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Espaço Autônomo Casa Mafalda – sede do Autônomos & Autônomas FC
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Neste último sábado, 12 de maio, uma panfletagem unitária e pacífica ocorreu no 13º bairro de Paris. Os folhetos denunciavam a implantação de uma extrema-direita radical nos bairros, e exigiam o fechamento da loja do chamado Serge Ayoub, figura da extrema-direita radical, à direita da Frente Nacional [partido nacionalista francês].
Vinte militantes antifascistas e antiracistas foram detidos pelas forças da ordem e postos na cadeia durante um dia. Por outro lado, a chefia da polícia autorizou e tolerou que grupelhos neofascistas desfilassem pelas ruas da capital com toda a impunidade.
A lógica repressiva do Estado para com os nossos militantes é intolerável. Nós, ativistas antifascistas e antiracistas não nos deixaremos intimidar e continuaremos o combate. Exigimos o abandono dos processos judiciais, o fechamento da loja e afirmamos que não deixaremos as escórias da extrema-direita se instalarem em nossos bairros.
Signatários: Action Antifasciste Paris-Banlieue, Alternative Libertaire, CNT-Région Parisienne, Fédération Anarchiste, NPA 13è, SUD Étudiant, UL Solidaires 5e/13e.
Tradução > Liberdade à Solta
agência de notícias anarquistas-ana
Passeio aflito,
Tantos amigos
Já granito
Millôr Fernandes
Por volta das 15h desta quarta-feira, 9 de maio, os esquadrões da tropa de choque da Polícia grega realizaram pela enésima vez uma operação vassoura contra imigrantes vendedores ambulantes perto da Universidade de Estudos Econômicos e Empresariais no centro de Atenas. Desta vez, as forças repressivas contavam com algumas forças de choque compostas por indivíduos à paisana, fascistas e outros sujeitos e escórias paraestatais (veja o vídeo abaixo).
Os fascistas, respaldados por seus comparsas policiais, armados com barras de metal, porretes, pedras e outros objetos, atacaram os imigrantes e os solidários que foram para o local da operação conjunta da polícia e fascistas. Nas fotos em enexo se vê claramente os policiais (indicados por setas), juntamente com os fascistas e paraestatais armados na primeira linha (indicados em círculos), realizando suas tarefas em comum.
Durante esta operação, a tropa de choque, que se caracteriza pela sua… inteligência, prendeu um professor hindu, passando-o por um vendedor ambulante. O professor foi levado para a delegacia local, onde foi posto em liberdade com a intervenção de um professor grego. No entanto, os senhores professores não mostram a mesma sensibilidade cada vez que a Polícia prende imigrantes, que continuam sendo maltratados nas delegacias, ou quando o governo anuncia a criação de campos de reclusão para imigrantes.
Assinalamos que a cooperação entre fascistas e policiais é comum e muito frequente nas manifestações e enfrentamentos de rua. Desta vez, dois dias após a entrada no Parlamento do partido fascista Jrisi Avgi (Aurora Dourada), esta cooperação conjunta já ocorre abertamente em pleno centro de Atenas.
Nos últimos meses, o Regime está desencadeando uma tremenda ofensiva contra os imigrantes que vivem na Grécia (invasões, ataques, operações vassoura, legislação que criminaliza o aluguel de apartamentos para imigrantes sem documentos, criação de campos de reclusão e concentração para imigrantes, deportações em massa), visando apresentar os imigrantes como “uma ameaça para a ordem e à saúde pública” e a imigração como “o problema mais grave” de um país que está sofrendo de desemprego, pobreza, indignação, repressão, por causa da ofensiva do Estado e do Capital contra os oprimidos. No mesmo contexto, os meios de desinformação estão preparando o terreno, fazendo uma verdadeira lavagem cerebral, promovendo direta ou indiretamente, as ideias nacionalistas-fascistas. Um dos resultados dessa propaganda foi à ativação dos reflexos fóbicos de uma parte da população, que tem mostrado tolerância a tais brutalidades e votado nos neonazistas na última eleição geral.
Vídeo:
› http://www.youtube.com/watch?v=5hQIEtuEovQ
agência de notícias anarquistas-ana
No meio da noite,
desperto, descasco uma pera,
falando sozinho.
