Archive for the ‘Livros – Aldous Huxley’ Category

Regresso ao Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Monday, February 9th, 2009

huxley“Em 1931, quando a Admirável Mundo Novo estava para ser escrito, achava-me convencido de que restava ainda muito tempo.
A sociedade completamente organizada, o sistema científico das castas, a abolição da vontade livre através de um condicionamento comedido, a servidão que se tornara aceitável através de doses regulares de felicidade artificialmente transmitidas, as ortodoxias propagadas em cursos noturnos
ministrados enquanto se dorme – estas coisas aproximavam-se tais eu as dizia, mas não chegariam no meu tempo, nem mesmo no tempo dos meus netos. Esqueci a data exata dos acontecimentos registrados no Admirável Mundo Novo; ocorreram, contudo. lá pelos séculos VI ou VII d. F. (depois de Ford). Nós, que vivíamos na segunda metade do século XX d. C., éramos os habitantes de um universo na realidade horrível; porém, o pesadelo daqueles anos de depressão era totalmente diferente do pesadelo do futuro, descrito no Admirável Mundo Novo.”

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http://anarcopunk.org/biblioteca/wp-content/uploads/2009/02/aldous-huxley-regresso-ao-admirac2a1vel-mundo-novo.pdf

Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

Tuesday, January 20th, 2009

huxley“(…) O tema do Admirável Mundo Novo não é o progresso da ciência propriamente dita – é o progresso da ciência no que diz respeito aos indivíduos humanos. Os triunfos da química, da física e da arte do engenheiro são considerados tacitamente como progredindo com normalidade. Os únicos progressos científicos que são explicitamente descritos são aqueles que interessam à aplicação aos seres humanos das futuras pesquisas em biologia, fisiologia e psicologia. É unicamente devido às ciências da vida que a vida poderá ser modificada radicalmente. As ciências da matéria podem ser aplicadas de tal maneira que destruam a vida ou que tornem a existência inadmissivelmente complexa e inconfortável; mas, – a não ser que sejam utilizadas como instrumentos pelos biólogos e psicólogos, são impotentes para modificar as formas e as expressões naturais da própria vida. A libertação da energia atómica assinala uma grande revolução na história humana, mas não (a não ser que nos façamos saltar em pedaços e punhamos, assim, fim à história) a revolução final e a mais profunda.
A revolução verdadeiramente revolucionária realizar-se-á não no mundo exterior, mas na alma e na carne dos seres humanos.”

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