Archive for the ‘Anarquismo’ Category

[artigo] Ação e militância anarquista nas manifestações operárias de 1917

Thursday, April 4th, 2013

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por Kauan Dos Santos* [agradecemos a contribuição com a biblioteca do site!]

Resumo:

Este artigo tem como objetivo mostrar a importância que os anarquistas exerceram por meio de estratégias políticas e de propaganda no movimento operário em São Paulo no ano de 1917. Muitas vezes esquecidos ou nomeados de “pré-políticos” e “utópicos”, é ressaltado a ação destes que construíram e fizeram parte de uma cultura política complexa e ideologicamente justificada. Analisando suas propostas de organização, contesto todo o tipo de afirmação que pressupõem um modo como a classe deveria ser, distorcendo a consciência real que os trabalhadores pudessem possuir[1]. Em outras palavras, influenciado principalmente por Thompson[2], atento para a importância do ”auto fazer-se” da classe operária. Nessa visão é evidenciada a história do movimento operário como resultado de lutas concretas e adaptado à condições materiais precisas. Nesse viés, o anarquismo e outras ideologias ou teorias políticas dentro do movimento operário passam a ter destaque como possíveis formas de resistência para o momento estudado. Estudar suas razões, formas de manifestações, adaptações e complexidade se tornam o novo alvo para a construção de uma História do Movimento Operário no Brasil e no mundo.

Palavras-chaves: Anarquismo. Sindicalismo. Imprensa e Movimento operário. Militância.


* Graduando em História pela Universidade Federal de São Paulo. Integra o grupo de pesquisa “História, Memória e Patrimônio do Trabalho” na mesma instituição.

[1] De acordo com a linha de raciocínio de HALL, Michael; PINHEIRO, Paulo. “Alargando a História da Classe Operária: Organização, Lutas e Controle.” Coleção Remate de Males .n 5, 1985. pp. 96-120

[2] THOMPSON, Edward Palmer. A Formação da Classe Operária Inglesa: A Árvore da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. vol. 1.

Internazionale

Saturday, September 15th, 2012

Quadrinhos (em espanhol) sobre a Internacional

Textos clássicos anarquistas

Tuesday, July 24th, 2012
Comunicado:

O Núcleo de Estudos Libertários Carlo Aldegheri (Guarujá) iniciou a publicação de textos clássicos anarquistas que foram publicados em periódicos brasileiros do século passado. Nossa intenção é divulgar o máximo possível esses artigos (alguns não muito conhecidos), com o intuito de resgatar nossa história política e ao mesmo tempo colaborar para uma leitura e compreensão atualizada de nossas idéias.

Começamos com os seguintes textos: “A Ordem” de Piotr Kropotkin, “O Que Nós Queremos” de Sébastian Faure, “O Que Não Queremos” de Pierre-Joseph Proudhon, “Élisée Reclus Fala Aos Jovens” do próprio.

São artigos curtos, porém, que demonstram com muita objetividade os princípios e práticas do anarquismo.

Esperamos que a leitura desses escritos inspirem à todos/as, sintam-se livres para deixarem comentários, críticas e/ou sugestões, e compartilhem se gostarem, ajudando-nos, assim, com a divulgação…

Link: http://nelcarloaldegheri.blogspot.com.br/

O Libertário – jan/fev 2011

Monday, February 14th, 2011

Edição Janeiro/Fevereiro 2011 do jornal O Libertário,
click no link abaixo e faça download :

http://www.4shared.com/document/Cv_UlJwR/OLibertarioJanFev2011.html

Distribua a versão impressa de O Libertário e contribua com o
fortalecimento do
Anarquismo em nossa região.

Pacote distribuição 10 exemplares – 8 reais
Pacote distribuição 20 exemplares – 14 reais

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Info em Ação #2

Monday, February 14th, 2011

Copa do Mundo 2014 – O estado de exceção já começou!

Novo Boletim da ORL (Fortaleza/CE), com os ultimos informes sobre os impactos negativos da Copa do Mundo de Futebol em Fortaleza e as estrategias Ditadorias do governador Cid Gomes.