Katô Shûson
Esta semana, foi inaugurado o primeiro campo de reclusão para imigrantes na Grécia. Está localizado em Amygdaleza, na província da Ática de Atenas. No domingo passado, 56 imigrantes foram movidos e durante a semana outros 220, que estão alojados em contentores e sendo monitorados 24 horas por dia, por policiais de corpos especiais da polícia grega.
Neste repugnante quartel de inspiração fascista vão ser transportados cerca de 1.200 imigrantes em 52 contentores. O governo, pelo chamado Ministério de Defesa do Cidadão, anunciou a instalação de 30 campos de concentração para imigrantes no território da Grécia. Estes estabelecimentos são chamados, pelos meios de desinformação de “centros de acolhida” ou “centros fechados de hospitalidade”, como termos eufemísticos utilizados pelos nazistas há 65 anos para seus campos de concentração.
Destacamos que a maioria dos imigrantes a ser presos nestes campos de concentração será deportada, no âmbito da política da União Europeia contra a imigração. No mesmo âmbito que o governo vai construindo um muro ao longo do rio Evros, na fronteira com a Turquia, e está intensificando as chamadas operações vassoura contra imigrantes em Atenas e outras grandes cidades da Grécia.
Ao mesmo tempo, o governo promulgou uma lei que criminaliza a hospitalidade e o aluguel de qualquer tipo de alojamento para imigrantes não documentados, ao mesmo tempo que permite a detenção e deportação de qualquer imigrante ilegal. Notamos que com a lei de imigração vigente é extremamente difícil conseguir uma autorização de residência, mesmo que temporariamente.
Sob o pretexto da saúde pública, o Regime está tentando realizar uma operação para exterminar aqueles que foram forçados pela barbárie capitalista para deixar seus países e buscar um futuro melhor longe de casa. Na chamada “operação contra a ilegalidade” do Ministério de Defesa do Cidadão durante a última semana desencadeou uma perseguição desenfreada de imigrantes e foram detidos cerca de 2.000. Destes, apenas houve acusações contra 420, dos 200 casos por não ter documentos de residência em ordem, o que significa que mais de 1.500 imigrantes foram detidos sem qualquer acusação. Estes são alguns detalhes na Democracia…
O funcionamento do primeiro dos campos de concentração e reclusão para imigrantes, alguns dias antes das eleições gerais de 6 de maio, visa à desorientação da sociedade, tentando apresentar a imigração como fonte de todos os males, enquanto o Capital transnacional e o Estado têm desencadeado uma ofensiva sem precedentes contra a sociedade, com medidas dolorosas que levam o povo à miséria e à indignação.
O mesmo sistema que obrigou milhões de trabalhadores gregos (e não apenas gregos) a emigrar no século XX está forçando milhares de pessoas a abandonarem suas casas e irem para a Grécia (e não só para a Grécia). É o mesmo sistema podre que hoje nos reprime, nos explora, nos aterroriza, conduz à miséria, nos reserva um futuro sombrio. A todos, nativos e imigrantes. Porque a opressão e a exploração do homem pelo homem não tem fronteiras.
agência de notícias anarquistas-ana
Entardecer na praia -
Ao longe, o sol parece
que vai tocar o mar
Maria Teresa Costa
Ação realizada em abril de 2012 em apoio e solidariedade ao preso político afro-americano Mumia Abu Jamal em São Paulo.

Como em todos os anos, o dia 24 de abril, aniversário de Mumia Abu Jamal, foi data de diversas manifestações mundo afora em apoio e solidariedade a este companheiro afro-americano que está preso desde 1981 sob a falsa acusação de ter assassinado um policial branco. Este é o primeiro aniversário que Mumia passa na população geral, após sua recente saída do corredor da morte, e as mobilizações por sua libertação tem crescido, tratando-se sua liberdade como objetivo a ser alcançado em curto prazo.
Unindo-se às mobilizações globais de apoio a Mumia, em São Paulo aconteceu uma pequena grafitagem no domingo, 29 de abril, na região central da cidade. A atividade foi chamada por companheir@s anarcopunks e libertári@s, que espalharam pelos muros stencils com a imagem de Mumia e frases de apoio/por sua libertação imediata.
