Arquivo da Sessão ‘Editoras Libertárias’

[Chile] Santiago: 1ª Feira do Livro e Propaganda Anarquista acontece neste fim de semana

Wednesday, May 9th, 2012

flchile[Neste final de semana, 12 e 13 de maio, acontece a 1ª Feira do Livro e Propaganda Anarquista, em Santiago. Haverá lançamentos de livros, fóruns, workshops, trova, comida, mesas de propaganda, mostras de fotos, arquivo histórico, espaço infantil e muito mais.]

Desde a sua criação, o aglomerado heterogêneo de grupos que compõem o anarquismo, gerou e difundiu milhões de folhas por todo o mundo, tanto para divulgar suas ideias como para facilitar o desenvolvimento cultural de homens e mulheres de seu tempo. Estas foram as razões fundamentais de sua existência passada e de sua urgente necessidade presente.

A América Latina não escapou deste processo. Muitos milhares de livros, folhetos, revistas e jornais foram editados desde o subcontinente, com especial força entre as últimas décadas dos séculos XIX e as quatro primeiras do século XX. E embora depois de várias tentativas notáveis, especialmente em Buenos Aires, apenas desde os anos noventa do século passado temos sido capazes de contemplar e desfrutar de um ressurgimento de iniciativas de propaganda.

A região chilena não ficou indiferente a tudo isso. Se fizermos um breve comentário ao passado da literatura impressa libertária – além de mencionar os cinquenta jornais que existiam nestas terras – podemos destacar valiosas editoras, como o “Lux”, em Santiago, “Adelante” em Rancagua, ou “Mas Allá” em Valparaíso, entre muitos outros. Lux, vinculada a IWW, entre 1920 e 1927 publicou vários títulos com milhares de cópias, reconhecendo a criação de alguns companheiros locais, como o poeta mártir José Domingo Gómez Rojas, o professor normalista Manuel Márquez, o IWW Armando Triviño, ou a companheira anarco-feminista Evangelina Arratia, editou também a outros agitadores da América Latina, como Juana Rouco Buela, e também aos clássicos de Emma Goldman, Kropotkin, Fauré, Mella ou Malatesta. Em 1922, por exemplo, após uma campanha de arrecadação voluntária; das oficinas da Lux saíram 4000 exemplares de “La Conquista del Pan”

Mas, como apontado acima, a propaganda dos anarquistas é também uma questão de urgente atualidade. Nossas diversas ideias, com as nossas diferentes tendências, estão ganhando alguma notoriedade nos últimos anos. Aparentemente, estamos no meio de um novo amanhecer. E contamos com várias editoras, com jornais, fanzines e mesmo uma vídeo-revista. Criações que são distribuídas em bibliotecas, alguns quiosques e especialmente através de atividades, manifestações e nas feiras de propaganda por toda parte.

O que nunca tivemos isso sim, é um grande encontro dedicado especialmente ao livro e à propaganda anarquista. Esta iniciativa pretende ser um ponto de convergência para os vários geradores deste material, para que se conheçam e reforcem uns aos outros se assim o gostam, mas acima de tudo, para oferecer aos companheiros e aos interessados em geral, uma visão geral do que nós estamos fazendo. Para propagar, para estimular a produção, para nos conhecermos, retroalimentar-nos, para compartilhar, para escapar dos circuitos de cultura institucional, para nos auto-educar. Por tudo isto e muito mais, nos encontraremos, na 1ª Feira do Livro e Propaganda Anarquista em Santiago.

Por agora, podemos anunciar que para além dos estandes que cada iniciativa terá, haverá espaço para a arte, música, história e reflexão teórica. Teremos também a presença de companheiros de outras regiões. Convidamos você, então, primeiro a dar um passeio lá, mas com maior intensidade, a participar ativamente na feira, divulgando-a, indo para as atividades de financiamento, ou gerando iniciativas, fóruns, exposições, expressões – para a mesma.

Nos vemos logo, na festa da cultura e da propaganda anarquista.

