O Libertário – novembro/dezembro

November 23rd, 2009

20080120_singuerlin_020Edição novembro/dezembro do jornal O Libertário, informativo do coletivo Para Além do Estado e do Mercado/PAEM, agrupamento Anarquista de Dourados/MS:

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Contatos com o coletivo: A/C Miguel Bacunin
Caixa Postal: 17
Cep: 79804-970
Dourados/MS

Informativo 1 do Coletivo Anarcopunk Mentes Plurais – RS

April 4th, 2009

Buenos Aires

Aqui você pode ter acesso ao informativo produzido pelo coletivo. Ele está no seu 1º número e pode ser acessado para download no endereço abaixo:

Informativo nº 1

(Download via Rapid Share)

O Libertário – info anarquista

February 17th, 2009

Boletim do Coletivo para Além do Estado e do Mercado (PAEM), de Dourados/MS.

Fevereiro de 2009

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Os caminhos do poder, de Noam Chomsky

February 10th, 2009

“Os movimentos populares de resistência à autocracia capitalista de Estado, e suas vozes eloqüentes, têm muito a nos ensinar sobre os objetivos e visões de pessoas comuns, sua compreensão e suas aspirações. O primeiro grande estudo sobre a imprensa trabalhista da metade do século XIX (e, até onde tenho conhecimento, o único) foi publicado há 70 anos por Noram Ware.
É uma leitura esclarecedora hoje em dia, ou seria, se fosse conhecida. Ware enfoca os jornais estabelecidos e coordenados pela mecânica e pelas “garotas de fábrica” nas cidades industriais próximas de Boston, “a Atenas da América” e lar de suas maiores universidades. As cidades ainda estão lá, bastante desmoralizadas e decaindo, mas não mais do que as visões animadoras das pessoas que as construíram e colocaram as fundações da riqueza e do poder americanos” (…)

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Discurso da Servidão Voluntária, por Etienne de la Boétie

February 10th, 2009

“Por hora gostaria apenas de entender como pode ser que tantos homens, tantos burgos, tantas cidades, tantas nações suportam às vezes um tirano só, que tem apenas o poderio que eles lhe dão, que não tem o poder de prejudicá-los senão enquanto têm vontade de suportá-lo, que não poderia fazer-lhes mal algum senão quando preferem tolerá-lo a contradize-lo.
Coisa extraordinária, por certo; e porém tão comum que se deve mais lastimar-se do que espantar-se ao ver um milhão de homens servir miseravelmente, com o pescoço sob o jugo, não obrigados por uma força maior, mas de algum modo (ao que parece) encantados e enfeitiçados apenas pelo nome de um, de quem não devem temer o poderio pois ele é só, nem amar as qualidades pois é desumano e feroz para com eles. Entre nós, homens, a fraqueza é tal que freqüentemente precisamos obedecer à força; há necessidade de contemporizar, nem sempre podemos ser os mais fortes. Portanto, se uma nação é obrigada pela força da guerra a servir a
um, como a cidade de Atenas aos trinta tiranos, não é de se espantar que ela sirva, mas de se lamentar o acidente; ou melhor, nem espantar-se
nem lamentar-se e sim carregar o mal pacientemente e reservar-se
para melhor fortuna no futuro.”

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Bakunin por Bakunin

February 9th, 2009

bakunin_021“Se eu mereci a condenação à morte? De acordo com as leis, pelo que eu pude compreender da explicação de meu advogado, sim. Segundo a minha consciência, não. As leis estão raramente de acordo com a história e permanecem quase sempre atrás dela. Eis porque há agitações sobre a terra e sempre haverá. Eu agi segundo minha melhor convicção e nada busquei para mim mesmo. Fracassei como tantos outros, e alguns melhores, antes de mim, mas o que quis não pode perecer, não porque eu o quis, mas porque aquilo que eu quis é necessário, inevitável. Cedo ou tarde, com maior ou menor sacrifício, isso virá, no sentido de seu direito, de sua realização. Este é o meu consolo, minha força e minha fé.”

