Arquivo da Sessão ‘Ambientalismo’

Ação direta contra a Petrobras na Nova Zelândia

Wednesday, April 13th, 2011

[Um protesto forçou a Petrobras a suspender estudos sísmicos na bacia de Raukumara. Com cartazes com dizeres como “pare com o petróleo em águas profundas”, manifestantes pularam na água para bloquear o barco Orient Explorer, da empresa brasileira.]

Uma frota de cerca de 20 barcos de ativistas vem protestando há mais de uma semana no litoral da Nova Zelândia contra os trabalhos de perfuração de poços de teste pela Petrobras (Brazil’s Petrobras International Braspetro BV).

A frota enfrentou nesta segunda-feira (11 de abril) o navio Orient Explorer, da empresa brasileira, que iniciou na semana passada os primeiros testes de perfuração na região.

Os ativistas reclamam dos potenciais perigos de contaminação ambiental em caso de vazamentos como o que ocorreu no ano passado em um poço da britânica BP no golfo do México.

Entre os grupos que participam do protesto estão aborígenes da região norte da Nova Zelândia, que temem a destruição dos recursos naturais dos quais dependem para sua subsistência.

“Não temos confiança nessa companhia ou no governo quando dizem que nenhum dano ocorrerá ao que nos é caro. Não queremos nenhuma exploração de petróleo ou perfurações nas nossas águas”, afirmou Dayle Takitimu, da comunidade maori Te Whanau-a-Apanui.

“É totalmente temerário que o governo tenha convidado esta indústria para nossas águas, arriscando um desastre que poderia devastar nossa costa e nossa economia”, disse Steve Abel, porta-voz do Greenpeace.

Os ativistas prometem continuar com as mobilizações até que o governo revogue a permissão à Petrobras para fazer explorações nas águas do país.

A Petrobras recebeu no ano passado do governo neozelandês a concessão para explorar durante cinco anos a existência de gás natural e petróleo na bacia de Raukumara, na costa nordeste do país, onde a maioria da população é indígena maori.

Os maoris não foram consultados sobre a decisão. Desde então vem acontecendo atos no litoral da Nova Zelândia em protesto pela permissão dada pelo governo à Petrobras para fazer explorações nas águas do país.

agência de notícias anarquistas-ana

O grito do grilo
serra ao meio
a manhã.

Yeda Prates Bernis

[Espanha] 75 entradas do metrô amanhecem pintadas contra as touradas

Tuesday, March 22nd, 2011

Para marcar as touradas no início de inverno, com o assassinato de touros na Praça de Vistalegre, e outros locais na comunidade, queríamos levar a luta anti-touradas para as ruas, para dar visibilidade ao conflito e não deixar que mais uma vez, como há tantos anos, caia no esquecimento.

Nesta ocasião a meta que estabelecemos foi o de assegurar que todas as pessoas que vivem em nossos bairros percebam a importância dessa luta, e o quanto passa despercebido, como sempre tem acontecido.

Considerando que em Madri existem vários grupos, coletivos e indivíduos que compartilham essa luta, com abordagens muito semelhantes, não tem sido difícil coordenarmos para que, nas primeiras horas do último fim de semana de fevereiro, 75 entradas de metrôs de toda a Madri amanhecessem com frases anti-touradas e de libertação animal. Também foram visitados os arredores da praça de touros de Vistalegre e da Praça de Las Ventas, onde no mesmo momento dezenas de animais foram escravizados pelo Circo Mundial.

Este “pequeno” ato não é mais um lembrete de uma luta apequenada baseada em políticas abertamente touricidas e de controle forte da mídia, que estamos dispostos a combater.

Cada vez são mais os grupos anti-especistas que surgem em nossa cidade, e esperamos que esta ação incentive a levar suas reivindicações para a rua e ser ouvidos, como ouviremos a todos nós.

agência de notícias anarquistas-ana

Havia o escuro
mas eu não sabia onde;
teu rosto era sol.