O grupo coordenador

Mais infos:

https://ferianarquistastgo.espivblogs.net/

agência de notícias anarquistas-ana

a criança nua

de tudo cata no lodo

farrapos de lua

Pedro Xisto

[Portugal] Vem aí a 5ª Feira do Livro Anarquista de Lisboa

Wednesday, May 9th, 2012

tnComunicado:

A 5ª Feira do Livro Anarquista terá lugar de 25 a 27 de maio, em Lisboa, criando um espaço de debate, encontro e convívio, aberto a todos.

O objetivo é aprofundar e divulgar as ideias anarquistas, enquanto ataque real a esta sociedade exploradora, autoritária e antropocêntrica, incentivando as publicações independentes, criando espaços de discussão e de troca de ideias que possibilitem projetos alternativos e modos autônomos de vida.

Partindo de um inconformismo face a todas as formas de dominação, continuamos a promover o pensamento libertário e a rejeitar qualquer mediação política.

Acreditamos numa vivência que respeita a singularidade e as diferenças entre cada indivíduo e grupo, numa relação pacífica com a biosfera. Acreditamos que é possível pensar a realidade de uma outra forma e atuar sobre ela.

Para poderes reservar lugar para a tua banca envie um e-mail para:

feiradolivroanarquista@gmail.com

Mais infos e atualizações:

http://feiradolivroanarquista.blogspot.pt/

Feira do Livro Anarquista 2012

agência de notícias anarquistas-ana

sopro-de-vento:

pardais se agarram

nos fios de luz…

Luiz Gustavo Pires

[Croácia] Zagreb: Breve crônica da 8ª Feira do Livro Anarquista

Tuesday, April 17th, 2012

anarhisticki-sajam-plakat-2012A 8ª Feira do Livro Anarquista em Zagreb, que aconteceu entre os dias 31 de março e 1º de abril, foi um bom espaço de encontro com muitas pessoas ativas na região, como aconteceu nos anos anteriores e com alguns debates interessantes e troca de material.

A Feira contou com a presença de diversas iniciativas, como a da Active Distribution, da editora Sto Citas, e outras vindas de Londres, Sérvia, Estônia, República Checa e a nossa, desde Hamburgo, com alguns fanzines e material do Café Libertad.

No primeiro dia foram realizados debates sobre iniciativas locais e temas históricos, e podemos relaxar no jardim, enquanto que os cartazes que difundiam a Feira eram visíveis em muitas das livrarias da cidade. Como todos os anos, as atividades do segundo dia não se realizaram somente em ambientes fechados, pois a Feira mudou-se para o Parque Central da cidade. No mesmo dia houve um protesto no marco das manifestações do dia europeu de ações contra o capitalismo, o 31M, que começou na Universidade de Zagreb e terminou no Parque onde havia sido montada a Feira.

Pessoalmente estava responsável, junto com uma pessoa da Universidade de Zagreb, de realizar um debate sobre tecnologia, anarquismo e movimentos sociais. Os eixos principais deste debate foram:

• A apresentação de algumas iniciativas que usam twitter ou googlemaps para o seu trabalho político, o debate foi polêmico.

• É um problema que as pessoas se concentrem mais no ativismo “virtual” ao invés da ação e nas relações “reais”?

• Como podemos tratar a dependência das infraestruturas dominadas pelo Estado e pelas empresas, como por exemplo, o hardware para a Web?

Claro que o tempo não dava para falar em detalhes sobre tudo isto, mas certamente se trata de um debate muito importante que deve ser aberto num contexto anarquista, sobre o bom e mau uso das tecnologias.

No terceiro dia, um ativista oriundo da Rússia fez uma apresentação sobre a situação atual em geral na Rússia, a luta antifascista e as iniciativas anarquistas. Em seguida, o debate centrou-se na situação jurídica, o “departamento contra o extremismo”, a postura que toma, em geral, as pessoas na Rússia perante a violência nazi e os tipos de apoio que têm os neonazistas por parte da sociedade.