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Autogestão, Gestão Operária, Gestão Direta, por Maurice Joyeux

February 9th, 2009

“A prática da autogestão exige reflexão sobre os múltiplos problemas, grandes e pequenos, que levanta. Foi com a finalidade de fomentar esta reflexão que traduzimos o texto de Maurice Joyeux.
Joyeux nasceu em Paris em 1910. Serralheiro, desde cedo militante sindicalista e libertário, participa há mais de quarenta anos no movimento operário do seu país. Várias vezes preso, uma delas no inicio da 2.° Guerra Mundial por ser objetor de consciência, tem colaborado ativamente, desde
1945, em diversos jornais e revistas sindicalistas e anarquistas. Membro do grupo Louise Michel, foi o principal impulsionador da revista libertária “La Rue” editada por aquele grupo desde 1968. É também autor de vários livros: “O consulado polaco” (romance), “O denunciante” (peça teatral), “A anarquia e a sociedade moderna” e “A anarquia e a revolta da juventude” (ensaios). Os dois últimos merecem uma menção muito especial.”

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Anarquia Através dos Tempos, de Max Nettlau

February 9th, 2009

“A história da idéia anarquista é inseparável da história do desenvolvimento, do progresso e das aspirações de melhoria dos povos, ambiente propício que deu origem a esta compreensão de vida livre, própria dos anarquistas, que só é possível mediante uma ruptura completa dos laços autoritários e, ao mesmo tempo, quando os sentimentos sociais (solidariedade, reciprocidade, generosidade, etc.) estejam bem desenvolvidos e tenham livre expansão.”

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Capítulo 1: http://anarcopunk.org/biblioteca/wp-content/uploads/2009/02/nettlau_max-anarquiaatravdostempos-capitulo1.doc

Capítulo 2: http://anarcopunk.org/biblioteca/wp-content/uploads/2009/02/nettlau_max-anarquiaatravdostempos-capitulo2.doc

Regresso ao Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

February 9th, 2009

huxley“Em 1931, quando a Admirável Mundo Novo estava para ser escrito, achava-me convencido de que restava ainda muito tempo.
A sociedade completamente organizada, o sistema científico das castas, a abolição da vontade livre através de um condicionamento comedido, a servidão que se tornara aceitável através de doses regulares de felicidade artificialmente transmitidas, as ortodoxias propagadas em cursos noturnos
ministrados enquanto se dorme – estas coisas aproximavam-se tais eu as dizia, mas não chegariam no meu tempo, nem mesmo no tempo dos meus netos. Esqueci a data exata dos acontecimentos registrados no Admirável Mundo Novo; ocorreram, contudo. lá pelos séculos VI ou VII d. F. (depois de Ford). Nós, que vivíamos na segunda metade do século XX d. C., éramos os habitantes de um universo na realidade horrível; porém, o pesadelo daqueles anos de depressão era totalmente diferente do pesadelo do futuro, descrito no Admirável Mundo Novo.”

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A história secreta da Rede Globo, de Daniel Heiz

January 31st, 2009

“Há um sentido oculto e sua compreensão só pode ser alcançada quando se tem na mão – usando uma expressão policial – a “folha corrida”, o “atestado de antecedentes” da Rede Globo. Analisando estes antecedentes, o papel histórico que vem sendo cumprido por essa que é a maior empresa de comunicação do hemisfério sul, podemos começar a entender o verdadeiro, conteúdo de certa entonação de voz do locutor Cid Moreira no Jornal Nacional, o valor real das inúmeras homenagens que o “Doutor” Roberto está continuamente recebendo, a intenção disfarçada na escolha de uma notícia, o sentido ideológico do comportamento de determinado personagem de uma novela, a significação, enfim, do modo que da Rede Globo quer que seu público perceba a realidade.”

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O nascimento da organização sindical no Brasil e as primeiras lutas operárias (1890-1935), de Jorge E. Silva

January 31st, 2009

“Este trabalho resultou da preparação de duas conferências dadas como membro do Centro de Estudos Cultura e Cidadania (CECCA), a primeira no âmbito do Seminário sobre Pensamento Libertário realizado pelo mestrado em Educação da Universidade Federal de Santa Catarina, a segunda, no curso de extensão “América 500 anos de dominação e resistência”, organizado pelo Centro de Ciências da Educação, da mesma Universidade.
Dentro dos limites impostos pelas características desses eventos, tentei fazer uma abordagem que propiciasse uma visão abrangente do período da História Social Brasileira, que se estende de 1890 a 1935, ao longo do qual se constituiu a classe operária e se forjou sua práxis auto-organizativa que
viria a marcar o sindicalismo por várias décadas.”

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Indisciplina: Experimentos libertários e emergência de saberes anarquistas no Brasil

January 21st, 2009

de Rogério Humberto Zeferino Nascimento

Tese apresentada à Banca Examinadora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como exigência parcial para obtenção do título de Doutor em Ciências Sociais – Política sob a orientação do Prof. Dr. Edson Passetti.