Download em PDF

Informativo da ORL-Copa do Mundo e luta das comunidades

Wednesday, October 6th, 2010

Em meados de 2009 Fortaleza foi escolhida para ser uma das 12 subsedes da Copa do Mundo de 2014 no Brasil. O credenciamento da capital cearense deve-se ao esforço conjunto do Governo do Estado e da Prefeitura Municipal, que apresentaram à FIFA um mega-plano contendo nada menos que 86 projetos, divididos em sete áreas de investimento (estádios, turismo, transporte e mobilidade, saneamento e meio ambiente, segurança, saúde, energia e telecomunicações), com um orçamento inicial de quase R$ 9,3 bilhões, a maior parte de dinheiropúblico.

A exemplo do que aconteceu na Copa da África do Sul, nas Olimpíadas de Pequim e no Pan-Americano do Rio, o Governo do Estado e a Prefeitura já ameaçam remover milhares de famílias pobres de suas moradias para dar lugar a obras de infra-estrutura e de embelezamento urbano, como parte do plano de preparação de Fortaleza para a Copa de 2014. Estima-se que pelo menos 20 mil famílias serão removidas somente em decorrência do alargamento da Via Expressa e da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), obras que têm como objetivo servir como principal corredor de transporte da Copa, ligando a zona hoteleira da cidade diretamente às portas do Estádio Castelão.

Leia o texto completo no Info em Ação #1 (PDF)

Livros em PDF da Editora Faísca

Friday, October 1st, 2010

SOBRE A POLÍTICA DE ALIANÇAS – Problemas em torno da construção de um pólo libertário de luta

José Antonio Gutiérrez Danton

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DA PERIFERIA PARA O CENTRO – Sujeito Revolucionário e Transformação Social

Felipe Corrêa

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REVOLUÇÃO CUBANA – Mais à esquerda que o Castrismo

Júnior Bellé

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POLÍTICA ANARQUISTA E AÇÃO DIRETA

Rob Sparrow

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DE MOVIMENTO A PARTIDO POLÍTICO – Notas sobre alguns Movimentos Verdes Europeus

Janet Biehl

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EM TORNO DA VIGÊNCIA DO SOCIALISMO LIBERTÁRIO / DEFINIÇÕES DE UM COMPANHEIRO

Gerardo Gatti

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FEMINISMO, CLASSE E ANARQUISMO

Deirdre Hogan
Revolutionary Anarcha-Feminist Group (RAG)

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DOMINGOS PASSOS: O “BAKUNIN BRASILEIRO”

Renato Ramos & Alexandre Samis


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HUERTA GRANDE – A IMPORTÂNCIA DA TEORIA

Federação Anarquista Uruguaia – FAU

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O QUE É IDEOLOGIA?

Federação Anarquista Uruguaia – FAU

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ANARQUISMO E ANARQUIA

Errico Malatesta

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O QUE É ANARQUISMO?

Nicolas Walter

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O Libertário – novembro/dezembro

Monday, November 23rd, 2009

20080120_singuerlin_020Edição novembro/dezembro do jornal O Libertário, informativo do coletivo Para Além do Estado e do Mercado/PAEM, agrupamento Anarquista de Dourados/MS:

Clique aqui para baixar: http://www.armazenaweb.com.br/MU35C2UV09DZ/OLibertarioNovDez2009.pdf.html

Contatos com o coletivo: A/C Miguel Bacunin
Caixa Postal: 17
Cep: 79804-970
Dourados/MS

Informativo 1 do Coletivo Anarcopunk Mentes Plurais – RS

Saturday, April 4th, 2009

Buenos Aires

Aqui você pode ter acesso ao informativo produzido pelo coletivo. Ele está no seu 1º número e pode ser acessado para download no endereço abaixo:

Informativo nº 1

(Download via Rapid Share)

O Libertário – info anarquista

Tuesday, February 17th, 2009

Boletim do Coletivo para Além do Estado e do Mercado (PAEM), de Dourados/MS.

