por Kauan Dos Santos* [agradecemos a contribuição com a biblioteca do site!]
Resumo:
Este artigo tem como objetivo mostrar a importância que os anarquistas exerceram por meio de estratégias políticas e de propaganda no movimento operário em São Paulo no ano de 1917. Muitas vezes esquecidos ou nomeados de “pré-políticos” e “utópicos”, é ressaltado a ação destes que construíram e fizeram parte de uma cultura política complexa e ideologicamente justificada. Analisando suas propostas de organização, contesto todo o tipo de afirmação que pressupõem um modo como a classe deveria ser, distorcendo a consciência real que os trabalhadores pudessem possuir[1]. Em outras palavras, influenciado principalmente por Thompson[2], atento para a importância do ”auto fazer-se” da classe operária. Nessa visão é evidenciada a história do movimento operário como resultado de lutas concretas e adaptado à condições materiais precisas. Nesse viés, o anarquismo e outras ideologias ou teorias políticas dentro do movimento operário passam a ter destaque como possíveis formas de resistência para o momento estudado. Estudar suas razões, formas de manifestações, adaptações e complexidade se tornam o novo alvo para a construção de uma História do Movimento Operário no Brasil e no mundo.
Palavras-chaves: Anarquismo. Sindicalismo. Imprensa e Movimento operário. Militância.
* Graduando em História pela Universidade Federal de São Paulo. Integra o grupo de pesquisa “História, Memória e Patrimônio do Trabalho” na mesma instituição.
[1] De acordo com a linha de raciocínio de HALL, Michael; PINHEIRO, Paulo. “Alargando a História da Classe Operária: Organização, Lutas e Controle.” Coleção Remate de Males .n 5, 1985. pp. 96-120
[2] THOMPSON, Edward Palmer. A Formação da Classe Operária Inglesa: A Árvore da Liberdade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987. vol. 1.

Comunicado:























