Arquivo da Sessão ‘Anti-fascismo’

Se Palmares Não Vive Mais, Faremos Palmares de Novo!

Friday, November 23rd, 2012

por Anarcopunk.org

Logo após a X Marcha da Consciência Negra, dando continuidade à luta contra o racismo e o massacre sistemático que vem ocorrendo contra o povo negro e pobre nas periferias da cidade, aconteceu hoje (22) em São Paulo um ato organizado pelo Comitê Contra o Genocídio da População Negra e a Frente Ampliada e Unificada Contra o Genocídio de Pobres, Pretos e Periféricos, somando dezenas de organizações envolvidas.
O ato começou as 10 da manhã na Praça da Sé, com diversas falas de companheirxs contra o governo assassino e racista de Geraldo Alckmin, as inúmeras mortes que vem sendo levadas a cabo pela polícia nas periferias diariamente, e as políticas de higienização social e genocídio sistemático da população.
Saindo em marcha logo depois, o ato seguiu em caminhada até o prédio da Secretaria de (in)Justiça, ocupando o saguão de entrada durante várias horas, com muita revolta, falas de indignação, depoimentos de mães que tiveram seus filhos assassinados pela policia, poesias e canto.
Algumas das reivindicações do manifesto distribuído durante o ato são o fim da ROTA, a desmilitarização das polícias, o imediato levantamento das identidades, BO´s, Certidões de óbito e Causa Morte de todas as vítimas Civis assassinadas a bala no Estado de SP em 2012, dentre outros pontos.
Do alto do palácio da (in)justiça o que foi perceptível foi mais uma vez o descaso, a enrolação e o “deixa pra depois”. Reivindicou-se que o novo secretário de Segurança Pública, Fernando Grella, se apresentasse para um diálogo público com xs manifestantes, porém depois de horas com justificativas desencontradas, a palavra final foi de que o secretário estava em reunião e que não poderia ir, mas que participaria em uma “futura data” de reunião para discutir essas questões.
Entra hoje um novo secretário de Segurança Pública, porém seu discurso deixa claro que as coisas vão seguir da mesma forma: diz que será o primeiro aliado da polícia e que não haverá ruptura com a atual política de segurança.

A manifestação acabou por volta das 16 horas, retornando para a Praça da Sé, e as movimentações e articulações de combate a este genocídio sistemático e cotidiano seguirão adiante!

Somos todxs Zulmira!

Friday, June 22nd, 2012

1

Por Coletivo Anarcopunk Diversidade

Na última quinta-feira (21), no pátio do colégio – centro de São Paulo, aconteceu um ato contra o racismo em solidariedade aos familiares de Zulmira, angolana morta no dia 22 de maio na região do Brás, por ser negra e imigrante. A chuva caiu durante quase todo o tempo, mas não impediu as muitas falas de solidariedade e indignação de todxs!

O ato foi chamado por diversas entidades do movimento negro e familiares de Zulmira, e relembrou também os muitos casos de violência e assassinatos de imigrantes, dentre eles o recente caso de Francisca Villanueva, boliviana assassinada há poucos dias. Estiveram presentes no ato diversos grupos do movimento negro, movimentos sociais e de imigrantes, e integrantes do Coletivo Anarcopunk Diversidade estiveram também presentes para apoiar o ato.

2

Somos todxs Zulmira!

Zulmira foi assassinada a tiros por dois homens após estes terem sido expulsos do bar onde estavam, na região do Brás, por ofender um grupo de estudantes angolanos como dizeres como “macacos”. Os dois racistas voltaram cerca de 20 minutos depois em um veículo gol prata atirando contra o grupo. Zulmira de Souza Borges, de 27 anos, foi baleada na testa e não resistiu aos ferimentos. Além dela Celina Bento Mendonça, de 34 anos, grávida de 8 meses, Gaspar Armando Mateus, 27 anos, e Renovaldo Manuel Capenda, de 32, foram atingidos. Celina foi atingida na região do abdômen, provavelmente os assassinos queriam matar a criança.