Fevereiro de 2009

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Os caminhos do poder, de Noam Chomsky

Tuesday, February 10th, 2009

“Os movimentos populares de resistência à autocracia capitalista de Estado, e suas vozes eloqüentes, têm muito a nos ensinar sobre os objetivos e visões de pessoas comuns, sua compreensão e suas aspirações. O primeiro grande estudo sobre a imprensa trabalhista da metade do século XIX (e, até onde tenho conhecimento, o único) foi publicado há 70 anos por Noram Ware.
É uma leitura esclarecedora hoje em dia, ou seria, se fosse conhecida. Ware enfoca os jornais estabelecidos e coordenados pela mecânica e pelas “garotas de fábrica” nas cidades industriais próximas de Boston, “a Atenas da América” e lar de suas maiores universidades. As cidades ainda estão lá, bastante desmoralizadas e decaindo, mas não mais do que as visões animadoras das pessoas que as construíram e colocaram as fundações da riqueza e do poder americanos” (…)

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Bakunin por Bakunin

Monday, February 9th, 2009

bakunin_021“Se eu mereci a condenação à morte? De acordo com as leis, pelo que eu pude compreender da explicação de meu advogado, sim. Segundo a minha consciência, não. As leis estão raramente de acordo com a história e permanecem quase sempre atrás dela. Eis porque há agitações sobre a terra e sempre haverá. Eu agi segundo minha melhor convicção e nada busquei para mim mesmo. Fracassei como tantos outros, e alguns melhores, antes de mim, mas o que quis não pode perecer, não porque eu o quis, mas porque aquilo que eu quis é necessário, inevitável. Cedo ou tarde, com maior ou menor sacrifício, isso virá, no sentido de seu direito, de sua realização. Este é o meu consolo, minha força e minha fé.”

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Autogestão, Gestão Operária, Gestão Direta, por Maurice Joyeux

Monday, February 9th, 2009

“A prática da autogestão exige reflexão sobre os múltiplos problemas, grandes e pequenos, que levanta. Foi com a finalidade de fomentar esta reflexão que traduzimos o texto de Maurice Joyeux.
Joyeux nasceu em Paris em 1910. Serralheiro, desde cedo militante sindicalista e libertário, participa há mais de quarenta anos no movimento operário do seu país. Várias vezes preso, uma delas no inicio da 2.° Guerra Mundial por ser objetor de consciência, tem colaborado ativamente, desde
1945, em diversos jornais e revistas sindicalistas e anarquistas. Membro do grupo Louise Michel, foi o principal impulsionador da revista libertária “La Rue” editada por aquele grupo desde 1968. É também autor de vários livros: “O consulado polaco” (romance), “O denunciante” (peça teatral), “A anarquia e a sociedade moderna” e “A anarquia e a revolta da juventude” (ensaios). Os dois últimos merecem uma menção muito especial.”

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Anarquia Através dos Tempos, de Max Nettlau

Monday, February 9th, 2009

“A história da idéia anarquista é inseparável da história do desenvolvimento, do progresso e das aspirações de melhoria dos povos, ambiente propício que deu origem a esta compreensão de vida livre, própria dos anarquistas, que só é possível mediante uma ruptura completa dos laços autoritários e, ao mesmo tempo, quando os sentimentos sociais (solidariedade, reciprocidade, generosidade, etc.) estejam bem desenvolvidos e tenham livre expansão.”

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Capítulo 1: http://anarcopunk.org/biblioteca/wp-content/uploads/2009/02/nettlau_max-anarquiaatravdostempos-capitulo1.doc

Capítulo 2: http://anarcopunk.org/biblioteca/wp-content/uploads/2009/02/nettlau_max-anarquiaatravdostempos-capitulo2.doc

O nascimento da organização sindical no Brasil e as primeiras lutas operárias (1890-1935), de Jorge E. Silva

Saturday, January 31st, 2009

“Este trabalho resultou da preparação de duas conferências dadas como membro do Centro de Estudos Cultura e Cidadania (CECCA), a primeira no âmbito do Seminário sobre Pensamento Libertário realizado pelo mestrado em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina, a segunda, no curso de extensão “América 500 anos de dominação e resistência”, organizado pelo Centro de Ciências da Educação, da mesma Universidade.
Dentro dos limites impostos pelas características desses eventos, tentei fazer uma abordagem que propiciasse uma visão abrangente do período da História Social Brasileira, que se estende de 1890 a 1935, ao longo do qual se constituiu a classe operária e se forjou sua práxis auto-organizativa que
viria a marcar o sindicalismo por várias décadas.”

