como dizemos, estamos organizados em assembléias e distribuímos o trabalho a ser feito para manter e avançar o projeto.

Por outro lado, a Praça de Tirso de Molina desempenha um papel muito importante dentro do que vínhamos comentando sobre a distribuição alternativa, já que toda manhã de domingo, coincidindo com o Rastro, são montados muitos postos de índole política, que também tem projetos como o nosso. Para nós, montar o posto da livraria em Tirso de Molina todos os domingos significa prolongar o trabalho constante que fazemos no local. Isto é, é uma forma de trazer material à rua e facilitar a difusão das idéias nele contidas. Tirso de Molina é um ponto de encontro dos projetos e distribuidoras políticas e uma referência para a abordagem e conhecimento das idéias de contestação, convocatórias, etc. Anteriormente, quando não era tão vigente a internet, a única maneira de interar-se sobre as convocatórias era de boca em boca, por panfletos… e Tirso de Molina era um lugar onde podias encontrar todas essas informações. Se quisermos, pode seguir sendo.

Aproveitamos a oportunidade para dar uma saudação a todos os distribuidores que, graças ao seu empenho e dedicação, tudo isto é possível. Obrigado por seu esforço, por passar horas e horas sentados atrás de uma mesa em um concerto, em jornadas, em uma praça, etc, espalhando nossas idéias.

Mais infos: www.localanarquistamagdalena.org

Fonte: Jornal “Todo por Hacer”

agência de notícias anarquistas-ana

Chuva batendo

No batente

Som dormente

Ângelo Amarante

[Argentina] Crônica de abertura da Biblioteca Guliay-Polie, em La Plata

Wednesday, October 26th, 2011

Faz algumas semanas que inauguramos a Biblioteca Guliay-Polie – em ucraniano “terra livre que se planta e colhe”. Mas já faz mais de dois anos que começamos a transformar uma antiga casa invadida por uma enredadeira e, sem culpa, matamos os ramos dessa planta espinhosa que nos colocava a prova com cada ferida, esta batalha nos irmanava à natureza.

Desde princípios deste ano, fomos carregando livros, folhetos e periódicos anarquistas, também de outras inquietudes: filosofia, novelas, poesia, contos infantis, literatura juvenil, história, ioga, botânica, química… começava então a entrar e sair livros, e antes do inverno já acontecia as oficinas de encadernação, horta, costura e foram seguindo os de cerâmica, “desgênero”, debate de textos anarquistas contemporâneos, xadrez e go.

Mas foi recentemente, dia 24 de setembro, que inauguramos publicamente o espaço que já vinha funcionando com atividades semanais e conversas específicas. Este dia foi de digna satisfação, o orgulho do que tanto custa, as alegrias que nos dá a luta: estivemos conversando sobre a vida de Rodolfo Gonzales Pacheco, lendo alguns de seus “cartazes” e conhecendo-o pelas anedotas que sua neta com tanta alegria nos relatava.

Depois nos deleitamos com vários e variados espetáculos artísticos: alegre e combativo, um clown nos entreteve a mente para reflexão sobre o enclausuramento, títeres e contos narrados que nos transportaram a momentos utópicos e malabaristas patagônicos que fizeram com que nossos olhos se movessem ao swing de claves e demais jogos. A noite foi chegando e nos despedimos dançando e cantando com a eterna banda de hardcore punk “Desobediencia Civil”.

Convidamos a todos e todas anarquistas e demais rebeldes do mundo inteiro que, quando queiram, venham conhecer e trazer propostas a esta nova biblioteca anarquista, a primeira que recordamos em décadas na cidade de La Plata e que pretendemos estender até o infinito ou pelo menos, até a revolta final.

Contato: guliay-polie@hotmail.com

agência de noticias anarquistas-ana

apaga a luz

antes de amanhecer

um vagalume

Alice Ruiz

[Canadá] Novo espaço anarquista é inaugurado em Montreal

Saturday, October 15th, 2011

A cidade de Montreal ganhou um novo espaço anarquista nesta terça-feira (11 de outubro). Trata-se do “La Belle Époque”. O local foi aberto com uma grande festa e já oferece diversas atividades e programações que englobam o universo libertário.