O Racismo está ai! Vamos combatê-lo!

Ser negrx no Brasil muitas vezes significa estar submetidx a viver conforme os piores indicadores de qualidade de vida, ganhar cerca de 54% menos, frequentar as escolas públicas de pior qualidade e ser obrigadx a abandoná-las antes, trabalhar mais horas durante os dias e mais dias durante a vida. Significa, principalmente, morrer mais cedo. A expectativa média de vida de um homem negro no Brasil é seis anos menor que a de um homem branco. No ranking do Índice de Desenvolvimento Humano da ONU, em 2009 o Brasil ocupava o 70º lugar. Se considerássemos, o IDH só da população branca, numa lista de 177 países, o Brasil saltaria para o 40º lugar. Se, ao contrário, considerássemos apenas a população negra, despencaria para a 104ª posição. 70% dos jxvens entre 15 e 24 anos vítimas de homicídio no Brasil são negrxs.

Não se calar!

O racismo é real e cotidiano, se expressa muitas vezes de forma velada, está presente nas relações de trabalho, nas ruas e estabelecimentos, nas práticas policiais, estatais, institucionais. Acreditamos em uma luta cotidiana, não devemos baixar a cabeça, não podemos aceitar o racismo ou qualquer forma de discriminação! Denuncie, grite, se imponha, abra o debate entre seus amigxs, não se sinta só! A LUTA CONTRA O RACISMO É UMA LUTA DE TODXS!

3

[Espanha] CNT-AIT Madri realiza concentração para protestar contra o assassinato do jovem anarquista Nikita

Monday, March 26th, 2012

concentracionnikita[No dia 16 passado, aconteceu uma concentração em frente da embaixada russa em Madri para protestar contra o assassinato do jovem anarquista russo Nikita pelas mãos dos fascistas.]

Comunicado:

Em 16 de março, militantes da CNT-AIT de Madri e outro/as companheiro/as solidário/as se concentraram durante uma hora e meia em frente da embaixada russa. Entoamos diferentes cânticos contra o fascismo, o racismo, e o Estado, e outros em memória do companheiro assassinado, Nikita. Uma grande faixa exprimia o seguinte lema: “O Estado aponta, os fascistas esfaqueiam, Nikita nem esquecer nem perdoar”.

Nos dias anteriores da concentração foram realizadas diversas ações de propaganda para difundir a mesma e expressar nosso protesto pelos contínuos assassinatos fascistas na Rússia.

Sirva este pequeno ato como prova da prática do internacionalismo que professa o anarcosindicalismo. Sempre que um/a companheiro/a anarquista for reprimido/a –ferido/a, morto/a, detido/a, demitido/a, preso/a, humilhado/a… – a resposta solidária será feita por parte do/as militantes da CNT.

Desta vez tocou ao companheiro Nikita em terras russas, sendo mais uma vítima de grupos fascistas em clara conivência com o Estado russo. Desde CNT, queremos apelar a toda a classe trabalhadora a se auto-organizar e responder a todas as formas de agressão através da ação direta, sem delegar a terceiros, um problema que nós sofremos, o/as próprio/as trabalhadore/as. Não podemos confiar nem em políticos ou juízes, nem na polícia ou qualquer instituição que sirva para nos dominar. Juntos, através da solidariedade e o apoio mútuo, devemos destruir de uma vez por todas o atual modelo econômico-social que gera o racismo, a xenofobia e o fascismo e todos os tipos de desigualdade e injustiça social.

Um forte abraço para a mãe, amigo/as e companheiro/as de Nikita, bem como a todo o movimento libertário na Rússia. A guerra continua companheiro/as.

Contra o fascismo e toda autoridade!

Nikita, nem esquecer nem perdoar!

CNT-AIT Madri

agência de notícias anarquistas-ana

meus hai-kais:

lápis caídos

de um estojo frágil

Valdir Peyceré

[21 de março] O Racismo está aqui! Basta!!