A Feira foi uma boa oportunidade para entrar em contato com os anarquistas da região, e passamos um grande momento em Zagreb, na esperança de voltar no próximo ano.

Mais infos: http://www.ask-zagreb.org/

agência de notícias anarquistas-ana

quantos pirilampos

posso contar esta noite?

caminho enluarado

José Marins

[EUA] 6ª Feira do Livro Anarquista de Nova York

Tuesday, April 10th, 2012

abfdragon-poster[É nos Estados Unidos onde se promove anualmente o maior número de feiras de livros anarquistas. E no próximo final de semana será realizado um dos maiores eventos deste gênero naquele país. Trata-se da 6ª Feira do Livro Anarquista de Nova York. Dezenas de expositores já confirmaram presença.]

Comunicado:

Nova York, um centro de vida, cultura e luta anarquista nos últimos 150 anos, será a anfitriã da 6ª Feira do Livro Anarquista de Nova York, com exposição de livros, fanzines, folhetos, arte, filmes/vídeos e outras expressões político-culturais do movimento anarquista mundial. A Feira do Livro será realizada no Judson Memorial Church, em Manhattan, de 13 a 15 de abril.

A Feira do Livro sempre inclui dois dias de apresentações de painéis e workshops para facilitar o intercâmbio de informações, criatividade e habilidades. O objetivo da Feira do Livro é a construção de um espaço onde as pessoas possam fazer contatos e também ter um acesso mais amplo à diversidade de ideias e ações anarquistas. Agora é um momento chave para explorar estas ideias e práticas e incorporá-las dentro de nossas comunidades e nossos movimentos.

Convidamos todas editoras, escritores, zineiros, videoativistas, artistas e todos anarquistas do mundo. Venham conhecer anarquistas da região de Nova York e outros lugares do mundo que virão para fazer conexões com outros anarquistas. Não importa se você é um velho anarquista com muita experiência e conhecimentos ou algum curioso que deseja saber mais sobre o anarquismo, pois, esta Feira do Livro chamará a sua atenção.

A Feira do Livro Anarquista de Nova York é um lugar onde as ideias, o ativismo, a ética, a criatividade e a história do movimento anarquista se juntam para constituir um fim de semana emocionante, cheio de comunidade e colaboração.

Lembre-se que para nós a diversidade é muito importante: estamos comprometidos a promover as vozes que muitas vezes são menos representadas nas conferências libertárias ou nas convencionais, seja por motivos de raça, etnia, gênero, sexualidade, idade, acessos ou habilidade. A Feira do Livro não vai tolerar nenhum comportamento racista, sexista, queer-fobia ou qualquer outro tipo de ação que seja contra a libertação coletiva de todos e todas.

Para obter mais informações da extensa programação da Feira do Livro Anarquista de Nova York visite:

http://anarchistbookfair.net/

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O coice da flama:

égua e cavalo cavalgando

a pradaria da cama.

Olga Savary

[França] Paris: 6ª Feira do Livro Libertário

Tuesday, April 10th, 2012

siteon01-ff56c[Acontece nos dias 11, 12 e 13 de maio de 2012 a 6ª edição da Feira do Livro Libertário, no Espaço de Animação dos Blancs-Manteaux, em Paris. Milhares de pessoas são esperadas para o evento.]

Ler é refletir, é sentir prazer… é, à partida, desobedecer.

Desde o início dos anos noventa, que têm vindo a surgir dezenas e dezenas de editoras e revistas que se assumem como portadoras do “espírito libertário”. Estas estruturas, na sua maioria sem empregados, disponibilizam, atualmente, várias centenas de títulos, a partir das brochuras de apresentação com várias centenas de páginas. Os tópicos incluem todos os grandes clássicos do anarquismo e da história dos libertários, assim como sobre temas atuais.

Hoje, a edição libertária já não se encontra confinada aos poucos lugares especializados, livrarias de bairro ou as grandes superfícies, muitas vezes encontram-se fornecidas de propostas da órbita “Vermelha&Negra”.

A edição de 2012? Novidades!!!