O “La Belle Époque” se apresenta assim na sua página eletrônica:

La Belle Époque é um projeto coletivo que visa colocar as idéias e energias anarquistas nas ruas montrealesas. Na sua forma física, está alocado num espaço alugado no sudoeste de Montreal, na rua Wellington, 1984.

Este espaço auto-organizado é destinado à favorecer a reflexão coletiva entre nossas idéias e experiências com o mundo que nos cerca. Nós recusamos separar as idéias do cotidiano. Esse espaço é então contextual às relações que criou e às amizades e afinidades que vão resultar. Contrariamente ao mundo colonizado pelo capital que transpira morte, nós valorizamos a vida e a paixão. Nesse sentido, nós solidificamos nossa luta constante contra tudo que nos destrói e nos impede de viver segundo nossas determinações”.

Mais infos: www.epoquemtl.org

Contato: labelleepoque@riseup.net

Tradução > Tio TAZ

agência de notícias anarquistas-ana

[Estônia] Recém inaugurado espaço libertário em Tallinn precisa de ajuda

Tuesday, May 31st, 2011

Comunicado:

O primeiro Centro Social Antiautoritário em Tallinn abriu as suas portas no início deste mês. O espaço, onde os ativistas podem organizar diferentes eventos públicos, encontros e reuniões, também sediará um infoshop e uma biblioteca alternativa.

Nosso objetivo é dar às pessoas locais, incluindo nós mesmos, a chance de ler e se educar sobre diversas questões e ideologias políticas, muitas vezes marginalizadas e ignoradas pelas grandes bibliotecas e livrarias.

Estas questões e ideologias incluem, entre outras: o anarquismo, o antiautoritarismo, o autonomismo, a luta contra a discriminação social, o feminismo, os direitos dos trabalhadores, o movimento queer, diferentes lutas sociais em todo o mundo, direitos dos animais etc.

Como gostaríamos de montar uma coleção de literatura o mais abrangente possível, estamos pedindo a ajuda de companheiros e companheiras, livrarias, infoshops, editoras etc. de todo o mundo para fortalecer este projeto antiautoritário.

Nós somos gratos por cada doação feita, seja na forma de recursos financeiros, apoio ou literatura (usada ou nova). Deixando claro que tudo é para uso coletivo e sem fins lucrativos.

Se você gostaria de nos enviar literatura (livros, revistas, panfletos, cartazes, adesivos…), ou outros materiais, pode fazê-lo enviando-os para um dos nossos ativistas, pois ainda não temos a nossa própria caixa postal:

Kiisel Andres

Kärberi 28-200

Tallinn, 13919

Estônia

Se você quiser nos ajudar fazendo doações, podes fazer isso usando a seguinte conta bancária:

221051887080, Kristina Mering, IBAN para transferências internacionais: EE712200221051887080 (se possível, mencionar “doação para a infoshop”)

agência de notícias anarquistas-ana

formigas em fila

caminham na fruteira

enchendo a barriga

William Martins dos Santos

Solidariedade ao Espaço Ay Carmela!

Wednesday, October 6th, 2010

Olá amig@s,

Escrevo para lembra-l@s de que o Espaço Ay Carmela! ainda precisa
daquelas doações amigas para se manter aberto, não importa a quantia e
sim a regularidade :) , atualmente temos 9 pessoas que doam entre R$10 e
R$150 reais por mês, se conseguirmos mais umas 9 ficaremos em uma
situação mais segura.

Se você tem dificuldades para lembrar de fazer a doação, basta avisar
que enviaremos uma lembrete todo mês na data que você preferir, se
preferir você também pode adotar uma de nossas contas

Por conta das doações que recebemos nos últimos meses, estamos
conseguindo na medida do impossível pagar as contas, mas as coisas ainda
não se normalizaram, por isso a colaboração de tod@s é indispensável.

Evite que um espaço autônomo feche por falta de dinheiro!