Mais infos sobre o caso de Mumia e as manifestações mundo afora por sua liberdade estão em anarcopunk.org/mumialivre!

Mais de 200 pessoas (anarquistas, antiautoritários, autônomos e antifascistas, lutadores não submetidos a lideranças) marchamos na manhã de sábado, 21 de abril, pelas ruas centrais de Pireo, na sequência das intervenções realizadas nos bairros de Pireo e oeste de Atenas durante as últimas seis semanas, com destaque para a marcha antifascista nos bairros de Koridalós e Nikea, no sábado, 7 de abril, em que participaram mais de 600 manifestantes.
Na marcha pelas ruas de Pireo, começamos a caminhada a partir da estação de trem, continuamos até o mercado, passando por todo o centro da cidade, diante do Quartel da Polícia de Pireo e da Praça Korai, antes de chegar à estação de trem, de onde começamos.
Durante uma hora o ambiente tranquilo foi agitado por nossos slogans anticapitalistas, antirracistas e antifascistas. Foram distribuídos mais de 2.000 panfletos e espalhados outros 16.000, pichações de slogans em caixas eletrônicos, bancos e casas de penhores tipo “compro ouro”. A faixa central da manifestação e o texto distribuído foram os das ações anteriores. No entanto, por causa da data (aniversário obscuro do golpe de Estado de 21 de abril de 1967) e as eleições iminentes, havia também faixas nas laterais do bloco, com os dizeres: Nem tanques nem urnas. Autogestão, igualdade, liberdade, solidariedade. O caminho se abre avançando. Enfrentamento com o Estado, patronal, fascistas.
Destroçar cada pilar do fascismo social.
Reforçar as comunidades auto-organizadas sem lideranças.
Fortalecer a luta pela libertação social e individual.
O texto em grego http://anarxiko-resalto.blogspot.com.br/2012/04/21.html.
agência de notícias anarquistas-ana
Lua amassada
de bater meu coração
por ela tão branca
Ada Gasparini
Aos gritos de Não Passarão, em 14 de abril, sábado, centenas de antifascistas realizaram uma manifestação antiracista no centro da cidade polonesa de Katowice, e envolveram-se em duros confrontos com as forças da ordem e os militantes do Partido Nacional Radical, de extrema-direita.
Muitos fascistas estavam armados com spray de pimenta, paus, facas e até armas. Dezenas de antifascistas foram detidos. O bando de aproximadamente 300 neonazistas contava com a proteção da polícia.
Neste dia, os ultra-direitistas convocaram uma passeata na cidade para marcar o 78º aniversário da sua organização, e os antifascistas uma contramanifestação para barrar os nacionalistas.
Houve protestos antifascistas em outras cidades polonesas.
Fotos da imprensa corporativa:
› http://wiadomosci.wp.pl/gid,14411087,kat,1698,title,Zamieszki-w-Katowicach,galeria.html
agência de notícias anarquistas-ana
olhando pra cima
o homem não percebe
a folha que cai.
Luciana Bortoletto
[Primeiro comunicado da Iniciativa de Estudantes Autônomos sobre o ataque de uns 25 fascistóides contra estudantes na Universidade de Atenas e os acontecimentos que o sucederam. Contra a desinformação dos meios de comunicação massivos.]
Na quinta-feira, 29 de março, ao meio-dia, cerca de 25 fascistóides-brucutus encabeçados por um tal Karagiorgos (um “estudante” quarentão com ligações com a Máfia e os neonazistas) e pelo líder da fração estudantil “Novos Horizontes” (facção de extrema-direita, fachada de uma empresa que organiza excursões e jantares com bailes em discotecas de mal gosto, e está “ativa” na Faculdade de Filosofia da Universidade de Atenas), invadiram o edifício da Faculdade de Filosofia, de forma organizada, divididos em pelo menos dois grupos, com barras de ferro, bastões retráteis, capacetes e coletes de moto, e começaram a agredir quem encontrassem pelo caminho. Depois de terem passado pelos corredores principais das faculdades de Matemática e Física, invadiram o auditório Iparco, onde estava programada a celebração da assembleia geral da Associação de Estudantes da Faculdade de Física. Depois de dissolver a assembleia, agredindo e maltratando o/as estudantes que no momento da invasão se encontravam perto das portas, feriram gravemente um estudante que se defendeu de seus ataques, e se dirigiram, de forma organizada e sob as ordens de seu líder, ao átrio dos edifícios destas duas faculdades, em direção ao local estudantil autogerido.