Na linha das duas edições anteriores, a feira estará situada no centro do Marais, em Paris, no Espaço de Animação dos Blancs-Manteaux. Com mais de oitenta expositores (vindos de toda a França), esperamos que, pelo menos, com tantos editores e autores como nos anos anteriores (na verdade, fomos obrigados a recusar, devido à falta de espaço mais de vinte pedidos). Com propostas de: livros, jornais, poesia, HQ, estudos históricos, ensaios, zines, CDs, DVDs, livros infantis, etc.

Neste ano, a feira terá o seu início em 11 de maio, sexta-feira, às 14h. Além disso, convidamos os nossos companheiros libertários da Suíça – dos cantões que falam francês, dos que falam alemão e dos que falam italiano – para apresentarem a sua produção editorial.

Será também uma oportunidade para descobrir o programa da “Conferência Internacional Anarquista de St. Imier”, a ser realizada em agosto de 2012, no cantão suíço do Jura.

Outra novidade, a criação de um espaço: livros novos a preços antigos. Quinze editoras já contribuíram para este espaço, oferecendo livros (novos) com preços entre 1 e 5 Euros.

Depois das 20h (ao longo dos 3 dias) estão previstos: “Ideias errôneas sobre o anarquismo”; “A Alternativa Anarquista em Atos”; “A Educação”; “Desobedecer, indignar-se ou revoltar-se?”; “Decrescimento e partilha dos recursos”; “Futuro das mídia livres”; etc.

Uma segunda sala será destinada aos encontros: “Um Livro, um autor ou autora!” A todos 45 minutos, para um autor ou autora apresentar a sua mais recente obra.

Todos os dias, projeções de documentários, curtas-metragens, etc.

No programa: “Victor Serge, A Guerra Civil Espanhola”, e no sábado um dia consagrado ao Cinema de autor ou autora & cinema alternativo.

Outras atividades estão previstas: “Diaporama anticlerical”, “Árvores de palavras”, “Scooter de decrescimento”, um mural especialmente concebido no local pelos desenhistas do jornal Le Monde Libertaire, cartoonistas, etc.

Finalmente, a Radio Libertaire terá um estúdio no local. Nesta ocasião, ela alterará os seus programas para garantir um máximo de interação com os editore/as, autores/as e visitantes… Ela convida as suas congêneres de Paris e de fora a animar e difundir diretamente após o conjunto de emissões ao vivo. Está previsto um estúdio ao vivo para esta finalidade.

Entrada a preço livre e refeições ligeiras.

Organização:

Le Monde Libertaire e Radio Libertaire

145 rue Amelot 75011 – Paris

Tel: 01 48 05 34 08

E-mail: salon-livre-libertaire@sfr.fr

Mais infos: http://salonlivrelibertaire.cybertaria.org/

Tradução > Liberdade à Solta

agência de notícias anarquistas-ana

o remo perfura

a superfície do lago

o barco desliza

Paladino

Lançamentos da Biblioteca Terra Livre

Friday, February 24th, 2012

No ano de 2011 a Biblioteca Terra Livre iniciou seus trabalhos editoriais. Os
dois primeiros títulos (Escritos sobre Educação e Geografia / Élisée
Reclus: Retratos de um anarquista) foram publicados ao longo do Colóquio
Internacional Élisée Reclus e a Geografia do Novo Mundo realizado no mês de
dezembro. Para o ano de 2012, centenário de fundação da Escola Moderna n°1
de São Paulo, a editora está preparando dois títulos sobre pedagogia.