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Indisciplina: Experimentos libertários e emergência de saberes anarquistas no Brasil

Wednesday, January 21st, 2009

de Rogério Humberto Zeferino Nascimento

Tese apresentada à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como exigência parcial para obtenção do título de Doutor em Ciências Sociais – Política sob a orientação do Prof. Dr. Edson Passetti.

Resumo

Os estudos contemporâneos em torno das várias realizações dos anarquistas no Brasil, no período da Primeira República, estão, no geral, matizados por uma perspectiva disciplinar. Projetando sobre o movimento anarquista uma demanda que lhe é alheia, desconsideram aspectos significativos deste movimento. Os olhares disciplinados, estabelecidos no conjunto destas pesquisas, são cegos para apreender comportamentos e pensamentos refratários à disciplina. Ao contrário, aqui evidencio o caráter indisciplinar das iniciativas libertárias, focalizando-as como recusa tanto da hierarquia nas relações sociais como de um saber seccionado que outorga poder pastoral ao especialista. Poder este tão bem estudado por Foucault. A partir da análise de duas revistas e dois jornais anarquistas, publicados no eixo Rio-São Paulo entre os anos 1907 e 1915, sigo pistas que informam sobre a desoneração das linhas divisórias entre as áreas do conhecimento e, mais além, entre vida e saber. Não há como deixar de reconhecer aproximações com o nomadismo de Deleuze. Indisciplina como desrespeito às fronteiras; também como iconoclastia e antropofagia, concebendo a existência enquanto experimento. Por sua vez, produção e socialização de conhecimento acontecem numa vibração eminentemente coletiva. Neste processo, a noção de autodidatismo, como aporte conceitual explicativo, nada, ou quase nada, tem a dizer. As relações configuram vida e saber, devendo este, como afirma Max Stirner, morrer para se transformar em vontade, esta que é a força de oposição da pessoa. Stirner apresenta a educação disciplinar como adestramento, um constante cortar de asas, negando a singularidade do único. A indisciplina, para Stirner, é saudável!

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As Matanças de Anarquistas na Revolução Russa

Wednesday, January 21st, 2009

de Juan Manuel Ferrario;

O Mito do Partido, de Federação de Estudantes Libertários,

& outros escritos.

“(…) A verdadeira história é escrita pelos povos, com seu sacrifício, suas
dores e sua coragem.
Estas páginas nos falam de uma porção da história que pretenderam apagar, nosso desafio é recuperá-la do esquecimento, porque as injustiças de ontem persistem e o caminho a seguir requer de memória e reconhecimento para com aquelas mulheres e homens que fizeram da solidariedade uma bandeira digna e luminosa.
Bandeira que empunhamos com coragem e alegria na luta pela emancipação integral dos indivíduos e dos povos. Por uma sociedade sem exploradores nem explorados, sem opressores nem oprimidos.”

Versão em pdf dos livretos produzidos pela editora anarcopunk Imprensa Marginal

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Entrevistas: Jaime Cubero

Tuesday, January 20th, 2009

cubero1“(…) Fizeram uma espécie de concurso: a primeira classe que fosse toda com o uniforme completo naquele dia não teria aula e poderia brincar, jogar bola. Isso era para entusiasmar a meninada! Então nós ganhamos. E claro, jogamos bola. Mas quando íamos embora o professor disse: “Os outros – eram duas classes de 4° ano – não conseguiram, tiveram dificuldades e não vão nos acompanhar. Vamos todos juntos lá, formar uma comissão e falar com o diretor para liberar a outra classe, para virem brincar com a gente também”. Solidário! Quer dizer, são atitudes que demonstram, pelo menos, um sentimento e uma prática em relação à pedagogia que contraria totalmente… Olha, você vai me desculpar, agora vou abrir um parênteses aqui: eu, por exemplo, falando da minha vida e
das minhas experiências é que vou falando também de anarquismo.”

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Entrevistas: Luce Fabbri & O Caráter Ético do Anarquismo

Tuesday, January 20th, 2009

luce-fabbri“A ética não é um tema muito cômodo. Parece obsoleto e é tratado sempre com certo pudor. Durante todo o século XX, por reação contra a retórica moralista anterior, se o mencionou muito pouco. O positivismo se baseava na ciência e as leis científicas têm muito pouco a ver com a ética. E certo individualismo, muito popularizado pela literatura, exaltava o eu acima do bem e do mal. O materialismo histórico, baseando o socialismo na dialética da história, não necessitava para nada da ética, ainda que a maior parte de seus seguidores lutassem movidos pela indignação provocada pela
injustiça social (ou seja, por um motivo ético) mais que pela leitura do Capital.
Com tudo isto, os anarquistas, que não invocavam mais que a justiça, e ainda o amor como fundamento de sua proposta, eram facilmente ridicularizados. E eles mesmos, por sugestão natural, há tempos não
falavam do tema.”