Friday, March 23rd, 2012

O dia internacional de Luta contra a discriminação racial foi lembrado em São Paulo com um pequeno ato em solidariedade ao Quilombo Rio dos Macacos. Com faixas, som na caixa e panfletos o Comitê Contra o genocídio da População Negra se instalou no meio da Praça Ramos, no centro da São Paulo, para denunciar o apartheid social que vivemos hoje no Brasil e no mundo: “Somos Todos Quilombo Rio dos Macacos”!

A data relembra o massacre de Sharpeville, na África do Sul no dia 21 de março de 1960, quando a população africana se revoltou com a política do apartheid que proibia o acesso de negros a certas regiões da cidade e os obrigava a andar com cartão de identificação informando os locais de acesso. Milhares de pessoas realizavam uma manifestação pacífica quando o exército passou a atirar contra a multidão, deixando 69 mortos e mais de 180 feridos. Em 1969 a ONU adotou a data como dia de luta contra a discriminação racial.

O Quilombo, a escola, a senhora… Quantos mais?

O Racismo está aqui! BASTA!

O Estado Brasileiro, através da Marinha, vem realizando inúmeras ações violentas contra a comunidade Quilombo Rio dos Macacos, tentando despeja-los através da violência, coerção e a prática de cárcere privado, contrariando o artigo 68 das disposições transitórias da Constituição Federal de 1988, que reconhece e garante o direito de propriedade definitiva aos remanescentes das comunidades quilombolas no Brasil. A população do quilombo esta há mais de 238 anos no local, e se transformou em um importante polo de resistência da cultura, religião e tradições de origem africana, protegidas pelo decreto federal 4887/03 que regulamenta as terras de quilombos

O ato também lembrou outros casos, como da Escola Guia Lopes, na zona norte de São Paulo, que no início do mês foi novamente pixada com ameaças de grupos neonazistas, uma das pixações na escola, que recebe alunos de 3 a 5 anos, dizia: “Preserve a raça branca”, a escola já havia sido pixada no fim do ano passado com os dizeres: “Vamos cuidar do Futuro das nossas crianças brancas”. A escola vem sendo alvo de grupos extremistas por trabalhar assuntos como a diversidade étnica e a riqueza histórica e cultural das culturas africanas e indígenas.

O caso de Edvanda,50 anos, perseguida por seguranças do supermercado Extra (do grupo Pão de Açúcar), em Itaquera, zona leste da capital, no final do ano passado também foi relembrado. Na época um dos seguranças a acusou de ter furtado a loja pelo fato dela ‘ser negra’.

Genocídio da População Negra

“No Brasil, apesar de não vivermos em um regime de segregação explícito e declarado, o racismo se manifesta de forma cotidiana, muitas vezes “velada”, mas igualmente violenta…Esta, infelizmente, também é a situação da maioria dos negros e negras mundo afora. Se é verdade que já não existem leis como as do apartheid, também é um fato que, na África, nos Estados Unidos, no Haiti ou na Europa, o racismo continua promovendo verdadeiros massacres cotidianos. É por isso que somos obrigados a falar que está acontecendo um genocídio contra a juventude negra, inclusive no Brasil.”

Segundo o Mapa da Violência de 2011, de cada três jovens assassinados no Brasil, dois são negros. E, enquanto a taxa de assassinatos de jovens brancos caiu 23,3%, a de jovens negros cresceu 13,2%.

Se Palmares Não Vive Mais, Faremos Palmares de Novo!

Monday, February 13th, 2012

No último sábado, dia 11 de fevereiro, cerca de 300 pessoas de entidades diversas do movimento negro, LGBT, sindical, estudantil e anarcopunks se uniram em um ato contra o racismo e a higienização social que ocupou o Shopping Higienópolis, região ´nobre´ da cidade. O ato foi chamado pelo Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra, e é parte de outros atos que ainda virão de denúncia e combate ao racismo que persiste em nossa sociedade.