Resumo

Os estudos contemporâneos em torno das várias realizações dos anarquistas no Brasil, no período da Primeira República, estão, no geral, matizados por uma perspectiva disciplinar. Projetando sobre o movimento anarquista uma demanda que lhe é alheia, desconsideram aspectos significativos deste movimento. Os olhares disciplinados, estabelecidos no conjunto destas pesquisas, são cegos para apreender comportamentos e pensamentos refratários à disciplina. Ao contrário, aqui evidencio o caráter indisciplinar das iniciativas libertárias, focalizando-as como recusa tanto da hierarquia nas relações sociais como de um saber seccionado que outorga poder pastoral ao especialista. Poder este tão bem estudado por Foucault. A partir da análise de duas revistas e dois jornais anarquistas, publicados no eixo Rio-São Paulo entre os anos 1907 e 1915, sigo pistas que informam sobre a desoneração das linhas divisórias entre as áreas do conhecimento e, mais além, entre vida e saber. Não há como deixar de reconhecer aproximações com o nomadismo de Deleuze. Indisciplina como desrespeito às fronteiras; também como iconoclastia e antropofagia, concebendo a existência enquanto experimento. Por sua vez, produção e socialização de conhecimento acontecem numa vibração eminentemente coletiva. Neste processo, a noção de autodidatismo, como aporte conceitual explicativo, nada, ou quase nada, tem a dizer. As relações configuram vida e saber, devendo este, como afirma Max Stirner, morrer para se transformar em vontade, esta que é a força de oposição da pessoa. Stirner apresenta a educação disciplinar como adestramento, um constante cortar de asas, negando a singularidade do único. A indisciplina, para Stirner, é saudável!

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Vigiar e Punir, de Michel Foucault

January 21st, 2009

foucault“Que as punições em geral e a prisão se originem de uma tecnologia política do corpo, talvez me tenha ensinado mais pelo presente do que pela história. Nos últimos anos, houve revoltas em prisões em muitos lugares do mundo. Os objetivos que tinham, suas palavras de ordem, seu desenrolar tinham certamente qualquer coisa de paradoxal. Eram revoltas contra toda uma miséria física que dura há mais de um século: contra o frio, contra a sufocação e o excesso de população, contra as paredes velhas, contra a fome, contra os golpes. Mas eram também revoltas contra as prisões modelos, contra os tranqüilizantes, contra o isolamento, contra o serviço médico ou educativo. Revoltas cujos objetivos eram só materiais? Revoltas contraditórias contra a decadência, e ao mesmo tempo contra o conforto; contra os guardas, e ao mesmo tempo contra os psiquiatras?”

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Cicatrizes de Bataglia

January 21st, 2009

Zine Cicatrizes de Bataglia, 2008

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As Matanças de Anarquistas na Revolução Russa

January 21st, 2009

de Juan Manuel Ferrario;

O Mito do Partido, de Federação de Estudantes Libertários,

& outros escritos.

“(…) A verdadeira história é escrita pelos povos, com seu sacrifício, suas
dores e sua coragem.
Estas páginas nos falam de uma porção da história que pretenderam apagar, nosso desafio é recuperá-la do esquecimento, porque as injustiças de ontem persistem e o caminho a seguir requer de memória e reconhecimento para com aquelas mulheres e homens que fizeram da solidariedade uma bandeira digna e luminosa.
Bandeira que empunhamos com coragem e alegria na luta pela emancipação integral dos indivíduos e dos povos. Por uma sociedade sem exploradores nem explorados, sem opressores nem oprimidos.”

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Entrevistas: Jaime Cubero

January 20th, 2009

cubero1“(…) Fizeram uma espécie de concurso: a primeira classe que fosse toda com o uniforme completo naquele dia não teria aula e poderia brincar, jogar bola. Isso era para entusiasmar a meninada! Então nós ganhamos. E claro, jogamos bola. Mas quando íamos embora o professor disse: “Os outros – eram duas classes de 4° ano – não conseguiram, tiveram dificuldades e não vão nos acompanhar. Vamos todos juntos lá, formar uma comissão e falar com o diretor para liberar a outra classe, para virem brincar com a gente também”. Solidário! Quer dizer, são atitudes que demonstram, pelo menos, um sentimento e uma prática em relação à pedagogia que contraria totalmente… Olha, você vai me desculpar, agora vou abrir um parênteses aqui: eu, por exemplo, falando da minha vida e
das minhas experiências é que vou falando também de anarquismo.”

