[No dia 27 de abril, o grupo Iniciativa Anarquista (AI) se juntou à marcha contra o fascismo em Ljubljana. Aqui está a declaração do AI em relação ao fascismo e sua ligação ao capitalismo. Contra o fascismo e o capitalismo – pela revolução social!]
Arquivo da Sessão ‘Artigos e Textos’
Manifestação Antifascista na Eslovênia e a Declaração da Iniciativa Anarquista
Tuesday, May 5th, 2009Por que ser contra o fascismo?
Saturday, January 24th, 2009Muita gente pensa que o fascismo e o nazismo são coisas do passado, que só aconteceram durante os governos de Hitler e Mussolini, mas infelizmente, ainda existem muitas pessoas e grupos que propagam esse tipo de idéia e expôem sua intolerância através da violência e a perseguição. Fatos como do caso de Edson Néris que, em 2000, foi espancado até a morte na Praça da República, pelos Carecas do ABC, somente porque andava com seu namorado de mãos dadas. Ou do caso, em 2003,
dos rapazes Clayton e Flávio que foram obrigados a pular do trem em movimento, em Mogi das Cruzes,
O/A migrante em meio à crescente discriminação
Saturday, January 24th, 2009@ migrante é uma das mais antigas figuras da humanidade — aquel@ que se
move, que passa fronteiras. Deve haver uma reflexão entre @s libertári@s — quantos de nós não fomos um dia, um@ exilad@, um refugiad@, um@ emigrante? — considerando tanto as ameaças aos direitos humanos d@s migrantes, a relação entre migração e desigualdades entre classes e países e com a globalização sob a hegemonia do capital, como pela potencialidade de uma frente pró-migrante estimular a solidariedade internacionalista e divulgar o princípio por abertura de fronteiras, pelo direito ao ir, ao vir e ao ficar.
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A Luta Anti-Fascista - Edgard Leuenroth
Thursday, January 15th, 2009
Os anarquistas não consideram o fascismo como fenômeno local adstrito a este ou àquele país, mas como manifestação internacional de sintoma de decomposição do regime capitalista, que, por esse meio, pretende fazer perdurar o domínio de seus privilégios, esmagando, pela reação feroz, todas as aspirações de bem-estar e de liberdade do povo trabalhador.
Por isso, a luta contra o fascismo é a luta contra o regime capitalista. Não é, portanto, possível a união dos anarquistas com os elementos que, embora tenham transitoriamente interesses diversos aos do fascismo, na campanha contra o mesmo pretendem apenas arredá-lo do caminho que devem percorrer em busca do poder.
Na luta franca, sem tréguas, contra o fascismo, os anarquistas poderão encontrar-se lado a lado com outros elementos, sempre, porém, com independência de ação e não para conservar o regime que deu origem a essa forma requintada de poder e reação, mas para abatê-lo e favorecer a campanha libertária.
Quando o fascismo surgiu em organizações nacionais, estrangulando todas as aquisições libertárias, encontrou os anarquistas em plena luta contra todos os elementos que lhe deram origem: princípios reacionários, sistemas totalitários e aventureiros em busca de domínio político.
No combate às hordas fascistas os anarquistas não são combatentes de undécima hora. Enfrentam-nas decididamente desde o início de sua obra vandálica, dando-lhes batalha sem trégua, por todos os meios e em todos os momentos, em toda parte, fornecendo o maior contingente de perseguidos e de vítimas, que encheram prisões, que povoaram lugares de degredo e campos de concentração, e de perdas de vidas dos que tombaram nos embates sangrentos.
Assim foi na Itália e na Alemanha, em Portugal, na Espanha, na Argentina, e assim aconteceu onde quer que o fascismo tenha aparecido. Naturalmente, outra não podia igualmente ser a atitude dos anarquistas do Brasil. Recorrendo-se ao noticiário dos diários, folheando-se as coleções da imprensa, libertária, ter-se-á conhecimento dos esforços que os anarquistas vêm desenvolvendo, ininterruptamente, na campanha antifascista.
Nessa luta continuam empenhados os anarquistas, denunciando e combatendo todas as manifestações de caráter fascista.
Quando constituía perigo, quando era crime combater o fascismo, os libertários jamais interromperam a campanha contra esse elemento liberticida, aqui representado pelo integralismo, que tem nos anarquistas o seu maior e decidido inimigo. Anos após anos, a luta antifascista vem sendo sustentada por todos os meios, pelo movimento libertário, sempre vigilante à frente da agitação, como promotor ou participante.
Na crônica da luta antifascista no Brasil figuram os anarquistas em lugar de destaque com sua atividade em conferência, manifestações e comícios nem sempre pacíficos, bem como através de todos os meios de publicações.