Veja abaixo imagens da manifestação!

BASTA DE RACISMO!

ANTI-FASCISTAS SE MANIFESTAM EM FRENTE AO FÓRUM DE MOGI DAS CRUZES

Saturday, May 21st, 2011

1Grupos anti-fascistas estiveram presentes esta manhã (20) no fórum de Mogi das Cruzes denunciando as ações de grupos intolerantes de extrema direita e skinheads. O ato está sendo realizado em solidariedade à família de Cleiton e Flávio e seus familiares, além de todas as vítimas da intolerância homofóbica, racista e xenófoba destes grupos.

Por volta das 13 horas teve início o julgamento de Juliano Aparecido de Freitas, o Dumbão, membro da facção intolerante de skinheads denominada “Carecas do ABC”, que em dezembro de 2003 obrigou Cleiton e Flavio a pularem de um trem em movimento – o que resultou na morte de Cleiton e na amputação do braço direito de Flávio. A presença dos familiares no julgamento não foi permitida porque as senhas já haviam sido distribuídas pela manhã, e estes também demonstraram sua indignação do lado de fora do Fórum.

Apesar de testemunhas comprovarem que o grupo de skinheads ameaçavam matar os dois jovens caso eles não saltassem do trem, a ansiedade pela conclusão do julgamento deve-se ao fato de os três responsáveis pelo crime ainda estarem soltos, respondendo o processo em liberdade. Mesmo após o assassinato de Cleiton, diversas facções skinheads continuam agredindo e matando pessoas, como os casos recentes de ataques a homossexuais, negros/as e moradores/as de rua no centro de São Paulo.

Entidades como o Coletivo Diversidade, o Movimento Anarco Punk de SP e o Comitê Contra o Extermínio da População Negra aguardam a conclusão do julgamento em frente ao Fórum de Mogi. Diversas faixas denunciando as praticas e ações desse grupo estão expostas buscando sensibilizar a população de que estas práticas intolerantes devem ser combatidas.

Essa mesma facção de skinheads, os Carecas do ABC, são responsáveis por diversos outros casos de agressões intolerantes, como o assassinato do adestrador de cães Edson Neris, morto em fevereiro de 2000, na Praça da República por estar de mãos dadas com seu namorado. Pelo assassinato de Edson, 18 skinheads da facção foram presos, sendo apenas dois condenados, ambos já em liberdade.

Nota em repúdio à manifestação em apoio ao Deputado Federal Jair Bolsonaro

Saturday, April 9th, 2011

O Movimento Anarco Punk vem, por meio desta nota, expressar total repúdio ao ato realizado por grupos de extrema-direita esta manhã (09) no Vão Livre do MASP. Este manifesto busca ressaltar a relevância social de que analisemos essa tentativa de levante dos grupos direitistas e intolerantes que vêem, há anos, se organizando na cidade de São Paulo, no Brasil e em todo o mundo, buscando assim uma forma concreta de combate. Somos todos/as vítimas da intolerância.

O ato a favor do Deputado Federal Jair Bolsonaro foi organizado por sádicos direitistas que assumiram publicamente serem homofóbicos. São indivíduos que se organizam através de grupos paramilitares (denominados por eles como “extra-quartel”) que tem como prática ações de violência contra minorias étnicas, como negros/as, nordestinos/as e descendentes de imigrantes, além de toda comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, e Transgêneros).

Junto aos movimentos sociais, comparecemos ao Contra-Ato, organizado para demonstrar publicamente a não aceitação da sociedade de grupos com características militaristas, fascistas e violentas. Em quantidade numérica superior aos Fascistas pró-Bolsonaro, demonstramos que em uma cidade marcada pela presença do/a negro/a, pelo trabalho dos/as imigrantes (nordestinos/as, asiáticos/as, africanos/as e etc) e pela diversidade, ideais racistas, homofóbicos e intolerantes nunca serão aceitos.