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Entrevistas: Luce Fabbri & O Caráter Ético do Anarquismo

January 20th, 2009

luce-fabbri“A ética não é um tema muito cômodo. Parece obsoleto e é tratado sempre com certo pudor. Durante todo o século XX, por reação contra a retórica moralista anterior, se o mencionou muito pouco. O positivismo se baseava na ciência e as leis científicas têm muito pouco a ver com a ética. E certo individualismo, muito popularizado pela literatura, exaltava o eu acima do bem e do mal. O materialismo histórico, baseando o socialismo na dialética da história, não necessitava para nada da ética, ainda que a maior parte de seus seguidores lutassem movidos pela indignação provocada pela
injustiça social (ou seja, por um motivo ético) mais que pela leitura do Capital.
Com tudo isto, os anarquistas, que não invocavam mais que a justiça, e ainda o amor como fundamento de sua proposta, eram facilmente ridicularizados. E eles mesmos, por sugestão natural, há tempos não
falavam do tema.”

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Mulheres Anarquistas – O Resgate de Uma História Pouco Contada

January 20th, 2009

Entre 2002 e 2003, fruto da idealização, pesquisa e trabalho de Mabel Dias, companheira anarcopunk de João Pessoa (Paraíba), que, entre outras atividades, atua no Coletivo Insubmiss@s, e com contribuição e apoio de outr@s companheir@s de várias partes, foram editadas seis cartilhas. Com o título,“Mulheres Anarquistas: O Resgate de uma História Pouco Contada” estas publicações surgem da necessidade de trazer à tona uma história que, desde sempre, foi deixada de lado, quando não esquecida.
Os quatro primeiros números, que nos trazem a história de vida de mulheres de várias partes do mundo, que de diversas formas lutaram por uma sociedade livre e igualitária, serão aqui reeditadas, com algumas novas informações. Os últimos dois números, onde é feito um levantamento atual da atuação das mulheres no meio anarcopunk, anarquista e libertário, com relatos de diversas mulheres que ainda hoje se encontram entre nós, além do histórico de grupos anarcofeministas que surgiram a partir da década de 90, serão atualizados e farão parte de um próximo trabalho conjunto.

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O Indivíduo na Sociedade, de Emma Goldman

January 20th, 2009

emma-goldman-04“A dúvida reina no espírito dos homens, porque a nossa civilização treme nas suas bases. As instituições atuais não inspiram mais confiança e os mais inteligentes compreendem que a industrialização capitalista vai ao encontro dos próprios fins que ela entendeu empreender.
O mundo não sabe como sair disso. O parlamentarismo e a democracia fraquejam e alguns acreditam encontrar uma salvação optando pelo fascismo ou por outras formas de governos fortes.
Do combate ideológico mundial sairão soluções para os problemas sociais urgentes que se colocam atualmente (crises econômicas, desemprego, guerra, desarmamento, relações internacionais, etc.). Ora, é destas soluções que dependem o bem estar do indivíduo e o destino da sociedade humana.

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Organização Anarquista na Guerra Civil Espanhola

January 20th, 2009

Coletânea de textos

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Os Destruidores de Máquinas, de Christian Ferrer

January 20th, 2009

ferrer“(…) Tudo começou em 12 de abril de 1811. Durante a noite, trezentos e cinqüenta homens, mulheres e crianças lançaram-se contra uma fábrica de tecidos de Nottinghamshire destruindo os grandes teares a golpes de maça e ateando fogo nas instalações. O que ali ocorreu logo se tornaria folclore popular.”

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A Defesa de um Terrorista, de Emile Henry

January 20th, 2009

henry-emile“O que vou dizer-lhes não é uma defesa. Não estou tentando escapar do castigo imposto pela sociedade que ataquei. Além do mais, só reconheço um tribunal capaz de julgar-me – eu próprio – e o veredicto de qualquer outro não tem nenhuma importância para mim.
Desejo apenas dar-lhes uma explicação sobre os meus atos e dizer-lhes como fui levado a praticá-los.”

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Leia mais sobre Emile Henry em http://pt.wikipedia.org/wiki/Emile_Henry

A Ordem do Discurso, de Michel Foucault

January 20th, 2009

“No discurso que hoje eu devo fazer, e nos que aqui terei de fazer, durante anos talvez, gostaria de neles poder entrar sem se dar por isso. Em vez de tomar a palavra, gostaria de estar à sua mercê e de ser levado muito para lá de todo o começo possível. Preferiria dar-me conta de que, no momento de falar, uma voz sem nome me precedia desde há muito: bastar-me-ia assim deixá-la ir, prosseguir a frase, alojar-me, sem que ninguém se apercebesse, nos seus interstícios, como se ela me tivesse acenado, ao manter-se, um instante, em suspenso. Assim não haveria começo; e em vez de ser aquele de onde o discurso sai, estaria antes no acaso do seu curso, uma pequena lacuna, o ponto do seu possível desaparecimento.”

