
Por: Ruivo Lopes
13/06/2013

Por: Ruivo Lopes
13/06/2013
de Brasil de Fato

Pela redução das tarifas do transporte público, cerca de 12 mil pessoas fecharam as ruas da capital paulista; policiais usaram da violência excessiva para dispersar manifestantes
12/06/2013
Eduardo Sales e José Francisco Neto
da Reportagem
Foto da capa: Mídia Ninja
Trabalhadores, estudantes, pessoas de diversas idades, partidárias ou não, saíram às ruas de São Paulo pelo terceiro dia para protestar contra o aumento das tarifas do transporte público. Nesta terça-feira (11), a capital paulista parou em meio ao ato que reuniu cerca de 12 mil manifestantes.
Mas o destaque ficou mesmo com a ação violenta da polícia militar do Estado de São Paulo. A Tropa de Choque da PM disparou tiros de balas de borracha, bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo nas pessoas quando o protesto, que ocorria de modo pacífico, já havia terminado.
O primeiro ato de violência policial ocorreu no terminal Parque D. Pedro, por volta das 19h30. Cinco viaturas da PM impediram que os manifestantes ocupassem a avenida Rangel Pestana por meio de bombas e balas de borracha. Várias pessoas ficaram feridas. A reportagem do Brasil de Fato presenciou ainda o cerco de três policiais a um deficiente físico, agredido com golpes de cassetetes, próximo à região da rua 15 de Novembro.
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| Policiais atiraram bombas de efeito moral e de gás lacrimogêneo nos manifestantes. Tiros de balas de borracha também feiram dezenas de pessoas. Foto: Paulo Ianone |
Com manifestações descentralizadas, grupos menores que tentavam seguir até a avenida Brigadeiro Luiz Antônio foram alvejados violentamente com uma sequência de tiros de armas com balas de borracha novamente. Exatamente no centro da cidade, bancas de jornal foram utilizadas para se proteger da violência dos policiais militares.
Mesmo após a agressão policial, diversos grupos conseguiram se reunir no início da Brigadeiro Luiz Antônio em direção à avenida Paulista. A passeata seguiu pacificamente, até o Masp, quando a polícia, novamente de modo agressivo, lançou uma sequência de dez bombas de efeito moral, gás de pimenta, atingindo até mesmo outros trabalhadores que retornavam para suas casas.
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| Manifestante entrega flores a PMs da Tropa de Choque paulista. Logo em seguida, é atingido por tiros de balas de borracha disparados pelos mesmos policiais. Foto: Rodrigo Soares |
Alguns manifestantes (na foto acima) chegaram a entregar flores para alguns policiais da Tropa de Choque. Logo em seguida, segundo o jornal Folha de S.Paulo, o que aparece em destaque na foto foi atingido por tiros de balas de borracha disparados pelos mesmos policias.
Sobrou até para um repórter do jornal Folha de S.Paulo. Leandro Machado foi detido durante o protesto na avenida Paulista. Mesmo apresentando o crachá da empresa em que trabalha, Machado foi levado para o 78º DP (Jardins) num carro da PM. No caminho, foi informado pelos policiais de que estava sendo detido por “atrapalhar a ação da polícia”. Fora o repórter, mais 20 pessoas foram detidas. Dessas, 13 ainda continuam presas, dez por formação de quadrilha e dano ao patrimônio (sem determinação de fiança), uma por dano ao patrimônio (fiança de 20 mil reais) e duas por dano ao patrimônio, descato e lesão, com fiança de R$3 mil.
Por sinal, outros dois repórteres sofreram consequências da ação policial. Apesar de estar identificado por um crachá, o jornalista Fernando Mellis levou um golpe de cassetete nas costas. O repórter do Brasil de Fato, José Francisco Neto, um dos autores dessa matéria, foi atingido por uma bala de borracha no braço.
Confira o vídeo em que mostra as cenas de violência por parte da PM durante o protesto. Crédito do vídeo: Leandro Caproni
A campanha contra o aumento da tarifa dos transportes púbicos em São Paulo começou na quinta-feira passada (6), com um protesto que fechou as avenidas 23 de Maio, Paulista e 9 de Julho. Outra manifestação ocorreu na sexta-feira (7). Nos dois dias também houve violência por parte da polícia militar.