INFORMAÇÕES:
http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/editora/escritos-sobre-educacao-e-geografia/
Título: ESCRITOS SOBRE EDUCAÇÃO E GEOGRAFIA
Autor: ÉLISÉE RECLUS e PIOTR KROPOTKIN
Editora: BIBLIOTECA TERRA LIVRE
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 18 x 11,5 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 78
Preço: R$20,00

http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/editora/elisee-reclus-retratos-de-um-anarquista/
Título: ÉLISÉE RECLUS: RETRATOS DE UM ANARQUISTA
Autor: EMÍLIO COSTA; PIOTR KROPOTKIN; JEAN GRAVE; MAX NETTLAU; RUDOLF
ROCKER; LUIGI GALLEANI e PAUL RECLUS
Editora: BIBLIOTECA TERRA LIVRE e EDIÇÕES NEGRAS TORMENTAS
Idioma: português
Encadernação: Brochura
Dimensão: 18 x 11,5 cm
Edição: 1ª
Ano de Lançamento: 2011
Número de páginas: 103
Preço: R$20,00

Os títulos estão disponíveis para a venda e podem ser encomendados através
do email: bibliotecaterralivre@gmail.com

[Brasil] Lançamento: “Élisée Reclus: Retratos de um anarquista”

Wednesday, December 28th, 2011

Élisée Reclus, apesar de, muitas vezes, ser pouco referenciado seja no anarquismo, seja na geografia, foi um importante anarquista e um grande geógrafo.

Não encontramos muitos escritos seus sobre teoria anarquista, porém suas obras são repletas de liberdade. É desta forma que analisa a história do homem e a terra a partir de uma visão anarquista, que questiona o poder subjugador e a igreja, analisa as revoluções, a industrialização e o desenvolvimento das cidades num tom poético e simples.

Sua geografia anarquista era para todos, mas principalmente para aqueles e aquelas que eram e são exploradas e sempre foram subjugados, pelo patrão, pelo marido, por deus…

Com as contribuições destes grandes anarquistas (Costa, Kropotkin, Grave, Nettlau, Rocker, Galleani e Reclus) podemos conhecer e sentir um pouco mais desta grande pessoa que foi Élisée Reclus.

Este livro foi publicado em co-produção entre a Edições Negras Tormentas e a Biblioteca Terra Livre.

Você pode encontrar “Élisée Reclus: Retratos de um anarquista” entrando em contato pelo e-mail: negrastormentas@riseup.net.

Ou pessoalmente na

Biblioteca Terra Livre

Rua Engº Francisco Azevedo, 841 – Sala 4 – Perdizes – São Paulo

Casa da Lagartixa Preta “Malagueña Salerosa”

Rua Alcides de Queirós, 161 – Bairro Casa Branca – Santo André

Escrever sobre o grande geógrafo Élisée Reclus nunca é tarefa fácil. Nascido no século XIX, foi um viajante como conseqüência de suas expulsões, mas também por convicção própria. Republicano em sua juventude, suas participações na Comuna de Paris e na Internacional levaram-no a declara-se geógrafo mas anarquista, anarquista mas geógrafo. Sua figura foi defendida, logo de sua detenção, por operários e pelas grandes personalidades científicas da época, conseguindo sua saída da prisão.

Suas investigações sobre geografia o fizeram muito popular, especialmente nos círculos libertários espanhóis anteriores a Revolução Social de 1936, sendo seus livros editados em grande quantidade. Costumava-se dizer que se uma biblioteca anarquista não tivesse as edições de Reclus, não era uma verdadeira biblioteca anarquista; por isso, depois de quase cem anos, e graças à sua figura que segue causando incômodo em certos círculos científicos, que o ignoram ou não o reconhecem, a publicação deste livro é a certeza de sua vigência e importância para o pensamento e ação libertária”.

Grupo de Estudios José Domingo Goméz Rojas (Santiago/Chile)

“Élisée Reclus: Retratos de um anarquista”

Costa – Kropotkin – Grave – Nettlau – Rocker – Galleani – Reclus

Editorial Biblioteca Terra Livre

Edições Negras Tormentas

103 p.

Outros lançamentos recentes de editoras anarquistas

Escritos sobre Educação e Geografia”, Piotr Kropotkin e Élisée Reclus – Editorial Biblioteca Terra Livre. Mais infos: http://bibliotecaterralivre.noblogs.org/.

Fragmentos de uma Antropologia Anarquista”, David Graeber; e “Como a não-violência protege o estado”, Peter Gelderloos – Editora Deriva. Mais infos: http://www.deriva.com.br/.