Eolo Yberê Libera

[Grécia] Calcídica: mobilizações contra as minas de ouro

Friday, December 3rd, 2010

“Nosso ouro são os bosques, os mares, as águas”

Em 26 de novembro a empresa OURO GREGO, em estreita cooperação com o Ministério do Meio Ambiente, Energia e Mudanças Climáticas, apresentou o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) do investimento previsto no norte da província de Calcídica (norte da Grécia). Este investimento refere-se à construção de novas minas de ouro de extração aberta, na área de mineração de Scuriés (formação de uma cratera de mais de 700 metros de diâmetro e de mais de 700 metros de profundidade) no subsolo, e a criação de fábricas e de bacias de resíduos, em uma área arborizada de centenas de hectares, frondosa e de rara beleza e riqueza natural. Ao mesmo tempo estão ameaçadas áreas povoadas, visto que as pessoas na área (Virgen Grande, Ierisos etc.) estão a poucos quilômetros de distância da “obra”.

Em 26 de outubro, no meio da campanha eleitoral, o Ministério do Meio Ambiente, Energia e Mudanças Climáticas lançou um processo de deliberação e pediu às autoridades municipais e regionais (!) anteriores às eleições (!) para dar um parecer sobre o estudo do impacto ambiental da obra dentro de um prazo de 35 dias, e se o fizessem, a sua opinião seria considerada positiva!

A empresa, num ato de chantagem sem precedentes, ameaça que se o projeto em Scuriés não avançar fechará as suas minas tradicionais ali existentes, atirando para a rua os trabalhadores e as suas famílias. Assim, sem qualquer vergonha, em 26 de novembro levou os trabalhadores a Poligiros, para aplaudirem obrigatoriamente a cerimônia de inauguração do projeto, enquanto o sindicato, que durante anos tem mantido silêncio sobre os sucessivos acidentes nas galerias, convocou uma greve… Além disto, e contando com a ansiedade dos jovens e dos desempregados na região, durante os últimos dias a empresa tem feito centenas de telefonemas dizendo que se alguém deseja trabalhar, poderia ir na sexta-feira a Poligiros (capital).

No entanto, a intenção de fraude e chantagem da empresa não tem tido efeito. Os conselhos municipais do povo da Virgem e de Estágira-Acanto condenaram o processo e abstiveram-se da alegada discussão, e em vez disso vão recorrer aos tribunais. Em Ierissos, em 26 de novembro, foi organizada uma reunião contra os planos do Ministério e da empresa, com uma participação recorde. Na quinta-feira, 25 de novembro, foi organizada no povoado da Virgem uma assembléia popular, em que centenas de cidadãos decidiram responder dinamicamente e reunir-se no dia seguinte em Poligiros.

Na sexta-feira, enquanto que a Secretaria Especial do Ministério do Meio Ambiente, Energia e Mudanças Climáticas, a Sra. Karavassili, estava apresentando juntamente com a empresa OURO GREGO o projeto de destruição da nossa província, os moradores da Virgem Grande e dos povoados vizinhos fizeram uma ocupação simbólica do edifício da Administração da Região e realizaram uma marcha massiva pelas ruas de Poligiros, dando testemunho do que decidiram há muitos anos: Este projeto é um desastre, não é desenvolvimento e não vai ser feito! Com uma luta massiva e perseverante vamos vencer!

O texto a seguir foi divulgado em Poligiros durante a ocupação e a marcha:

1. Condenamos o ato do Ministério do Meio Ambiente, Energia e Mudanças Climáticas de avançar com o processo de deliberação e orientação sobre a Avaliação de Impacto Ambiental das Minas de Cassandra da empresa OURO GREGO S.A. porque:

• Nomeou porta-voz da deliberação a própria empresa.

• Apresentou o Estudo de Impacto Ambiental num período pré-eleitoral (como sabemos, na Grécia, a maioria das violações constitucionais ou outras são feitas durante os períodos eleitorais).

• Obrigou os conselhos municipais, que já não estão em funcionamento, a assessorar durante 35 dias um estudo de quatro mil páginas e 100 mapas, caso contrário a deliberação seria considerada a favor!

• Convida os cidadãos a participar numa discussão que não é feita sequer no local relativo ao Estudo de Impacto Ambiental, mas na capital da província e num dia de semana, assim os cidadãos não puderam assistir a ela e expressar as suas objeções.