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Isto não é um cachimbo, de Michel Foucault

January 20th, 2009

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Microfísica do Poder, de Michel Foucault

January 20th, 2009

foucault(…) Os Estados Gerais muitas vezes foram ao menos um instrumento, não certamente da revolução proletária, mas da burguesa e sabe?se que têm havido processos revolucionários no rastro desta revolução burguesa. Depois dos Estados Gerais de 1357, houve a jacquerie; depois de 1789,
houve 1793. Por conseguinte, isso poderia ser um bom modelo. Pelo contrário, parece?me que a justiça burguesa sempre funcionou para multiplicar as oposições entre proletários e plebe não proletarizada. E por isso que ela é um mau instrumento, não por ser velha.

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A Metamorfose, de Franz Kafka

January 20th, 2009

kafka“(…) Numa manhã, ao despertar de sonhos inquietantes, Gregório Samsa deu por si na cama transformado num gigantesco inseto. Estava deitado sobre o dorso, tão duro que parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar.
Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos.
Que me aconteceu? — pensou. Não era nenhum sonho. O quarto, um vulgar quarto humano, apenas bastante acanhado, ali estava, como de costume, entre as quatro paredes que lhe eram familiares. Por cima da mesa, onde estava deitado, desembrulhada e em completa desordem, uma série de amostras de roupas: Samsa era caixeiro-viajante, estava pendurada a fotografia que recentemente recortara de uma revista ilustrada e colocara numa bonita moldura dourada.

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1984, de George Orwell

January 20th, 2009

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A Revolução dos Bichos, de George Orwell

January 20th, 2009

“(…) Então, camaradas, qual é a natureza da nossa vida? Enfrentemos a realidade: nossa vida é miserável, trabalhosa e curta. Nascemos, recebemos o mínimo de alimento necessário para continuar respirando e os que podem trabalhar são forçados a fazê-lo até a última parcela de suas forças; no instante em que nossa utilidade acaba, trucidam-nos com hedionda crueldade. Nenhum animal, na Inglaterra, sabe o que é felicidade ou lazer, após completar um ano de vida. Nenhum animal, na Inglaterra, é livre. A vida de um animal é feita de miséria e escravidão: essa é a verdade nua e crua.”

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Lutando na Espanha, de George Orwell

January 20th, 2009

georgeorwell2“(…) Jamais consigo pensar na guerra civil espanhola sem que duas
recordações venham ao meu espírito. Uma delas é da enfermaria de
hospital em Lerida, e as vozes bastante tristes dos milicianos feridos,
cantando alguma canção cujo refrão dizia:
Una revolucion,
Luchar hast’ al fin!
Pois bem, eles lutaram até ao fim, não resta a menor dúvida. Nos últimos
dezoito meses da guerra os exércitos republicanos devem ter lutado
quase sem cigarros, e com pouquíssima comida. Já quando deixei a
Espanha, em meados de 1937, a carne e o pão eram raros, o fumo ainda
mais, e o café e açúcar quase impossíveis de conseguir.”

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Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley

January 20th, 2009

huxley“(…) O tema do Admirável Mundo Novo não é o progresso da ciência propriamente dita – é o progresso da ciência no que diz respeito aos indivíduos humanos. Os triunfos da química, da física e da arte do engenheiro são considerados tacitamente como progredindo com normalidade. Os únicos progressos científicos que são explicitamente descritos são aqueles que interessam à aplicação aos seres humanos das futuras pesquisas em biologia, fisiologia e psicologia. É unicamente devido às ciências da vida que a vida poderá ser modificada radicalmente. As ciências da matéria podem ser aplicadas de tal maneira que destruam a vida ou que tornem a existência inadmissivelmente complexa e inconfortável; mas, – a não ser que sejam utilizadas como instrumentos pelos biólogos e psicólogos, são impotentes para modificar as formas e as expressões naturais da própria vida. A libertação da energia atómica assinala uma grande revolução na história humana, mas não (a não ser que nos façamos saltar em pedaços e punhamos, assim, fim à história) a revolução final e a mais profunda.
A revolução verdadeiramente revolucionária realizar-se-á não no mundo exterior, mas na alma e na carne dos seres humanos.”

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