A Conquista do Pão”, Piotr Kropotkin; e “Ecologia Social e Outros Ensaios”, Murray Bookchin – Editoria Achiamé. Mais infos: http://achiame.com.

Essência da Religião / O Patriotismo”, Mikhail Bakunin; “Da Escravidão nos Estados Unidos”, Élisée Reclus; “O Homem e a Terra: a Cultura e a Propriedade”, Élisée Reclus; e “O Homem e a Terra: as Repúblicas da América do Sul”, Élisée Reclus – Editora Imaginário. Mais infos: http://www.editoraimaginario.com.br/.

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Todos os dias

Um mar de palavras

Morrem no céu da minha boca.

Perpétua Amorim

[França] Lançamento: Pedagogia e Revolução

Wednesday, December 14th, 2011

Faure, Reclus e outros são abordados por Grégory Chambat em Pedagogia e Revolução, questões de classe e (re)leituras pedagógicas, publicado pela Edições Libertalia.

Confinado somente a questão dos meios ou preso à querela artificial que opõe re(aça)publicanos e pedagogos, o debate sobre a escola é ainda hoje um impasse.

Propor uma releitura dos “clássicos” da pedagogia e questionar sua atualidade à luz das questões do presente é uma maneira de reativar essa inspiração revolucionária que guiou os educadores de ontem.

De Francisco Ferrer a Jacques Rancière, passando por Celestin Freinet, Paulo Freire ou Ivan Illich, se recolhem as crônicas publicadas na revista N”Autre École e se esboça os resultados de um século de práticas e de lutas para uma educação realmente emancipadora.

Esse percurso pedagógico alcança igualmente os caminhos esquecidos ou mais inacessíveis: o aporte do sindicalismo revolucionário, de Fernand Pelloutier a Albert Thierry ou a obra educativa da revolução libertária espanhola. Por que, se a posteridade conservou o traço de quaisquer das figuras invocadas aqui, ela não deve nos fazer esquecer que o combate para uma escola de liberdade e de igualdade foi sempre uma prática coletiva e social. No domínio da pedagogia, como dentro da ação militante, quem sabe o que está falando é aquele que fez parte…

Montaigne afirmou: “Educar, não é encher um vaso, mas acender um fogo”… é tempo de assoprar sobre as brasas!

O autor

No ensino desde 1995, Grégory Chambat trabalha com os alunos não francófonos num colégio de Mantes-la-Ville (78). Militante da CNT- educação, ele participa do comitê de redação da revista N’Autre école. Ele publicou Instruir para Revoltar, Fernand Pelloutier e a educação [N.T.: publicado no Brasil pela editora Faísca], sobre uma pedagogia de ação direta, e coordenou o livro de entrevistas École: une revolution necessaire (edições CNT).

Sumário

• Introdução

• Sobre uma pedagogia socialmente crítica…

• Um mito que tem a vida dura: a escola de Ferry segundo Jean Foucambert

• Às fontes do sindicalismo: nem curas, nem patrões, nem Estado

• “Instruir para revoltar”, Pelloutier ou a pedagogia da ação direta

• Albert Thierry, o homem presa de crianças

• Francisco Ferrer: uma escola para o Social?

• Espanha 1936: a escola faz sua revolução

• Korczak: a outra insurreição de Varsóvia

• “Uma sociedade sem escola?” Ivan Illich

• A pedagogia dos oprimidos de Paulo Freire

• Bourdieu e a escola

• Jacques Rancière: a escola ou a democracia?

• Freinet… longe?

Edições Libertalia: http://editionslibertalia.com/

Tradução > Tio TAZ

agência de notícias anarquistas-ana

A lua olha o gato

que mansamente passeia

pelo telhado.

Perpétua Amorim

Um relato sobre a 2ª edição da Feira Anarquista de São Paulo

Wednesday, December 7th, 2011

No último domingo, 4 de dezembro, aconteceu a 2ª Feira Anarquista de São Paulo, organizada pela Biblioteca Terra Livre e Ativismo ABC e com participação de grupos e indivíduos de diversas localidades.