Naquele momento sete companheiros da Iniciativa de Estudantes Autônomos estavam dentro do local e do lado de fora, no átrio. Depois de nos darmos conta de que estavam chegando, corremos até a clarabóia do edifício da Faculdade de Matemáticas, de onde havia contato visual com eles. Ali nos enfrentamos com 15 deles. Apesar de sua superioridade numérica e do fato de que estávamos pobremente equipados, conseguimos resistir com força o quanto pudemos, até que eles todos se agruparam. Os de nós que conseguiram se agrupar pouco a pouco foram retrocedendo ao estacionamento da Faculdade de Matemáticas, fazendo chamados aos estudantes que estavam correndo aterrorizados para fugir, para defender o asilo e sua dignidade frente aos agentes contemporâneos dos corpos de segurança. Os primeiros a sair correndo foram os “comunistas” da Juventude do partido “comunista”, diferente de outros estudantes da Esquerda que se portaram decentemente. No estacionamento tudo se acabou, com a mediação de um estudante, que os conduziu ao átrio, e logo desapareceram.
Nossa reação foi imediata, uma hora depois já estavam reunidas 300 pessoas, em sua maioria estudantes, bem como residentes das zonas vizinhas. Realizamos uma marcha dentro do campus universitário, saímos pelo bairro da cidade universitária Zografu, onde o número dos manifestantes chegou a 400 (na avenida maior do bairro foram destruídos os escritórios dos fascistas chipriotas do partido Drasis-Kes por antifascistas furiosos), entramos de novo na cidade universitária e acabamos a marcha na Faculdade de Filosofia, onde como uma resposta adicional aos fascistas, foram arrasados os escritórios da fração estudantil “Novos Horizontes”.
Companheiros de classe, companheiros de luta, e companheiros, estejam alertas. O ataque não foi casual. Todos sabemos o que ocorre com os pogroms de imigrantes nos bairros e fora das universidades do centro de Atenas. O fascismo está avançando, não se trata de uma situação de passado distante ou do futuro, é um processo histórico que acontece no presente e em tempos de crise aguda. Os fascistas são o braço direito do patronato. A classe capitalista usa todas as suas armas para esmagar as resistências de classe e sociais que estão aumentando de forma continua, e para aterrorizar as pessoas que estão lutando. Tolerância zero aos paraestatais e ao fascismo. Não há campo de diálogo ou negociação com os inimigos de nossa classe e da liberdade!
A esmaga-los!
Iniciativa de Estudantes Autônomos das Faculdades de Matemáticas e Física da Universidade de Atenas
Tradução > Marina Knup
agência de notícias anarquistas-ana
barro já seco
por pegadas de sapato
passeiam formigas
Jorge B. Rodríguez
Marcha antifascista pelos bairros de Koridalós e Nikea, em Atenas.
Sábado, 7 abril de 2012, às 12h, Praça Eleuteria (Liberdade), bairro de Koridalós, Atenas.
O caminho se abre avançando. Enfrentamento com o Estado e a patronal.
Demolir cada pilar do fascismo social. Reforçar as coletividades auto-organizadas, sem lideranças. Fortalecer a luta pela libertação social e individual.
A marcha antifascista foi convocada por dez coletividades, ocupações e projetos auto-organizadas dos subúrbios de Atenas e de Piraeus, contra a promoção sistêmica do fascismo social, em condições de crise capitalista e contra o Estado e a patronal.
Já foram distribuídos cerca de 3.000 panfletos e fixados centenas de cartazes.
As coletividades que convocam a marcha:
Agros (Ilion, parque Tritsi) Thersitis (Ilion), Bloqueio ao Poder (Nikea) Ocupação Paputsádiko (Jaidári), Resalto (Keratsini), Sinialo (Egaleo), De Stato (Perama), Passa Montanha (Koridalós), Grupo Anarquista de Piraeus, Antifascistas de Peristeri.
agência de notícias anarquistas-ana
Noite estrelada
O céu – brilhando – se abaixa
Silenciosamente
Eunice Arruda