Logo após a X Marcha da Consciência Negra, dando continuidade à luta contra o racismo e o massacre sistemático que vem ocorrendo contra o povo negro e pobre nas periferias da cidade, aconteceu hoje (22) em São Paulo um ato organizado pelo
Comitê Contra o Genocídio da População Negra e a Frente Ampliada e Unificada Contra o Genocídio de Pobres, Pretos e Periféricos, somando dezenas de organizações envolvidas.
O ato começou as 10 da manhã na Praça da Sé, com diversas falas de companheirxs contra o governo assassino e racista de Geraldo Alckmin, as inúmeras mortes que vem sendo levadas a cabo pela polícia nas periferias diariamente, e as políticas de higienização social e genocídio sistemático da população.
Saindo em marcha logo depois, o ato seguiu em caminhada até o prédio da Secretaria de (in)Justiça, ocupando o saguão de entrada durante várias horas, com muita revolta, falas de indignação, depoimentos de mães que tiveram seus filhos assassinados pela policia, poesias e canto.
Algumas das reivindicações do manifesto distribuído durante o ato são o fim da ROTA, a
desmilitarização das polícias, o imediato levantamento das identidades, BO´s, Certidões de óbito e Causa Morte de todas as vítimas Civis assassinadas a bala no Estado de SP em 2012, dentre outros pontos.
Do alto do palácio da (in)justiça o que foi perceptível foi mais uma vez o descaso, a enrolação e o “deixa pra depois”. Reivindicou-se que o novo secretário de
Segurança Pública, Fernando Grella, se apresentasse para um diálogo público com xs manifestantes, porém depois de horas com justificativas desencontradas, a palavra final foi de que o secretário estava em reunião e que não poderia ir, mas que participaria em uma “futura data” de reunião para discutir essas questões.
Entra hoje um novo secretário de Segurança Pública, porém seu discurso deixa claro que as coisas vão seguir da mesma forma: diz que será o primeiro aliado da polícia e que não haverá ruptura com a atual política de segurança.
A manifestação acabou por volta das 16 horas, retornando para a Praça da Sé, e as movimentações e articulações de combate a este genocídio sistemático e cotidiano seguirão adiante!