Outro ato pela redução das tarifas do transporte público, que é organizado pelo Movimento Passe Livre, está marcado para a próxima quinta-feira (13) no Anhangabaú.
Fonte: http://www.brasildefato.com.br/node/13203
Nesta quinta passada (18/04) rolou pela rádio Cordel Libertário a segunda edição do programa Anarcopunk: Muito Além do Barulho. Esse projeto de rádio via web, de muita importância para as reflexões e debates sobre movimentações libertárias na atualidade, tem sido levado por companheirxs da Bahia já há alguns anos, e desde março começamos esta parceria com o programa, com a proposta de trazer temas e reflexões sobre as diversas lutas ligadas às movimentações anarcopunx mundo afora. A edição desse mês foi dedicada à temática Anarc@feminista, com participação das manas da Coletiva Anarcafeminista Marana (SP), Coletivo Minas Terrestres (SP), Ellen (SP) e Coletivo Ação Antisexista (Porto Alegre/RS). A transmissão foi ao vivo e durou mais de duas horas, com participação ativa da galera que estava ouvindo e fazendo suas perguntas pelo chat da rádio. A escolha do tema pra esse programa se deu em um momento em que grupos, coletivas e novas articulações anarc@feministas tem se formado e fortificado, possibilitando um fortalecimento importante das discussões sobre gênero, combate ao machismo e a misoginia, e tantas outras questões, a partir de uma perspectiva anarquista.
As coletivas de SP participaram todas reunidas em um mesmo local, o que tornou a transmissão ainda melhor, e nessas duas horas de programa as companheiras que participaram da transmissão falaram sobre seus coletivos, o que tem feito atualmente, um pouco sobre o histórico da atuação anarco-feminista no Brasil desde os anos 90, reflexões sobre questões de classe, raça e orientação sexual, machismo e agressões nos meios libertários e movimentos sociais, táticas de combate, e os principais desafios e dificuldades da movimentação anarco-feminista na atualidade. Por fim o tempo foi pouco e muitas perguntas ficaram de fora, deixando a vontade de seguir discutindo e compartilhando nossas idéias, o que nos faz pensar em próximas edições com estas temáticas. A transmissão terminou com uma poesia de uma companheira do Coletivo Minas Terrestres, e muita vontade de seguir estreitando os laços pra seguir juntas nesta luta!
PARA BAIXAR: Se você não pode ouvir a transmissão ao vivo e nem a reprise, agora já dá pra baixar o programa completo em mp3 por aqui: http://www.4shared.com/mp3/vzWNKnqK/Anarcafeminista.html
Outras transmissões da rádio com companheirxs anarquistas do mundo todo estão no arquivo de programas pra ouvir online ou pra fazer download: http://radiocordel-libertario.blogspot.com.br/p/programas-anteriores.html
Comunicado:
Nesse Sábado dia 20/04/2013 mesmo com alguns atrasos e chuva, a Banquinha Libertária – A Propriedade é um Roubo, foi armada pela primeira vez na Praça da Piedade em Salvador/BA, onde tivemos a experiência de colocar em prática a idéia de distribuir materiais libertários e anarquistas e também peças de bechó, no esquema “pegue e leve”, construindo desta maneira relações sem a mediação do dinheiro.
Pretendemos montar a Banquinha Libertária uma vez por mês na praça da piedade em salvador/ba, e que a partir de junho será sempre o primeiro sábado do mês.
Por isso quem tiver interesse apareça por lá.
CAMPANHA DE SOCIALIZAÇÃO DE MATERIAIS LIBERTÁRIOS E ANARQUISTAS:
Pedimos a todxs individualidades ou coletivos libertários e anarquistas, que compartilham do objetivo da banquinha libertária, mandarem seu material, seja presencialmente, nas datas que estivermos na praça da piedade, ou por email caso tenham em casa digitalizados zines, jornais, revistas ou mesmo livros libertários e anarquistas.