Acrescentamos também, que as duas pessoas ‘detidas’ pela polícia, que faziam parte do contra-ato, foram encaminhados à delegacia pois estavam sem documento, não existindo acusações concretas contra as mesmas. Ao contrário dos pró-Bolsonaro que respondem a diversos processos por agressão, racismo, formação de quadrilha, entre outros.

Viemos a público denunciar que as organizações que convocaram o ato demonstraram que a intolerância é a bandeira que os une. Nunca uma manifestação pública organizada por esses grupos, conseguiu aglutinar as várias facções intolerantes de São Paulo, como Carecas do ABC, Carecas do Subúrbio, White Powers, Impacto Hooligan, Kombat RAC, skinheads, grupos da extrema direita nacionalista e integralista como Ultra Defesa e Resistência Nacionalista. Esses grupos são responsáveis por inúmeros crimes violentos, entre eles o assassinato do adestrador de cães, Edson Neris, em 2000, na Praça da República, da bomba jogada na Parada Gay de 2009, e dos dois meninos jogados do trem em movimento na estação Brás-Cubas, em Mogi das Cruzes, no dia 7 de Dezembro de 2003 – Cleyton morreu e Flávio teve um dos braços amputados. Esses grupos também são responsáveis por grande parte das inúmeras agressões a negros e homossexuais nos últimos meses nas regiões centrais da cidade de São Paulo, como também em Osasco e outras localidades.

Há que se combater o crescimento destes grupos de forma urgente e eficaz, ampliando o debate e as discussões entre os movimentos sociais e toda a sociedade! Seguimos lutando contra toda e qualquer forma de preconceito e discriminação pelo mundo. Não nos calaremos! Estamos a disposição da sociedade, dos movimentos sociais e da imprensa para apresentarmos as denúncias contra esses grupos e contra qualquer forma de discriminação.

Por um mundo onde caibam vários mundos! Pelo direito e o respeito a diferença!

Movimento AnarcoPunk de São Paulo

Contatos: map.sp@anarcopunk.org / Cx. Postal 1677 CEP 01031-970 / 70524406

[Grécia] Repressão e detenções preventivas antes do desfile nacionalista em Antenas

Wednesday, April 6th, 2011

Na quinta-feira, 24 de março, no centro de Atenas, estava programada a celebração do desfile escolar de inspiração fascista-nacionalista. O governo grego insiste em realizar desfiles militares e escolares deste tipo. Nos últimos anos, nas áreas em que se celebram os desfiles são realizados protestos espontâneos ou planificados contrários a tudo isso, assim como concentrações de protesto social de desempregados, despedidos e trabalhadores, contra o regime da ditadura parlamentaria.

Desde as primeiras horas da manhã, a polícia havia colocado um cordão de isolamento em torno da praça maior de Atenas e seletivamente permitia a entrada ao lugar onde seria o desfile. Nisso, às 13h30, sem motivo algum, policiais e policiais à paisana detiveram professores, artistas e solidários que haviam começado a reunir-se no centro da praça de Síntagma. Os professores primários e os artistas, segurando bonecas vestidas com sacolas, estavam preparando-se para realizar um protesto depois do desfile. Foram realizadas oito detenções na praça de Síntagma e outras duas detenções no piso térreo do edifício em que estão localizadas as oficinas da Federação de Professores da Grécia.

A polícia, tendo fichado algumas pessoas e com ordens de que não se escutasse nenhuma voz de protesto durante o desfile, começou a deter “preventivamente” os protestantes que se aproximavam da área do desfile e fossem professores. Os detidos foram professores e artistas que iam participar no protesto se a repressão não tivesse agido. A manifestação tinha sido convocada pela União de Professores Pendentes de Toda Grécia, pela Coordenadoria de Docentes e Suplentes, e por várias Associações de Professores.

Na continuação, a polícia, apesar das detenções efetuadas, continuou repelindo a gente reunida. Entretanto, com o passar do tempo os manifestantes continuaram a multiplicar-se e permaneceram protestando pela repressão do governo. O propósito do protesto era as unificações (agrupações) e o fechamento de escolas e a flexibilização do trabalho que também se aplica aos professores.