• Faz do “vender a qualquer preço para o primeiro que” lei do Estado. Chamam a isso fast track (via rápida), para nós continua a ser uma venda arbitrária de propriedade pública!

2. Declaramos que nos opomos ao Estudo de Impacto Ambiental, pois inclui atividades de mineração em Scuriés, o que terá conseqüências devastadoras para a nossa província.

• A destruição de centenas de hectares de floresta.

• Um grande impacto sobre o meio ambiente, a qualidade do ar, a quantidade e qualidade da água, a qualidade das terras aráveis, o futuro das riquezas florestais e marinhas, a rica fauna e flora da região.

• O impacto do investimento nas tradicionais, bem como nas novas formas de desenvolvimento sustentável, irá destruir a região e vai durar pouco tempo, se sabemos que o valor econômico do investimento será incomparavelmente menor em comparação com outras possibilidades da nossa terra.

Estamos lutando

• Pela conservação de um dos lugares mais bonitos da Grécia, queremos entregá-lo aos  nossos filhos como nós os herdamos de nossos pais e avós!

• Por dar à nossa terra novas oportunidades! As minas não são a única possibilidade.

Habitantes de Calcídica preocupados e em luta

http://respentza.blogspot.com/

Tradução > Liberdade à Solta

agência de notícias anarquistas-ana

Cachorro vadio
À sombra da quaresmeira
Dorme sobre flores

Tony Marques

Cutrale derruba 15 mil pés de laranja por dia

Friday, May 7th, 2010

4 de maio de 2010

Da Página do MST

O presidente da Associação Brasileira de Citricultores (Associtrus), Flávio Viegas, afirmou que em 15 anos foram derrubados 80 milhões de pés de laranja por 20 mil produtores, por causa do cartel formado pela empresa Cutrale, em entrevista à Revista Dinheiro Rural, do mês de abril.

De acordo com o ex-empresário Dino Tofini, o cartel do suco de laranja foi criado a partir de idéia de José Luís Cutrale (sócio-proprietário da Cutrale e filho do fundados, José Cutrale Júnior, falecido em 2004), para permitir às empresas a compra de laranja pelo preço determinado pelo oligopólio.

As famílias do MST acampadas em Iaras, no interior de São Paulo, fizeram um protesto com a derrubada de 3 mil pés de laranja, pela retomada pela União de uma área de 2.700 hectares grilada pela Cutrale, de acordo com o Incra.

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[Peru] Pronunciamento libertário sobre os acontecimentos na Amazônia

Friday, August 21st, 2009

Pretendem que a gente viva uma farsa. O poder opressor (Capital, Estado etc.) não somente utiliza da violência física para nos controlar, mas também cria uma jaula invisível chamada “normalidade” para se apoderar do pensamento e das aspirações dos dominados, impedindo-os de ver a possibilidade de sua própria libertação. Quem desobedecer será sancionado socialmente como sonhador ou subversivo. Os meios de comunicação também são armas: disparam cortinas de fumaça para desviar a nossa atenção, e assim esquecemos as injustiças cotidianas. A imprensa maquia os fatos, os transforma em mercadoria, banaliza a morte. Por isso, enquanto as pessoas eram assassinadas em Bagua, rapidamente o sistema tratou, em primeiro plano, de fazer um teatro, exaltando novas glórias esportivas, com manchetes repletas de fervor patriótico: o vermelho da bandeira peruana se sobrepondo ao vermelho do sangue dos mortos no conflito ainda não resolvido na Amazônia…

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Contra todas as falácias ambientais que os políticos de turno tentam nos impor

Thursday, May 28th, 2009

Durante o “MegaPolo Cubatão 2009 – Fórum para o Desenvolvimento do Pólo Industrial de Cubatão”, realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital, e em entrevista ao jornal “A Tribuna”, da Baixada Santista, do dia 15 de maio, no Caderno Indústria, sob o título “Vamos mostrar que a Cidade é um mar de oportunidades”, a prefeita de Cubatão, Marcia Rosa (PT), disse: “Os problemas de poluição industrial foram superados” [em Cubatão]. Será?