Nosso email é banquinhalibertaria@riseup
O Movimento Sem Terra (MST) e parte das famílias que transformaram em lar um latifúndio improdutivo abandonado e cheio de dívidas em Americana (126km de São Paulo) ocuparam desde ontem (15) a sede do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), localizada no bairro da Santa Cecília, centro de São Paulo.
Porque?
Porque desde 1996 os proprietários mantém esse pedaço de terra abandonado e sem pagar impostos, contrariando a constituição brasileira que obriga (obriga nada, aqui os ricos deitam e rolam) que toda propriedade tenha alguma finalidade. Desde 2005 essa famílias conseguiram a muito custo, com muito trabalho e luta transformar um enorme matagal em casa, transformar a terra abandonada em fonte de alimento, e tornaram um pedaço de terra que para o dono não é nada, em tudo para elas. O assentamento tem uma produção intensa e coletiva que serve de fonte de renda e alimentação pras famílias que ali moram.
E?
E depois de 17 anos de abandono, os proprietários (ricassos que arrendam terras griladas para empresas de cana de açúcar) resolveram que agora que essas famílias construíram uma vida ali, eles tem o direito de requerer na Justiça a posse do imóvel

(porque ir trabalhar lá nenhum deles vai). E o pior: a “Justiça” concedeu a posse ao proprietário caloteiro, e cedeu (como ju$tiça é boazinha, né?) 15 dias para que essas famílias saiam do terreno e deixem suas casas (construídas coletivamente), seu trabalho
(realizado coletivamente), e seus sonhos (sonhados coletivamente) para que um burguês possa passar de carro pela estrada e apontar pro mato e dizer ‘aquela terra é minha, eu não uso, não preciso, mas é minha’.
E como eu posso ajudar?
Você pode ajudar lutando por um mundo mais justo, onde a terra seja propriedade e responsabilidade de todos/as. Você pode ajudar

se solidarizando com as famílias do Assentamento Milton Santos e de TODAS as outras ocupações do campo e da cidade. Você pode ajudar indo até o INCRA e conhecendo a história de vida dessas famílias (porque a TV não vai te contar a verdade). Você pode ocupar também o INCRA. Você pode propor alguma atividade que dialogue com a luta dessas famílias e realiza-la na ocupação, no assentamento ou em qualquer lugar. Você pode contar pra outras pessoas a injustiça que essas famílias estão sofrendo.
O INCRA é localizado na Rua Doutor Brasílio Machado, 203, Santa Cecília, próximo ao metrô Mal. Deodoro.
Você pode saber mais sobre o assentamento através do site: http://www.assentamentomiltonsantos.com.br/
Ou da página no facebook:
https://www.facebook.com/AssentamentoMiltonSantos?group_id=0
Toda solidariedade às 68 famílias do Assentamento Milton Santos!
Morte a todos os latifundiários e burgueses!

A idéia era simples e direta: organizar um evento que reunisse a exibição de filmes e documentários recentes produzidos por anarquistas e punks mundo afora, ou com temática ligada a questões sociais e libertárias diversas, agregando ainda a realização de debates, palestras, oficinas e exposições fotográficas. Partimos da importância destas linguagens como ferramentas de luta e disseminação de idéias e discussões: a criatividade libertária tem cada vez mais adentrado o mundo das produções audiovisuais, seja por meio da criação de novos filmes e documentários, seja pela realização de cineclubes, festivais de filmes anarquistas, oficinas, etc. E tudo isto com olhares libertários, prática do faça-você-mesmx, poucos recursos e muito autodidatismo.
Foram meses de organização recebendo os filmes, confirmando as atividades, fechando a programação e todos os milhares de detalhes pra que tudo desse certo. E no decorrer desse tempo já ficamos muito contentes com a quantidade de filmes inscritos, e em perceber que, para além dos que já conhecíamos, têm surgido diversos novos projetos de produção audiovisual anarquista em muitos lugares, cineclubes libertários, e tantas outras movidas relacionadas a esta linguagem. A dificuldade para encaixar tudo isto em uma programação de dois dias foi imensa, e assim o festival ganhou 1 dia a mais, ficando então com 3 dias de duração e tendo como espaço o novo Centro Anarquista Ação Direta.
