Na abertura do forum social mundial de 2010, uma convergência de colêtivos autônomos de Porto Alegre tomou a iniciativa de organizar uma marcha paralela à marcha oficial do FSM. Os grupos participantes foram o Coletivo Anarcopunk Mentes Plurais, o Coletivo Mulheres Rebeldes, o Coletivo Corpos em Revolta, Coletivo Ação Anti-Sexista, a Resistência Popular e participantes da Comunidade Autônoma Utopia e Luta. Decidimos focar nos pontos que tinhamos em comum, e que, ao mesmo tempo, sentiamos que eram pontos que nao por acaso eram negligenciados pelo forum, como os principios da autonomia, da critica radical de genêro, do feminismo radical e queer, os principios libertários e outros.

Ficamos muito contentes porque o ato atraiu bastantes pessoas que se identificaram com a nossa proposta e que talvez, assim como nós, estavam se sentindo desafinizadxs com tantas bandeiras iguais e siglas vazias da marcha oficial. A marcha oficial, como de costume, estava formada por bandeiras de partidos políticos e de centrais sindicais pelegas, e em nada contribuia para a construção da autonomia popular que nós tanto buscamos. Organizamos uma manifestação com batucada e três faixas, uma na frente e outras duas nos lados delimitando o bloco. Os gritos falavam sobre autonomia, feminismo e antissexismo, acompanhados pelas batidas dos tambores.
Além do ato, organizamos no dia seguinte uma oficina/bate-papo sobre o estupro, no acampamento da juventude em Novo Hamburgo, visando atingir as mulheres e homens lá presentes. Escolhemos o local, pelo fato de que nos acampamentos do Fórum Social Mundial muitas mulheres sofrem abuso sexual, tanto fisíco como psicológico, e este fato ser sempre abafado pela organização do fórum para não prejudicar a sua imagem. A oficina foi muito legal e super produtiva, contando com varias pessoas falando sobre este tema que apesar de cotidiano é praticamente um tabu na nossa sociedade.
Nosso desejo em costruir um novo mundo vai além das propostas reformistas do Fórum Social Mundial. Acreditamos que não sera possível um verdadeira mundança aliando-se a multinacionais ou ao estado, e o que faz mesmo a diferença é a coletividade sem fronteiras visando a autogestão de nossas vidas, corpos e mentes.
Para ver um video feito da manifestação, clique aqui.




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