A democracia nega a seus “cidadãos” o direito de protesto. A democracia detém preventivamente a quem não seja um súdito dócil dela. A democracia amordaça e reprime.

No primeiro vídeo (link abaixo) se vê os policiais secretos arrastando e detendo a alguns dos manifestantes reunidos. No segundo vídeo (link abaixo) se ouvem claramente as palavras “fascistas” e “junta” gritadas pelos manifestantes. Um detido disse: “Junta! A próxima vez serão tanques (blindados), não carros patrulhas”.

Vídeo 1:

http://www.youtube.com/watch?v=5t0UI2wlr5M&feature=player_embedded

Vídeo 2:

http://www.youtube.com/watch?v=8hFZI0YhG64&feature=player_embedded

agência de notícias anarquistas-ana

Ventos exibidos,
que cantam fortes, uivantes,
também desafinam…

Leila Míccolis

[São Paulo] Ato em solidariedade a militante agredido por skinheads

Tuesday, March 29th, 2011

dsc02886_Aconteceu nesta segunda-feira (28) em frente ao 4 DP (Consolação) um ato público em solidariedade a Guilherme Rodrigues,  mais uma vítima da violência homofóbica que tem tomado conta de forma cada vez mais frequente das ruas da cidade – sobretudo nas regiões próximas à Avenida Paulista e Rua Augusta. Com cerca de 100 pessoas presentes, o microfone esteve aberto para os/as representantes das diversas entidades e movimentos que ali estavam – organizações estudantis, sindicais, lgbt, partidárias, entre outras – que juntos/as falaram contra a homofobia, o preconceito e a violência fascista, conclamando a união de todos/as em torno desta luta.

Durante a realização do ato, Guilherme, militante LGBT, teve de entregar o laudo do IML na delegacia, com acompanhamento de representantes dos diversos movimentos presentes.

As constantes agressões a homossexuais, nordestinos/as, negros/as e outros/as, que cotidianamente são levadas a cabo por grupos nazi-fascistas, devem ser combatidas com toda força! É necessária a união e mobilização urgente de todos/as! É preciso abrir os olhos e encarar estes casos com a seriedade que exigem, e não mais com o descaso que tem recebido!

Toda solidariedade ao companheiro agredido, e todo apoio à luta contra a homofobia!

Veja a matéria sobre o caso em

Carta de Repúdio | por MPL, Bloco ANEL às Ruas e Coletivo Gestor do espaço Ay Carmela

Thursday, March 10th, 2011

Carta de Repúdio

No dia 26 de fevereiro deste ano, integrantes de vários grupos que combatem toda forma de racismo, preconceito e discriminação realizavam um evento que lembrava a morte do adestrador de cães Edson Neris da Silva (morto por skinheads em 2000).
O evento, chamado “Jornada Anti-fascista”, é organizado já há 11 anos e também pontua o combate efetivo do racismo, do machismo e dos problemas sociais ligados à intolerância de forma geral.

Pela manhã foi organizado um ato público contra o racismo e o fascismo na Praça da República e um dos skinheads agressores, numa ação de provocação, fez uma saudação nazista para os manifestantes quando por ali passava.