A primeira edição da feira aconteceu em 2006 no mesmo local, com presença de cerca de 1000 pessoas durante todo o dia. A segunda edição, cinco anos depois, não ficou pra trás em quantidade de pessoas presentes. Das 10 da manhã às 20hs, centenas de pessoas passaram pelo Tendal da Lapa para participar dos debates, filmes, lançamento de livros, apresentações musicais, teatrais e exposições, por vezes deixando apertado o enorme espaço do galpão.

Durante toda a programação aconteceram atividades como os debates “Perspectivas do Anarquismo e dos Movimentos Sociais na França”, “Movimento Estudantil e Autogestão no Chile”, “Ocupe o Mundo: o movimento mundial de ocupações e sua relação com princípios e práticas do anarquismo histórico”, “Arte e Anarquia”, exibição dos filmes “Flor do Asfalto”, “Louise Michel, a rebelde”, “A Patagônia Rebelde”, dentre muitas outras. Participaram destas atividades os grupos Ativismo ABC, Biblioteca Terra Livre, Núcleo Anarquista de Curitiba, Ordinária Hit, Grupo de Estudios José Domingo Gomez Rojas, Ocupa Sampa, OASL, Beatriz Tragtenberg, Ronald Creagh (França), Philiipe Peletier (França), e muitos mais.

Materiais libertários foram expostos nas diversas bancas de editoras libertárias e distribuidoras, com livros, zines, jornais, revistas e publicações anarquistas, quadrinhos, materiais de livre distribuição, discos, camisetas, filmes, e tudo o mais que a criatividade libertária pode dar vida nos últimos tempos. Havia materiais das editoras Imaginário (São Paulo), Achiamé (Rio de Janeiro), Deriva (Porto Alegre), Faísca (São Paulo), Imprensa Marginal (São Paulo), Edições Negras Tormentas e Ativismo ABC (Santo André/SP), Distribuidora No Gods No Masters (São Paulo), Centro de Cultura Social, MAP-SP, Biblioteca Terra Livre, e por aí vai…! Companheiros de Sorocaba, interior de São Paulo, também filmaram as atividades e entrevistaram algumas das pessoas presentes para a realização de um documentário sobre a feira.

Assim como a segunda edição da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, organizada há menos de um mês, a feira de São Paulo contou com a participação de pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo – seja na realização de atividades durante a feira, seja participando do evento. Desta forma, estas feiras tem tido o papel não só de difundir e discutir o anarquismo na atualidade, promovendo as publicações e produções libertárias, mas também tem se tornado um importante espaço de troca de experiências, contatos, idéias, projetos, propostas e de reunião e aproximação das diversas iniciativas anarquistas mundo afora. Que venham outras muitas!

A lista completa de coletivos e editoras participantes e também as atividades que aconteceram durante o dia estão disponíveis no site http://feiranarquistasp.wordpress.com.

por Imprensa Marginal – Editora e Distribuidora Anarcopunk

agência de notícias anarquistas-ana

no despenhadeiro

a sombra da pedra

cai primeiro

Carlos Seabra

[Espanha] 20 anos da editora Vírus, 20 anos de edição e distribuição alternativa

Wednesday, December 7th, 2011

Comunicado:

Nossa biografia e bibliografia são inseparáveis do caminho seguido pelos movimentos sociais e a esquerda antiautoritária na Catalunha e do estado espanhol ao longo dos últimos vinte anos. A encruzilhada histórica em que tem crescido a editora Vírus desde o seu nascimento em 1991, tem determinado nosso papel, nosso potencial e, logicamente, nossas limitações. Em plena ofensiva do pensamento único neoliberal, com a maioria da esquerda institucional ou extraparlamentar herdada dos anos 70/80 recolhendo os móveis da derrota, e com as organizações libertárias em sério processo de involução e paralisia, Vírus editorial foi testemunha e partícipe da paciente e difícil reconstrução da dissidência durante essas duas décadas de fim e princípio de século e de suposto “fim da história”.