Estes meses de organização passaram voando e logo chegou o festival: muita chuva caindo durante todo o final de semana, o que para nossa surpresa não impediu que muita gente passasse por lá durante todos os dias, participando das atividades, vendo os filmes, debatendo, levando rango vegano, materiais libertários, e ajudando com a organização e realização do evento de todas as formas.
A sexta-feira começou muito bem, com estréia do documentário Punk In África por aqui, exibição do Relatos de uma Cena Anarcopunk, e, pra fechar da melhor forma, mais uma edição do sarau Sangue, Suor e Poesia Libertária, com uma mesa recheada de livros de poesia libertária, periférica e popular, muitas companheiras recitando poesias anarco-feministas, e um clima muito massa de confraternização.
Sábado e domingo foram dias de programação intensa. Na sala principal do espaço, diversas banquinhas de material e rango vegano, camisetas do festival, e muitas exposições: fotografias de grafites e pixos libertários pelo mundo por Ruivo Lopes; fotografias da ocupação São João dentre outras, de Elaine Campos; fotos com pinhole, por Jefferson Andrade; cartazes de festivais de filme anarquista pelo mundo; projeções de fotografias de movimentações sem-teto e manifestações populares, por Anderson Barbosa; e mais fotografias de Avelino Regicida, e imagens de manifestações como o A20, N9, S29, dentre outras.
Logo no início das atividades do sábado, a companheira Elaine Campos, da Coletiva Anarcafeminista Marana, deu uma oficina de fotografia faça-você-mesm@, com ótimas
reflexões sobre como construímos nossos olhares, e a forma como damos direcionamento às nossas imagens. As fotografias tiradas durante este dia foram projetadas no dia seguinte. No andar de cima, uma sala de exibição. E, no quintal, no espaço onde será a futura biblioteca do Centro Anarquista Ação Direta, outra sala exibindo simultaneamente.
Assim foram 18 filmes exibidos neste dia: From The Back Of The Room (EUA); Desalojo
Ilegal da Ocupação Abu-Jamal (RJ); A Céu Aberto (Venezuela); Fabricação Artesanal de Carvão de Coco Babaçu (MA); Lúcio: Anarquista, assaltante, falsificador, mas sobretudo pedreiro (Espanha); Barulho Bom (CE); Ecos de Revolta – Exibição Vide Urbe (RJ); Noite do Horror (BA); Unindo Quebradas (SP); Filme Plágio (SP); Ciclovida: Lifecycle (CE); Torcendo pelo time da casa (CE); Vozes de um Cárcere (SP); Na Prisão Minha Vida Inteira (EUA); El Ocaso Del Miedo (Chile); e ainda as estréias dos filmes Squat Toren (CE); Caixa Postal 195 (SP) e Todo Fim É Um Começo (SP). Xs companheirxs do coletivo Ciclovida-SP ainda fizeram uma discussão sobre a expansão do agronegócio e a perspectiva de resistência através do resgate, partilha e preservação das sementes crioulas, relacionando esta perspectiva a uma busca por maior autonomia no campo e na
cidade. O lançamento de Todo Fim É um Começo também teve sala cheia, e foi seguido de um debate sobre experiências em espaços autônomos e libertários, com participação de companheirxs do Coletivo Cultive Resistência/Espaço Impróprio, Ativismo ABC, ex-integrantes do espaço Ay Carmela, dentre outrxs, que trouxeram a tona ótimas reflexões sobre nossas atuais experiências de gestão e atuação anarquista nestes espaços.
O domingo começou sem chuva, o que permitiu que logo após a primeira exibição do dia, do filme Escolarizando o mundo: O último fardo do homem branco, todxs pudessem sentar em roda no quintal para debater sobre educação com companheirxs do Ativismo ABC e Coletivo Desescolarizar. Enquanto isso, a sala 2 exibia o A Cultura em Luta Pela Paz, e, logo em seguida, foi espaço para uma intervenção/debate a partir da ação de mulheres lésbicas e feministas, sobre agressões e violência machista nos movimentos sociais e no meio anarquista/punk. Outros filmes que passaram durante o dia
foram: Não São Um Por Cento: Anarquistas em Carrara; Crass: There Is No Authority But Yourself; Tid; Ugra the Karma; um workshop com Daniel Fagundes, do Núcleo de Comunicação Alternativa, sobre vídeo popular e representações, e uma troca de idéias com xs companheirxs da Biblioteca Terra Livre sobre as experiências acumuladas durante os 2 anos de realização do Cineclube Terra Livre, que aconteceu logo após a exibição do documentário Indomables: Uma Historia de Mujeres Libres, e do qual também pudemos participar agregando nossas experiências.