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Mulheres Anarquistas – O Resgate de Uma História Pouco Contada

Tuesday, January 20th, 2009

Entre 2002 e 2003, fruto da idealização, pesquisa e trabalho de Mabel Dias, companheira anarcopunk de João Pessoa (Paraíba), que, entre outras atividades, atua no Coletivo Insubmiss@s, e com contribuição e apoio de outr@s companheir@s de várias partes, foram editadas seis cartilhas. Com o título,“Mulheres Anarquistas: O Resgate de uma História Pouco Contada” estas publicações surgem da necessidade de trazer à tona uma história que, desde sempre, foi deixada de lado, quando não esquecida.
Os quatro primeiros números, que nos trazem a história de vida de mulheres de várias partes do mundo, que de diversas formas lutaram por uma sociedade livre e igualitária, serão aqui reeditadas, com algumas novas informações. Os últimos dois números, onde é feito um levantamento atual da atuação das mulheres no meio anarcopunk, anarquista e libertário, com relatos de diversas mulheres que ainda hoje se encontram entre nós, além do histórico de grupos anarcofeministas que surgiram a partir da década de 90, serão atualizados e farão parte de um próximo trabalho conjunto.

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O Indivíduo na Sociedade, de Emma Goldman

Tuesday, January 20th, 2009

emma-goldman-04“A dúvida reina no espírito dos homens, porque a nossa civilização treme nas suas bases. As instituições atuais não inspiram mais confiança e os mais inteligentes compreendem que a industrialização capitalista vai ao encontro dos próprios fins que ela entendeu empreender.
O mundo não sabe como sair disso. O parlamentarismo e a democracia fraquejam e alguns acreditam encontrar uma salvação optando pelo fascismo ou por outras formas de governos fortes.
Do combate ideológico mundial sairão soluções para os problemas sociais urgentes que se colocam atualmente (crises econômicas, desemprego, guerra, desarmamento, relações internacionais, etc.). Ora, é destas soluções que dependem o bem estar do indivíduo e o destino da sociedade humana.

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Organização Anarquista na Guerra Civil Espanhola

Tuesday, January 20th, 2009

Coletânea de textos

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Os Destruidores de Máquinas, de Christian Ferrer

Tuesday, January 20th, 2009

ferrer“(…) Tudo começou em 12 de abril de 1811. Durante a noite, trezentos e cinqüenta homens, mulheres e crianças lançaram-se contra uma fábrica de tecidos de Nottinghamshire destruindo os grandes teares a golpes de maça e ateando fogo nas instalações. O que ali ocorreu logo se tornaria folclore popular.”

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A Defesa de um Terrorista, de Emile Henry

Tuesday, January 20th, 2009

henry-emile“O que vou dizer-lhes não é uma defesa. Não estou tentando escapar do castigo imposto pela sociedade que ataquei. Além do mais, só reconheço um tribunal capaz de julgar-me – eu próprio – e o veredicto de qualquer outro não tem nenhuma importância para mim.
Desejo apenas dar-lhes uma explicação sobre os meus atos e dizer-lhes como fui levado a praticá-los.”

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Leia mais sobre Emile Henry em http://pt.wikipedia.org/wiki/Emile_Henry

A Ilusão do Sufrágio Universal, de Mikhail Bakunin

Saturday, January 17th, 2009

bakunin_02“Os homens acreditavam que o estabelecimento do sufrágio universal garantia a liberdade dos povos. Mas infelizmente esta era uma grande ilusão e a compreensão da ilusão, em muitos lugares, levou à queda e à desmoralização do partido radical. Os radicais não queriam enganar o povo, pelo menos assim asseguram as obras liberais, mas neste caso eles próprios foram enganados.
Eles estavam firmemente convencidos quando prometeram ao povo a liberdade através do sufrágio universal. Inspirados por essa convicção, eles puderam sublevar as massas e derrubar os governos aristocráticos estabelecidos. Hoje depois de aprender com a experiência, e com a política do poder, os radicais perderam a fé em si mesmos e em seus princípios derrotados e corruptos. Mas tudo parecia tão natural e tão simples: uma vez que os poderes legislativo e executivo emanavam diretamente de uma eleição popular, não se tornariam a pura expressão da vontade popular e não produziriam a liberdade e o bem estar entre a população?”