Na Vírus concebemos o livro como uma ferramenta que não tem sentido se não é para pensar a realidade de maneira radicalmente crítica e, sobretudo, para que essa crítica se converta em uma ação efetiva sobre as relações de poder e em práticas liberadoras. Neste sentido, nosso trabalho em torno das temáticas como a memória histórica, a pedagogia crítica, a antipsiquiatria, a crítica a prisão, o ecologismo, o feminismo, o controle social ou a reflexão sobre os movimentos sociais, fizeram parte de um intercâmbio permanente com os coletivos e pessoas que, com todos os elementos contrários, apostaram em leituras da realidade e práticas confrontadas com a lógica dominante.

Temos conseguido aplicar os princípios de horizontalidade, assembleísmo e autogestão e, da sua forma, fazer economicamente viável o projeto, consolidando boa parte dos objetivos fixados no início. Além disso, não estamos sozinhos nisso. Gerar uma estrutura de publicação e distribuição que oferecesse ferramentas críticas aos espaços militantes e também dar a conhecer nas livrarias textos críticos geralmente proscritos, hoje é compartilhada por dezenas de editoras independentes, pequenas distribuidoras, livrarias associativas e coletivos. Com muitos desses espaços, uns profissionalizados e outros de caráter militante, mantemos uma relação baseada no apoio mútuo e na tentativa de evitar ao máximo as dinâmicas que impõem os grandes grupos editoriais. Já não somos a exceção, agora somos mais uma entre muitas outras editoras, e isso foi fruto do esforço de muitos anos e muita gente.

Por outro lado, ante a evolução de um mercado e da lógica de distribuição, que enquanto encurralam a figura da livraria e do livreiro, destroem tudo o que é parecido a um editorial vazio dentro do jogo de marketing e das grandes superfícies, Vírus tem considerado as livrarias especializadas e os livreiros como o único espaço em que tanto o livro como o leitor recebem o respeito que merecem. O livreiro, em nossa opinião, é uma das chaves frente a um mercado de terra queimada e papel molhado.

Finalmente, também temos apostado por um modelo diferente ao imperante no mercado editorial, tanto no que diz respeito aos direitos autorais como ao conhecimento livre. Ao contrário da maioria dos selos editoriais, que diferenciam economicamente o star system intelectual ou literário do resto dos autores, procuramos manter um acordo igualitário com todos aqueles que com seu esforço intelectual contribuem também para dar vida a este projeto. Da mesma maneira, igualmente a outras editoras afins, temos considerado que a luta pelo conhecimento livre, e concretamente pela difusão aberta dos conteúdos através da rede, é decisiva frente às pretensões de mercantilizar e privatizar a cultura e o próprio conhecimento.

Em suma, nossa existência e nossa evolução tem sido e estão intimamente ligados à construção de lógicas de edição e distribuição diferentes as que impõem a indústria editorial, e a persistência e o contágio das lutas que buscam empurrar a vida e a realidade mais além das margens impostas pelo existente.

Catálogo 1991-2011

Para marcar o 20º aniversário da Vírus Editorial, editamos um catálogo em que, além de resenhar as novidades publicadas no último ano, fazemos um repasse à trajetória desta editora e aprofundamos as razões políticas que lhe dão sentido. Neste catálogo você pode encontrar um índice completo de todos os livros editados pela editora Vírus desde 1991 até hoje; as biografias de alguns dos autores que mais apoiaram esta causa, e que hoje já não estão entre nós, como Abel Paz, Antonio Téllez Sola e Ramon Fernandez Durán, e um texto de Paco Madrid com uma leitura crítica sobre a comercialização da memória histórica. Enfim, um catálogo que é muito mais que um catálogo.

Catálogo 1991-2011 em PDF:

http://www.viruseditorial.net/file/catalogo2011-baja.pdf

agência de notícias anarquistas-ana

Libélula inocente

cai na boca do sapo

que mora na lagoa

Rosalva