Enfim, foram três dias muito bons, bastante gente circulando, um clima de confraternização constante, e melhor ainda, muita gente se dispondo a apoiar, ajudar e se envolver da forma que pode, tornando este festival uma construção e realização coletiva!
Queríamos agradecer muito a todas essas pessoas, que apoiaram das mais diversas formas! Ao Centro Anarquista Ação Direta por ceder o espaço e pela enorme receptividade e confiança; Projeto Espremedor, Projeto Ocupação Cultural, CICAS e Quilombrasa pelo apoio com os equipos; Espaço Osomdoqsomos e Toddy pelas cadeiras; Biblioteca Terra Livre, Ativismo ABC, Coletivo Desescolarizar, Ciclovida-SP, Daniel & Núcleo de Comunicação Alternativa, Coletivo Cultive Resistência, Jefferson, Anderson, Elaine, Ruivo & Sarau Sangue, Suor e Poesia Libertária; MAP-SP; Gritão pelos catálogos; Valter Alves
pela exposição enviada pelo correio, Agenda da Periferia pela divulgação, toda galera que enviou filmes, traduziu, legendou, terminou e compartilhou seu vídeo e suas idéias pra podermos exibir durante o festival, toda galera que ajudou nas banquinhas, levou rango vegano, recitou poesias, ajudou a telar as camisetas, limpar o espaço, carregar as coisas, exibir os filmes, enfim… sem todxs isso não teria sido possível! Ano que vem tem mais!
Fonte: http://www.portalflm.com.br/noticias/policia-impede-entrada-de-agua-e-comida-para-familias-sem-teto/2687
Comunicado:
24/11/12 às 17:54
“As famílias sem-teto que ocuparam o edifício do antigo hotel Cambridge, na madrugada deste sábado, estão sendo mantidas num espécie de cárcere privado. Por determinação do governador Geraldo Alckmin elas estão impedidas de receber água é comida.
O prédio que fica na av. Nove de Julho, 216, está abandonado por mais de dez anos. Na placa consta que foi desapropriado pela prefeitura porém passados cinco anos as reformas necessárias para transformá-lo em moradia de interesse social não foram feitas.
É mais um entre as centenas de imóveis abandonado, depredados, desperdiçados enquanto as famílias de baixa renda não conseguem encontrar opção de moradia, com prestações que sejam condizentes com seus salários abaixo de três mínimos.
Não queremos morar de graça! Lutamos por política de moradia para pobres na cidade de São Paulo, com prestações que caibam em nosso bolso!
Gostaríamos de saber porquê o governador está se empenhando numa demanda entre os cidadãos e a prefeitura? O Capitão Kirio informou que a ordem de impedir a entrada de alimentos e comida para os sem-teto partiu do palácio dos Bandeirantes.”
Logo após a X Marcha da Consciência Negra, dando continuidade à luta contra o racismo e o massacre sistemático que vem ocorrendo contra o povo negro e pobre nas periferias da cidade, aconteceu hoje (22) em São Paulo um ato organizado pelo
Comitê Contra o Genocídio da População Negra e a Frente Ampliada e Unificada Contra o Genocídio de Pobres, Pretos e Periféricos, somando dezenas de organizações envolvidas.
O ato começou as 10 da manhã na Praça da Sé, com diversas falas de companheirxs contra o governo assassino e racista de Geraldo Alckmin, as inúmeras mortes que vem sendo levadas a cabo pela polícia nas periferias diariamente, e as políticas de higienização social e genocídio sistemático da população.
Saindo em marcha logo depois, o ato seguiu em caminhada até o prédio da Secretaria de (in)Justiça, ocupando o saguão de entrada durante várias horas, com muita revolta, falas de indignação, depoimentos de mães que tiveram seus filhos assassinados pela policia, poesias e canto.