A conta do Ay! para doações é na Caixa Econômica Federal
Ag:4070 Op:013 C.Poupança:00012424-3, ela está em nome de Eric, os
depósitos também podem se feitos em qualquer Casa Lotérica ou
pessoalmente para qualquer pessoa do Coletivo Gestor do Espaço, também
retiramos doações em casa, no trabalho, na rua

Mensalmente os gastos do espaço giram em torno de R$2.000,00

Aluguel – R$1.647,08
Telefone + Internet – R$ 155
Água – R$ 55
Luz – R$25
Material Limpeza + Galão de Água – R$200

As entradas de doações que o espaço recebe são por volta de:

Doações de indivíduos – R$500,00

Doações de coletivos que utilizam o espaço – R$750

Ou seja, temos uma conta que não fecha, e para fazer ela fechar as
pessoas que fazem parte do coletivo gestor do Ay, organizam eventos,
como debates, mostra de filmes e almoços para poder arrecadar o que falta.

Nós do coletivo gestor do Ay, gostaríamos de nos dedicar mais aos nossos
grupos de afinidade, mas quase não temos tempo, pois dedicamos nosso
pouco tempo livre ao Ay, por isso estamos convidadando @s interessad@s
para ajudar na gestão deste espaço, escrevam, mandem uma mensagem, sinal
de fumaça, apareçam em um almoço

Nossas reuniões acontecem a cada 15 dias e são divulgadas em nosso site:
http://www.ay-carmela.birosca.org/

Se você não pode colaborar financeiramente, colabore organizando um
evento ou participando dos que já acontecem no Ay! e ajude a divulgar
nossa programação.

Aceitamos também doações de materiais de limpeza, galões de água,
materiais para cartazes, etc.

Agradecemos a colaboração de tod@s
Espaço Ay Carmela!


Site: http://ay-carmela.birosca.org/

Doações Conta: Caixa Econômica Federal ou Casas Lotéricas
Ag:4070 Op:013 C.Poupança:00012424-3

[Portugal] Ação de despejo do Centro de Cultura Libertária: Novo julgamento

Wednesday, July 14th, 2010

Comunicado:

Na última quarta-feira, 7 de julho, recebemos a resposta por parte do Tribunal da Relação de Lisboa ao recurso interposto pelo Centro de Cultura Libertária relativamente à ação de despejo movida pelo seu locador. A decisão foi-nos favorável: anulou o primeiro julgamento e determinou a realização de um novo julgamento no Tribunal de Almada. A anulação teve por base contradições nos fatos considerados provados no primeiro julgamento.

Click to continue reading “[Portugal] Ação de despejo do Centro de Cultura Libertária: Novo julgamento”

SP: CICAS – Informações

Monday, July 5th, 2010

O CICAS enfrenta nesse momento, um delicado processo de firmamento e
regularização.

Após três anos de trabalhos realizados no CICAS, ainda não havíamos tido
acesso a informações concretas que pudessem firmar concessão de uso de
espaço, e o então esperado reconhecimento legal da iniciativa, isso porque a
própria subprefeitura de Vila Maria/Vila Guilherme jamais havia assumido a
responsabilidade pela área, não atendendo formalmente a nossos
representantes e ainda pior, ignorando um pedido formal de informações
protocolado em ofício. Ludibriando-nos com falsas informações, nos
encaminhando a outros órgãos como, por exemplo, COHAB e EMURB, que
prontamente também não assumiram responsabilidade.

Click to continue reading “SP: CICAS – Informações”

Espaço Ay Carmela! – Espaço autônomo procura doadores/as mensais

Monday, July 5th, 2010

Olá queridas e queridos amigos/as!

O Espaço Ay Carmela! está a procura de colaboradores/as, doadores/as
mensais
e grupos que estejam a fim de construir um projeto bacana e
anti-capitalista, seja doando parte do seu tempo livre ou algum dinheiro
para manter o espaço aberto e funcionando.

Participam atualmente do Ay! o Fórum Centro Vivo, Movimento Passe Livre,
Centro de Mídia Independente, e a OPA dentre alguns outros coletivos /
grupos de estudos que realizam suas reuniões no espaço, além de
indivíduos que apóiam e dedicam grande parte do seu tempo livre há
manter o espaço.

O prédio onde estamos é muito grande, com 3 andares, é alugado e temos
uma despesa mensal geral que gira em torno de R$2.000,00 o que pode
parecer muito, mas não é se contextualizarmos a região na qual estamos
inseridos/as – centro de São Paulo.

Click to continue reading “Espaço Ay Carmela! – Espaço autônomo procura doadores/as mensais”