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Deus e o Estado, de Mikhail Bakunin

Saturday, January 17th, 2009

bakunin_01“O que é a autoridade? E a força inevitável das leis naturais que se manifestam no encadeamento e na sucessão fatal dos fenômenos do mundo físico e do mundo social? Efetivamente, contra estas leis, a revolta é não somente proibida, é também impossível. Podemos conhecê-las mal, ou ainda não conhecê-las, mas não podemos desobedecê-las porque elas constituem a base e as próprias condições de nossa existência: elas nos envolvem, nos penetram, regulam todos os nossos movimentos, pensamentos e atos; mesmo quando pensamos desobedecê-las, não fazemos outra coisa que manifestar sua onipotência.

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Escritos Revolucionários, de Errico Malatesta

Saturday, January 17th, 2009

m_014“Acreditamos que a maioria dos males que afligem os homens decorre da má organização social; e que os homens, por sua vontade e seu saber, podem fazê-los desaparecer.
A sociedade atual é o resultado das lutas seculares que os homens empreenderam entre si. Desconheceram as vantagens que podiam resultar para todos da cooperação e da solidariedade. Viram em cada um de seus semelhantes (exceto, no máximo, os membros de sua família) um concorrente e um inimigo. E procuraram açambarcar, cada um por si, a maior quantidade de prazeres possível, sem se preocuparem com os interesses alheios.”

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A Utopia, de Thomas Morus

Saturday, January 17th, 2009

more” (…) A ilha da Utopia tem cinqüenta e quatro cidades espaçosas e magníficas. A linguagem, os hábitos, as instituições, as leis são perfeitamente idênticas. As cinqüenta e quatro cidades são edificadas sobre o mesmo plano e possuem os mesmos estabelecimentos e edifícios públicos, modificados segundo as exigências locais. A menor distância entre essas cidades é de vinte e quatro milhas, a maior é de uma jornada a pé.”

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O Anarquismo e a História, de Margareth Rago

Saturday, January 17th, 2009

edumargatb

Freqüentemente, ouvimos os “foucaultianos” questionarem os possíveis vínculos existentes entre Foucault e o Anarquismo, afirmando que o filósofo jamais se disse anarquista, que recusava qualquer forma de identificação e que, ademais, nunca se afiliou aos grupos libertários contemporâneos. Vários autores anarquistas, por outro lado, enxergam um Foucault profundamente libertário e propõem pensar o pós-estruturalismo como “uma forma contemporânea de anarquismo”. Falando de sua experiência pessoal, Salvo Vaccaro afirma que o filósofo não só o aproximou do Anarquismo, impedindo-o de “se fossilizar no caminho traçado de Bakunin a Malatesta”, como ensinou “uma utilização anarquista do texto teórico, sem respeito pela autoridade do Nome.”

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Foucault e o Anarquismo, de Salvo Vaccaro

Saturday, January 17th, 2009

“Nos dois primeiros anos de vida em Clermont (60-62), Michel Foucault tomou-se amigo de Jules Vuillemin. Faziam longas caminhadas pelas ruas do centro histórico, almoçavam juntos com freqüência, por vezes na companhia de colegas da faculdade de filosofia. Muitas vezes em mesas de dez pessoas. (…) E ainda assim eram muitas as diferenças entre os dois professores. (…) A distância que os separava era também considerável: Vuillemin aproximou-se gradualmente da direita, enquanto que Foucault, bem ou mal, permaneceu um homem de esquerda. Discutiam muito entre si e Foucault concluía em geral com o comentário: “No fundo, você é uma anarquista de direita e eu um anarquista de esquerda”

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http://anarcopunk.org/biblioteca/wp-content/uploads/2009/01/vaccaro-salvo-foucault-e-o-anarquismo.pdf