Durante a tarde, em um Espaço Cultural no centro, ocorreu a segunda parte do evento com bandas, exposições e denúncia contra todas as formas de racismo e a intolerância, quando, nas proximidades, ocorreu a agressão: um grupo de skinheads portando uma espingarda de chumbinho, munição, dois facões, uma faca com inscrições nazistas, três canivetes, um soco inglês e uma machadinha (segundo a Polícia Militar) agrediram participantes do evento, incluindo um jovem negro e deficiente físico, que foi agredido com tacos de beisebol (baseball).
Quatro jovens foram feridos com facadas no braço, barriga e cabeça; um deles sofreu perfuração no crânio e dois foram submetidos a cirurgia. Um dos agressores, quando terminou, ainda disse que havia pego mais um “macaco”.
Foram detidos pela polícia apenas 5 dos agressores e segundo a polícia dois deles já possuem antecedentes criminais. Há algumas semanas atrás skinheads nazistas também haviam pixado uma suástica em frente ao mesmo Espaço Cultural onde ocorreu o evento.
Fica mais uma vez evidente a necessidade urgente de um combate efetivo à ação violenta destes grupos skinheads. Este tipo de violência contra negros/as, nordestinos/as, imigrantes , homossexuais e outros/as é cada vez mais recorrente e não pode ser encarado como “excessos de jovens”, como muitas vezes a imprensa insiste em noticiar e muito menos como casos isolados e sem relevância.

UMA SOCIEDADE QUE SE DIZ DEMOCRATICA E PLURAL NÃO PODE SER CONIVENTE COM PRÁTICAS DE CARÁTER NEONAZISTA.
NÃO PODEMOS DAR MARGEM A AÇÕES RACISTAS, PRECONCEITUOSAS E/ OU XENÓFOBAS COMO ESSA, ESPECIALMENTE SOB A PENA DE ARCAR, COMO CONSEQUÊNCIA, COM O FORTALECIMENTO DESTES GRUPOS DE EXTREMA DIREITA.

A DIVERSIDADE DA SOCIEDADE DEVE REFLETIR-SE TAMBÉM NA CAPACIDADE DE REAGIRMOS A TAL AGRESSÃO DE FORMA EFETIVA, REAÇÃO ESTA EM CONSONÂNCIA COM
DIVERSOS GRUPOS DE DIREITOS HUMANOS, DE DIVERSIDADE SEXUAL E ÉTNICA E DEMAIS GRUPOS.

Minimizar a gravidade deste tipo de ação de intolerância que ocorre há tempos em todo o mundo atingindo uma série de grupos é fechar os olhos para um problema que coloca em risco a liberdade de todos/as nós!

NÃO PODEMOS SER CONIVENTES NEM OMISSOS FACE À EXPLÍCITA ESCALADA DA VIOLÊNCIA NEONAZISTA DE SKINHEADS, NEM AQUI, NEM ONDE QUER QUE ELA OCORRA.

Diante disso, manifestamos todo o nosso repúdio a todos os grupos que propagam a intolerância e com isso CONCLAMAMOS TODA SOCIEDADE A MANIFESTAR PUBLICAMENTE O SEU REPÚDIO AO OCORRIDO.

Edson Néris

O adestrador de cães, Edson Néris da Silva, assassinado na madrugada de 6 de fevereiro de 2000, passeava de mãos dadas com seu companheiro, Dario, na Praça da República, quando foi atacado por um grupo de homofóbicos.
Dario conseguiu escapar, mas Edson foi espancado barbaramente a chutes e golpes de soco-inglês. Acabou morrendo em decorrência de várias hemorragias internas. A polícia, na ocasião, deteve 18 SKINHEADS.

Assinam a carta:

Movimento Passe Livre São Paulo
Coletivo Gestor do Espaço Autônomo “Ay Carmela!”
Bloco ANEL às Ruas!

* * *

Links:

> Portal R7:

http://noticias.r7.com/sao-paulo/noticias/seis-possiveis-skinheads-sao-presos-por-agressao-na-se-20110226.html

> Site da organização do evento: http://anarcopunk.org/noticias/

> Terra -

http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI4964672-EI5030,00.html

> Estadão -

http://blogs.estadao.com.br/jt-seguranca/cinco-skinheads-sao-presos-apos-agressao/

> Folha -

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/881638-skinheads-sao-presos-apos-agredir-pessoas-no-centro-de-sp.shtml

Globo News-

http://video.globo.com/Videos/Player/0,,GIM1446544-7759-SKINHEADS+SAO+PRESOS+DEPOIS+DE+AGREDIR+CONVIDADOS+DE+UMA+FESTA,00.html