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Petrobras é multada em R$ 30 milhões pelo vazamento de 2,3 mil litros de óleo no Recôncavo Baiano

Thursday, April 30th, 2009

Praticamente todos os dias o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão noticia efusivamente as descobertas, pela Petrobras e suas parceiras, à British Gas, à Petrogal, à Repsol-YPF e à Chevron, das gigantescas reservas de petróleo e gás da Bacia de Santos. Mas não diz que para prospectar petróleo em áreas de até 7 mil metros de profundidade, o conjunto de tal obra poderá provocar conseqüências impactantes ao meio ambiente.

E mais uma vez, seguindo sua tradição de omissão, silêncio e descaso, ou filtro informativo corporativo, ou medo de perder os anúncios da Petrobras, o programa de maior audiência no Brasil não noticiou que, ontem, 28 de abril, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente da Bahia, por meio do Instituto do Meio Ambiente (IMA), multou a Petrobras em R$ 30 milhões pelo vazamento de 2,3 mil litros de óleo, ocorrido no último dia 15, da Refinaria Landulfo Alves, no município de São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano. Por causa do grave acidente, o litoral dos municípios de São Franisco do Conde, Madre de Deus e da comunidade de Passé, em Candeias, foram manchados de óleo.

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Há nepotismo na Secretaria de Meio Ambiente de Cubatão…

Thursday, April 23rd, 2009

…ou tudo não passa do velho clientelismo político, dos tais acordos e jogos do poder tramados na calada da noite?

Não posso afirmar com todas as letras que há nepotismo na atual Secretaria de Meio Ambiente de Cubatão, porém, vemos casos, no mínimo, estranhos, que podemos classificar de clientelismo, corporativismo, fisiologismo, privilégio e apadrinhamento político. Fatos historicamente tão comuns na máquina pública cubatense, e presentes na atual administração petista da cidade, que se elegeu sob o mote da “moralidade pública”, de “novos tempos”, mas que na prática continua tão incoerente, tão hipócrita e apegada às velhas práticas políticas da cidade, e do Brasil.

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[Reino Unido] Ambientalista atira líquido verde contra ministro

Monday, March 9th, 2009

Uma ativista ambiental contrária à expansão do aeroporto de Heathrow atirou um líquido verde contra o ministro de Estado da Economia britânico, Peter Mandelson, ontem (6), no centro de Londres, quando ele chegava a uma conferência com o primeiro-ministro Gordon Brow, sobre a redução da emissão de CO2.

O ministro foi atacado pouco depois de ter estacionado seu carro, pela ecologista britânica Leila Deen, do grupo ambientalista “Plane Stupid”, que lançou uma pasta verde contra o rosto dele.

Leila, após o ataque, declarou a jornalistas que protestava contra as políticas hipócritas do governo para as mudanças climáticas e contra a construção de uma terceira pista no aeroporto londrino de Heathrow, e que o ministro está alinhado com os interesses dos negócios e não com os interesses do povo e do planeta, pelo que tomou aquela “ação direta” de sujá-lo.

Mais infos: www.planestupid.com

agência de notícias anarquistas-ana

Escava água
Grava fundo sua historia
Fazendo um rio

Regina Mello

Usinas de queima de lixo na Baixada Santista

Monday, February 9th, 2009

Dias atrás, a secretária estadual de Saneamento e Energia de São Paulo, Dilma Pena, esteve em Santos, na sede da Agência Metropolitana da Baixada Santista (Agem), projetando para o próximo ano (2010) a instalação de usinas de queima de lixo na Baixada Santista. Durante o encontro, um termo de convênio foi assinado entre o órgão estadual e as prefeituras da região, visando a elaboração de um estudo apontando quantas usinas, o valor e os locais apropriados para o serviço.

E nesta última quinta-feira (5), o jornal “A Tribuna”, que apóia este projeto sinistro, disse em editorial que “as usinas de queima de lixo, hoje, são equipadas com os mais modernos recursos da tecnologia e praticamente não emitem poluição”.

No meio desse labirinto de silêncio, estupidez, bunda-molismo (leia-se Baixada Santista) que sobre-vivemos, a carta abaixo foi encaminhada para a redação deste jornal. Enfim…

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