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Monthly Archives: December 2011
Filme: Liga Juvenil Anti-Sexo
Acaba de sair o documentário curta-metragem “Liga Juvenil Anti-Sexo” (2011, 18min.), uma parceria da Imprensa Marginal/Anarco.Filmes com o Coletivo Cultive Resistência. O cenário é o extinto Espaço Impróprio, região central da caótica cidade de São Paulo. O contexto, três dias de intensas discussões sobre gênero e sexualidade. O foco, as muitas perspectivas, rupturas, idéias, debates, propostas, problematizações e diferentes opiniões que envolvem as discussões de gênero, sexualidade, identidade, orientação sexual, queer, feminismo e pornografia de uma perspectiva libertária. É uma produção totalmente Faça-Você-Mesm@, levando-se em conta todo o processo de filmagem, edição e montagem das caixas. O filme foi lançado este mês, durante o evento “Noite das Peculiaridades”, com organização do Coletivo Cultive Resistência. Para saber como pegar uma cópia, entre em contato!
Editora e Distribuidora Anarco-Punk Imprensa Marginal – imprensa_marginal@yahoo.com.br | anarcopunk.org/imprensamarginal
Coletivo Cultive Resistência – cultiveresistencia@gmail.com | cultiveresistencia.org
* Liga Juvenil Anti-Sexo é um evento de convergência que pretende trazer para o debate diversos temas relacionados a sexualidade, gênero, corpo, saúde, consentimento, feminismo e queer. O objetivo é reunir indivíduos e coletivos dispostos a compartilhar suas idéias, suas experiências, suas músicas, seus vídeos, suas performances, suas opiniões, seus medos, suas táticas, suas dúvidas ou seu silêncio. E, assim, contribuindo como uma rede de apoio, fazer circular sementes de uma cultura para além das regras escritas e não-escritas do patriarcado hétero e branco.
O nome do evento foi extraído do livro 1984, de George Orwell. Nele, a personagem Júlia tem uma vida dividida entre dois papéis, sendo um a de membro ativo de um grupo chamado Liga Juvenil Anti-Sexo, que promove o controle de um estado ditatorial que se ramifica inclusive sobre a sexualidade de seus cidadãos – qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência. Seu segundo papel é de amante promíscua, rebelde e corruptora desse sistema. E assim, uma inspiração para todxs xs descontentes com os rígidos papéis e dualidades que nos imputam desde que nascemos. Não importa o quanto tenhamos que nos submeter aos padrões e normas do dia a dia, é importante alimentar a chama que corrompe esse sistema para que ela escape pela primeira fresta que surgir para consumir toda sua estrutura.
O projeto foi iniciado pelo coletivo Você Tem que Desistir e em maio de 2010 teve sua primeira edição. Não tinha muito como proposta se firmar com uma periodicidade, mas uma segunda edição foi em novembro daquele mesmo ano. Em 2011, com o fim do VTQD, o projeto continua a ser levado a diante pelo coletivo Cultive Resistência, que em parceria com a Imprensa Marginal está lançando este DVD que registra um pouco dos temas e das principais questões que fermentaram durante a segunda edição do evento.
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Um relato sobre a 2ª edição da Feira Anarquista de São Paulo
No último domingo, 4 de dezembro, aconteceu a 2ª Feira Anarquista de São Paulo, organizada pela Biblioteca Terra Livre e Ativismo ABC e com participação de grupos e indivíduos de diversas localidades.
A primeira edição da feira aconteceu em 2006 no mesmo local, com presença de cerca de 1000 pessoas durante todo o dia. A segunda edição, cinco anos depois, não ficou pra trás em quantidade de pessoas presentes. Das 10 da manhã às 20hs, centenas de pessoas passaram pelo Tendal da Lapa para participar dos debates, filmes, lançamento de livros, apresentações musicais, teatrais e exposições, por vezes deixando apertado o enorme espaço do galpão.
Durante toda a programação aconteceram atividades como os debates “Perspectivas do Anarquismo e dos Movimentos Sociais na França”, “Movimento Estudantil e Autogestão no Chile”, “Ocupe o Mundo: o movimento mundial de ocupações e sua relação com princípios e práticas do anarquismo histórico”, “Arte e Anarquia”, exibição dos filmes “Flor do Asfalto”, “Louise Michel, a rebelde”, “A Patagônia Rebelde”, dentre muitas outras. Participaram destas atividades os grupos Ativismo ABC, Biblioteca Terra Livre, Núcleo Anarquista de Curitiba, Ordinária Hit, Grupo de Estudios José Domingo Gomez Rojas, Ocupa Sampa, OASL, Beatriz Tragtenberg, Ronald Creagh (França), Philiipe Peletier (França), e muitos mais.
Materiais libertários foram expostos nas diversas bancas de editoras libertárias e distribuidoras, com livros, zines, jornais, revistas e publicações anarquistas, quadrinhos, materiais de livre distribuição, discos, camisetas, filmes, e tudo o mais que a criatividade libertária pode dar vida nos últimos tempos. Havia materiais das editoras Imaginário (São Paulo), Achiamé (Rio de Janeiro), Deriva (Porto Alegre), Faísca (São Paulo), Imprensa Marginal (São Paulo), Edições Negras Tormentas e Ativismo ABC (Santo André/SP), Distribuidora No Gods No Masters (São Paulo), Centro de Cultura Social, MAP-SP, Biblioteca Terra Livre, e por aí vai…! Companheiros de Sorocaba, interior de São Paulo, também filmaram as atividades e entrevistaram algumas das pessoas presentes para a realização de um documentário sobre a feira.
Assim como a segunda edição da Feira do Livro Anarquista de Porto Alegre, organizada há menos de um mês, a feira de São Paulo contou com a participação de pessoas de diversos lugares do Brasil e do mundo – seja na realização de atividades durante a feira, seja participando do evento. Desta forma, estas feiras tem tido o papel não só de difundir e discutir o anarquismo na atualidade, promovendo as publicações e produções libertárias, mas também tem se tornado um importante espaço de troca de experiências, contatos, idéias, projetos, propostas e de reunião e aproximação das diversas iniciativas anarquistas mundo afora. Que venham outras muitas!
A lista completa de coletivos e editoras participantes e também as atividades que aconteceram durante o dia estão disponíveis no site http://feiranarquistasp.wordpress.com.
por Imprensa Marginal – Editora e Distribuidora Anarcopunk
agência de notícias anarquistas-ana
no despenhadeiro
a sombra da pedra
cai primeiro
Carlos Seabra
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