Algumas das reivindicações do manifesto distribuído durante o ato são o fim da ROTA, a
desmilitarização das polícias, o imediato levantamento das identidades, BO´s, Certidões de óbito e Causa Morte de todas as vítimas Civis assassinadas a bala no Estado de SP em 2012, dentre outros pontos.
Do alto do palácio da (in)justiça o que foi perceptível foi mais uma vez o descaso, a enrolação e o “deixa pra depois”. Reivindicou-se que o novo secretário de
Segurança Pública, Fernando Grella, se apresentasse para um diálogo público com xs manifestantes, porém depois de horas com justificativas desencontradas, a palavra final foi de que o secretário estava em reunião e que não poderia ir, mas que participaria em uma “futura data” de reunião para discutir essas questões.
Entra hoje um novo secretário de Segurança Pública, porém seu discurso deixa claro que as coisas vão seguir da mesma forma: diz que será o primeiro aliado da polícia e que não haverá ruptura com a atual política de segurança.
A manifestação acabou por volta das 16 horas, retornando para a Praça da Sé, e as movimentações e articulações de combate a este genocídio sistemático e cotidiano seguirão adiante!
Nos últimos anos tem se intensificado cada vez mais a realização de feiras anarquistas no Brasil, em eventos caracterizados por difusão de materiais e produções libertárias, realização de debates e atividades, e ampla circulação e participação de pessoas de diversas partes.
Estes encontros tem propiciado um espaço muito importante de convivência coletiva, compartilhamento de idéias, iniciativas e reflexões, e tem gerado possibilidades de aproximação e parcerias entre grupos, companheir@s e projetos anarquistas da atualidade.
Na cidade de São Paulo (SP), no início de novembro, irá acontecer a 3a Feira Anarquista, com organização d@s companheir@s do Ativismo ABC e Biblioteca Terra
Livre. Em Porto Alegre (RS) a 3a edição da Feira do Livro Anarquista acontece também em novembro, tomando proporções cada vez maiores e agregando intervenções de companheir@s anarquistas de diversas partes do Brasil.
No dia 20 de outubro, seguindo neste mesmo rumo, aconteceu a primeira Feira Anarquista em Natal (RN), organizada por anarcopunks e libertári@s da região, e com participação de coletivos e pessoas de João Pessoa/PB, Campina Grande/PB, Recife/PE, São Paulo/SP, dentre outros.
A feira aconteceu em praça pública numa região central da cidade, se iniciando pela manhã com um café da manhã coletivo e um debate sobre anarquismo na atualidade, com apresentação inicial de tod@s @s
presentes, que falaram um pouco sobre seus projetos, grupos e formas de atuação.
No almoço tod@s puderam se deliciar com uma feijoada vegana preparada por vári@s companheir@s e que foi distribuída gratuitamente pra tod@s que estavam na praça, e em seguida as banquinhas de materiais começaram a ser montadas, com zines, livros, camisetas, filmes, patches, artesanato e tudo o mais que a criatividade libertária
pode trazer.
Quem por ali passava já podia ver à distância as bandeiras negras e faixas com dizeres anarquistas,
e pouco a pouco mais pessoas foram se aproximando. Durante todo o dia circularam muitas pessoas, e aconteceu ainda uma intervenção teatral do grupo Cruor e uma oficina de confecção de livros artesanais que a Imprensa Marginal teve a oportunidade de dar, falando um pouco sobre algumas das técnicas e possibilidades, e partindo depois para a prática (cortar, furar, costurar…).
A feira seguiu durante toda a tarde e noite, em um clima de confraternização e companheirismo, e terminou com um enorme sentimento de satisfação de tod@s que puderam estar ali. A proposta é que a Feira Anarquista em Natal aconteça também anualmente, fortalecendo ainda mais estes encontros que cada vez mais tem acontecido em diversas partes. E que venham mais feiras anarquistas!
Outubro de 2012,
Imprensa Marginal
* Veja o vídeo produzido pel@s companheir@s de Natal e João Pessoa com imagens da feira: