Haia se pronuncia na 6ª sobre indenização a vítimas do nazismo

February 3rd, 2012

O Tribunal Internacional de Justiça de Haia deve anunciar na sexta-feira a sentença sobre uma divergência entre a Alemanha e a Itália relacionada a decisões da justiça italiana ordenando o pagamento de indenização, por Berlim, das vítimas de crimes nazistas durante a Segunda Guerra mundial.

Um resumo do veredicto será lido pelo presidente da Corte, o juiz japonês Hisashi Owada, durante uma audiência pública no Palácio da Paz, em Haia, prevista para as 10H00, hora local (08H00 de Brasília).

Pressionada há vários anos por um número crescente de litígios nos tribunais italianos apresentados por famílias das vítimas, a Alemanha recorreu, no dia 23 de dezembro de 2008, ao mais alto órgão de justiça das Nações Unidas.

Segundo Berlim, a Itália, ao permitir que sejam apresentadas ações civis contra a Alemanha, não respeita o princípio da imunidade de jurisdição que possui o país, reconhecido pelo direito internacional.

A Alemanha pediu, então ao Tribunal de Haia ordenar à Itália “tomar as medidas necessárias” para que as decisões judiciais que transgridem sua imunidade soberana tornem-se sem efeito e que esse tipo de questão não volte mais a ser julgado no futuro.

Os procedimentos judiciais contestados foram tentados por famílias de vítimas de massacres de civis e descendentes de italianos deportados para a Alemanha, constrangidos a realizar trabalhos forçados, entre setembro de 1943 e maio de 1945, quando a Itália era ocupada pela Alemanha após ter rompido o pacto com Berlim e se somado às potências aliadas.

Durante a audiência no Tribunal de Haia, de 12 a 16 de setembro de 2011, Berlim informou que o problema começou em 2004 com o “caso Ferrini”, nome de um italiano deportado para a Alemanha em 1944 e obrigado a realizar trabalhos forçados.

A Justiça italiana considerou, então, que seus tribunais tinham competência para julgar essas ações contra a Alemanha. Segundo Berlim, dezenas de casos estão pendentes nos tribunais da Itália.

Em 2008, a Corte de Apelação de Florença confirmou um julgamento de 1997 de um tribunal grego condenando o Estado alemão a pagar 9,5 milhões de dracmas (28,6 milhões de euros) às famílias de 218 vítimas de um massacre cometido em 10 de junho de 1944 no centro da Grécia, na aldeia de Distomo.

Com base numa decisão que não reconhece o princípio de imunidade jurisdicional da Alemanha, “todos os regulamentos de paz concluídos ao final dos conflitos armados seriam então contestados, permitindo às justiças nacionais reexaminá-los”, alegou a advogada alemã, Suzanne Wasum-Rainer, em 12 de setembro de 2011.

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5588955-EI8142,00-Haia+se+pronuncia+na+sobre+indenizacao+a+vitimas+do+nazismo.html

[Rússia – Ucrânia] Contra o fascismo e o capitalismo!

February 3rd, 2012

Em 19 de janeiro passado, em várias povoados russos e ucranianos, antifascistas e anarquistas organizaram ações para relembrar a morte de dois antifascistas: Stanislav Markelov e Anastassia Babourova, assassinados por um neo-nazi em Moscou, em 19 de janeiro de 2009.

Aqui, um breve relato desta ação que teve lugar em Sumy (Ucrânia). Primeiro, os anarquistas organizaram um pequeno encontro no qual eles relembraram o assassinato dos antifascistas. Eles igualmente falaram da “necessidade de solidariedade entre as organizações anarquistas”, “da necessidade da luta contra o fascismo e o sistema capitalista”. Velas foram acesas. Enquanto isso, os militantes organizaram uma marcha ao centro da cidade, carregando cartazes com os dizeres: “o capitalismo assassina – o capitalismo prospera”, “o capitalismo leva ao fascismo – abaixo ao capitalismo”, “Sumy contra o fascismo”, e cantando os slogans: “Exploda o capitalismo, exploda o fascismo!”, “Nossa pátria – toda a humanidade!”, “Nosso principal inimigo é o Estado” e distribuindo panfletos.

Eis o texto do panfleto:

A luta contra o fascismo começa por um combate contra o capitalismo!

Há três anos, em 19 de janeiro, tiveram lugar em Moscou dois assassinatos retumbantes. Dois antifascistas, militantes libertários – Stanislav Markelov, célebre advogado, defensor dos direitos humanos, e Anastassia Babourova, jornalista, foram assassinados. Os dois foram assassinados em Moscou em plena luz do dia, no centro da cidade, com tiros nas cabeças. Militantes de uma organização fascista foram reconhecidos e culpados por estes assassinatos.

Com o desenvolvimento do capitalismo, a ameaça fascista se torna de novo real: cada ano, no espaço da ex-União Soviética e no mundo, tem lugar assassinatos motivados pelo ódio racial, nacionalismo. Engendrando as desigualdades econômicas e sociais, o capitalismo, afim de se proteger, põe gente de diferentes nacionalidades uns contra os outros deslocando o descontentamento contra o poder e o capitalismo num terreno de ódio nacional. De certa forma, o sistema capitalista se protege contra a ira das populações que explora. As vítimas do terror nazi/fascista são igualmente vítimas no sistema capitalista: sindicalistas, militantes dos movimentos sociais e de partidos de oposição, antifascistas, ativistas sociais.

O fascismo mata – o capitalismo prospera!

Ao longo do século XXI, para toda pessoa sensata, tornar importante a luta contra a opressão e a exploração, contra a injustiça social e as desigualdades, contra o fascismo e o capitalismo!

Autogestão – Socialismo – Liberdade!

Tradução > TAZ

agência de notícias anarquistas-ana

úmida gruta

desejo toma corpo

boca na fruta

Carlos Seabra

January 24th, 2012

No mês de fevereiro acontece a 12a Jornada Anti-Fascista, organizada desde a morte de Edson Neris pelo Movimento Anarcopunk de São Paulo. A programação completa das atividades está disponível em anarcopunk.org/mapsp.

Segue abaixo o texto do panfleto assinado pelos grupos MAP/SP, ACR e Coletivo Anarcopunk Diversidade que será distribuído durante as atividades:

A luta contra o fascismo é a luta pela liberdade!

Infelizmente o fascismo não acabou com a queda de regimes na Alemanha, Espanha, Itália ou Portugal, e estão presentes no nosso cotidiano práticas e doutrinas intolerantes pautadas no ódio e violência contra negros, nordestinos, indígenas, homossexuais, imigrantes, judeus, moradores de rua e tod@s nós que não nos encaixamos nos padrões de “pureza” e uniformidade de tais doutrinas.

O ano que se passou, 2011, foi um ano marcado pela atuação violenta e intolerante de grupos de skinheads e nazi-fascistas na cidade de São Paulo. Foram mais de 40 vítimas de agressão, homicídio, tentativa de homicídio e outros tipos de violência protagonizados por estes grupos e noticiados na imprensa durante todo o ano, dentre elas homossexuais, moradores/as de rua, punks, negros/as, nordestinos/as e imigrantes. Em todos os casos registrados, há sempre a utilização de armas brancas, armas de fogo, e existem ainda casos de apreensão de bombas caseiras e manuais de produção de explosivos.  Estes casos de agressão são inúmeros e frequentes, e a grande maioria sequer é divulgada ou chega aos registros policiais. Levando ainda em consideração que muitos dos casos de agressão chegam à imprensa como casos de autoria desconhecida, fica claro que este número é muito maior.

Para além desta gritante situação de violência fascista que ocorre cotidianamente nas ruas da cidade, a realidade atual tem nos mostrado também a união de grupos com diferentes particularidades ideológicas de extrema-direita em diversas manifestações recentes, como o ato a favor do deputado federal Jair Bolsonaro – conhecido por sua homofobia -, em abril de 2011, quando grupos de skinheads neonazistas, integralistas e nacionalistas se uniram em plena Avenida Paulista para propagar seus ideais intolerantes. Desta forma, estes grupos tem realizado em conjunto panfletagens, manifestações e se organizando em associações, buscando atuar não só através da violência, mas também propagando o fascismo e a intolerância no âmbito político.

Com apoio mútuo derrubamos o fascismo!

2012 acaba de começar, e fica mais do que evidente a necessidade de que as ações dos movimentos sociais, grupos anti-fascistas, libertários e todos/as aqueles que defendem a liberdade e o respeito, na sociedade como um todo, tem de se ampliar e fortificar ainda mais, para que possamos barrar o avanço destes grupos intolerantes! Reaja! Denuncie! Combata! Lutemos de todas as formas, individualmente, em grupos e associações, fazendo uso de todos os meios e recursos que possam ser usados no combate a estes grupelhos nazi-fascistas e skinheads. Seguimos nossa atuação de combate e denúncia anti-fascista, realizada pelo Movimento Anarcopunk desde o início da década de 90 em conjunto com movimentos sociais e culturais, e chamamos todos/as para esta luta!

Contra o racismo, a homofobia e a intolerância!

Pela liberdade, respeito e diversidade!

 

Movimento Anarcopunk de São Paulo – MAP/SP

Anarquistas Contra o Racismo – ACR

Coletivo Anarcopunk Diversidade

 

* O Fevereiro Anti-Fascista surge após um emblemático caso de agressão de grupos nazi-fascistas em São Paulo, quando em fevereiro de 2000, o adestrador de cães Edson Neris é morto a chutes e golpes de soco inglês por dezenas de Carecas do ABC na Praça da República. Este ato de extrema intolerância, motivado unicamente pela orientação sexual de Edson, gerou mobilizações de diversas entidades lgbt e de defesa dos direitos humanos e, também, de agrupações anarcopunks e libertárias. É a partir deste ano que começa a ser anualmente organizada esta Jornada Anti-Fascista, que se inicia como uma manifestação para, nos anos seguintes, tornar-se um mês de atividades culturais e políticas sobre a questão. Durante todos estes anos foram organizadas uma série de atividades envolvendo atos públicos, panfletagens, debates, palestras, exposições, apresentação de bandas, exibições de vídeos e sobretudo a denúncia das ações intolerantes praticadas por grupos nazi-fascistas e skinheads. Todas essas atividades sempre foram organizadas em conjunto com a participação de diversas entidades da Sociedade Civil, como ONGs, movimentos sociais, grupos culturais e etc. Ultrapassando os limites de São Paulo, anarcopunks de outras localidades passaram também a organizar atividades anti-fascistas durante o mês de fevereiro.

[Caxias do Sul] BM detém neonazistas

January 18th, 2012
16/01/2012

Cinco jovens foram levados à delegacia e reponderão a inquérito policial

Caxias do Sul – Com soqueiras, bastão e facas em punho, um suposto grupo de neonazistas foi detido pela Brigada Militar (BM) ontem quando estava prestes a atacar jovens na parada de ônibus da Catedral Diocesana, na Rua Sinimbu. No alvo deles, rapazes de pele escura e punks.

O quase confronto ocorreu pouco antes das 18h. Três policiais militares da Patrulha Transporte Seguro passavam pelas proximidades quando foram avisados por uma mulher que viu uma “gangue de neonazistas” subindo a Sinimbu. Os brigadianos chegaram quando os grupos estavam a poucos passos de distância um do outro.

Conforme o sargento Antônio Buffon, cerca de 10 jovens integravam a turma dos agressores. Alguns conseguiram fugir da abordagem. Cinco foram presos – três homens e duas mulheres. Com o apoio de mais duas viaturas e duas motos, os policiais revistaram todos, de ambos os lados, e encontraram com os supostos neonazistas duas facas, duas soqueiras e um bastão retrátil.

– Gritavam que queriam matar um moreninho – contou o PM.

As vítimas, que se identificam com o movimento punk, iriam pegar um ônibus para o bairro Cruzeiro, onde assistiriam ao ensaio de uma banda de punk rock. Eles vestiam camisetas pretas, alguns tinham piercing no rosto. Um dos amigos, no momento que atravessava a rua, avistou os rivais apontando para eles.

– Falei, “olha os nazi, vamos voltar”. Eles iam pegar a gente de surpresa – conta um dos integrantes.

Antes, na madrugada, os jovens que supostamente seguem os ideais do ditador alemão Adolf Hitler já tinham feito duas vítimas. Por volta da 1h30min, um adolescente de 17 anos, negro e envolvido com o movimento punk, apanhou de bastão de ferro, na Rua Os Dezoito do Forte, no bairro São Pelegrino. O rapaz foi derrubado no chão por seis pessoas quando conversava com o proprietário de um estabelecimento comercial. O comerciante conseguiu socorrer o adolescente e afastar os agressores com um porrete. Com ferimentos nas mãos, costas e na cabeça, o rapaz registrou ocorrência na delegacia.

– Diziam “negro, sai do meu país” – recorda.

Em seguida, outro jovem foi agredido na Avenida Júlio de Castilhos, com uma soqueira. Ele, que preferiu não procurar a polícia, levou 17 pontos na cabeça. Os jovens detidos tinham tatuagem pelo corpo, como a da cruz celta e as palavras hate (em inglês, que significa ódio) e White Power (poder branco).

No início da noite de ontem, os cinco jovens seriam ouvidos. De acordo com o delegado Endrigo Veiga Marques, eles seriam liberados porque não chegou a ocorrer a agressão quando foram flagrados pela Brigada Militar. A ocorrência seria registrada como tentativa de lesão e ameaça.

Ações na Serra
- As ações de neonazistas em Caxias do Sul não são de hoje. Em 26 de maio de 2005, o Pioneiro denunciou com exclusividade que a Polícia Civil investigava a participação desses grupos no assassinato de um homossexual e na tentativa de homicídio de um punk na cidade.
- Em maio de 2009, uma nova investigação, conduzida pela Polícia Civil e pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Estado, indicou que a maior cidade serrana era base de uma facção neonazista que prega a discriminação contra negros, homossexuais, nordestinos e judeus.
- O grupo teria a intenção de fundar um novo país formado pelo Rio Grande do Sul Santa Catarina e Paraná. Na Serra, a polícia descobriu que havia 10 neonazistas em Caxias, cinco em Bento Gonçalves e dois em Garibaldi. Devido a uma desavença interna dos neonazistas, as autoridades conseguiram identificá-los e abortaram um plano que envolvia até atentado.

 

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,3632186,1557,18789,impressa.html

Em faixa censurada, Mancha avisa: “A homofobia veste verde”

January 15th, 2012

Fellipe Lucena, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

de http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2012/01/palmeiras/em-faixa-censurada-mancha-avisa-a-homofobia-veste-verde.html

Uma das faixas que mais chamou atenção no protesto que a torcida organizada Mancha Alviverde promoveu em frente ao portão da Academia de Futebol do Palmeiras nesta quarta-feira avisava que “a homofobia veste verde”. O adereço ficou exposto por pouco tempo, já que um dos líderes da manifestação ordenou que fosse retirado.

O assunto veio à tona quando o interesse do Verdão no volante Richarlyson, do Atlético-MG, se tornou público. Antes de acertar com o São Paulo, em 2005, o jogador ficou muito perto de firmar contrato com a equipe do Palestra Itália. O fracasso nas negociações irritou a diretoria palmeirense, que insistia em alfinetar o atleta e, em 2007, levantou a possibilidade de vê-lo assumindo ser gay (o que o meio-campista sempre negou).

A polêmica surgiu em 2007, quando o então diretor administrativo José Ciryllo Jr. insinuou em um programa de televisão que Richarlyson seria gay. Os advogados do jogador entraram com uma queixa-crime contra o dirigente, mas a confusão aumentou quando o juiz Manoel Maximiano Junqueira Filho, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, arquivou o processo dizendo que “o que não se mostra razoável é a aceitação de homossexuais no futebol brasileiro, porque prejudicaria a uniformidade de pensamento da equipe, o entrosamento, o equilíbrio, o ideal”.

Na semana passada, durante um jantar entre conselheiros e membros da diretoria, o presidente Arnaldo Tirone foi cobrado por sócios que pertencem a torcidas organizadas do clube por causa da suposta negociação com o ex-são-paulino. O mandatário palmeirense garante que não pensa em contratar o jogador.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Festival de música neonazista causa polêmica na Austrália

January 12th, 2012

11/01/2012 – 07h41

A organização do festival de música neonazista Hammered, que acontecerá na cidade de Brisbane em abril, provocou uma grande polêmica na Austrália, enquanto as autoridades asseguram que não podem proibir sua realização.

“Nossa função não é impedir que as pessoas expressem opiniões imbecis, estúpidas e erradas. Se elas querem fazer isso e demonstrar sua mentalidade, é assunto delas”, disse o procurador-geral do Estado de Queensland, Paul Lucas.

“Por outro lado, se incitarem à violência ou desrespeitarem a legislação sobre antidiscriminação, aí então serão investigados e perseguidos”, acrescentou.

O legislador independente Rob Messenger, do Parlamento de Queensland, fez eco ao descontentamento de seu eleitorado e criou uma campanha para que haja “leis mais rígidas que permitam proibir e punir atividades neonazistas ou que estimulem o ódio racial”.

Messenger prepara um projeto de lei que prevê penas de prisão e multas de até 300 mil dólares australianos para as pessoas que organizarem eventos neonazistas.

O festival Hammered, organizado pelos grupos Southern Cross Hammerskins e Blood & Honour Australia, foi celebrado pela primeira vez há dois anos em Queensland e manteve um perfil discreto até esta edição, que acontecerá em Brisbane, a capital desse Estado australiano.

O Southern Cross Hammerskins é o braço australiano de uma organização internacional criada em 1987 nos Estados Unidos e considerada ilegal em países como Alemanha, Espanha e Portugal. Já o Blood & Honour é uma rede internacional neonazista fundada no Reino Unido em 1987 e com ramificações pela Europa, EUA e Austrália.

A Austrália, um país colonizado no século 18 no qual convivem descendentes de britânicos e de imigrantes de todos os continentes, além de uma reduzida população aborígine, tem grupos neonazistas em várias cidades.

de http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1032769-festival-de-musica-neonazista-causa-polemica-na-australia.shtml

Construindo um Mundo Colorido

November 23rd, 2011

***

Em uma sexta-feira, 4 de novembro de 2011, crianças da EMEI Guia Lopes, no Bairro do Limão, pintaram de todas as cores o muro que havia sido pixado semanas antes com uma frase de cunho racista e neonazista.
A manifestação, que aconteceu durante toda a manhã e parte da tarde, teve participação de crianças de outras escolas da região, professores, pais e mães, anarcopunks, grafiteiros e pessoas da comunidade.
O vídeo abaixo reúne imagens da manifestação e depoimentos de professoras, coordenação e diretoria da Escola, discutindo ainda um pouco sobre a proposta da escola para este ano, que tem como temática a cultura negra e africana.

Por um Mundo Onde Caibam Vários Mundos,
Contra o Fascismo e a Intolerância!

[Grécia] O novo ministro dos Transportes e Infra-estrutura: o selo ultradireitista que faltava ao governo neoliberal

November 23rd, 2011

Foi formada há alguns dias uma coalizão de três partidos. Este governo foi instalado sob as ordens dos bancos transnacionais e da Soberania global, sem ter a mínima legitimidade burguesa para governar, já que não surgiu a partir das sagradas eleições gerais. Quando a classe dominante e seu Regime correm um risco mínimo de ser derrubados, não escondem as aparências. É então quando se unem todos os agentes da normalidade burguesa e desaparecem as linhas divisórias artificiais entre Direita, extrema Direita, Centro e Esquerda. E é quando se esquecem os “processos democráticos”. É então que todos esses parasitas se agrupam para realizar um projeto de “salvar o país” ou “resgate econômico”, ou salvar a pele e salvaguardar a integridade de seu Regime. O ultradireitista Voridis, atualmente ministro dos Transportes e Infra-estrutura, bem como os de sua condição, fazem parte deste projeto.

Foi escrito pela primeira vez após a ditadura (1967-1974) e a transição, que o governo grego tem um membro ultradireitista (na verdade, os ultradireitistas patenteados do governo são quatro). Isso, no entanto, não é verdade. Primeiro, porque a ditadura não acabou em 1974… Segundo, porque muitos membros de vários governos são partidários e implementaram a ideologia do neoliberalismo, do corporativismo fascista, do totalitarismo, do nacionalismo. É que Voridis e os outros três membros do partido ultradireitista que participam do governo são patenteados como tal, por mais que os meios de desinformação tenham se esforçado para preparar o terreno para a aceitação regular por parte da sociedade grega. A seguir publicamos um breve relato dos “trabalhos e dias” deste senhor.

?m 1979, foi um dos fundadores do grupo de estudantes nacionalista-fascista, chamado Estudantes Livres. A fundação deste grupo teve lugar na “Escola de Atenas”, uma das escolas privadas mais caras na Grécia. Voridis, sendo descendente de uma família de peixes grandes, estudou junto com outras crianças mimadas da classe rica nesta escola. Este grupo estabeleceu relações com grupos neonazistas de ultras e outras facções nacionalistas, dos quais recrutavam membros.

Em 1984, visita o preso Papadopoulos, chefe da ditadura dos coronéis (1967-1974), que lhe dá a sua bênção e a nomeação como líder da Juventude do partido ultradireitista, um defensor da ditadura, fundada pelo mesmo ditador preso. No mesmo ano, a Assembléia Geral dos estudantes da Faculdade de Direito lhes dá baixa da Associação de Estudantes, por sua ação fascista. A favor da sua baixa como membro da Associação de Estudantes votou até a Juventude do partido direitista (Nova Democracia).

Em 1985, um grande grupo se manifesta no centro de Atenas contra a repressão generalizada e a violência policial. Voridis, brandindo um machado, lidera o ataque de um grupo de fascistas e paraestatais armados contra os manifestantes, que conseguiram repelir os fascistas. Estes últimos se refugiaram nos escritórios do seu partido, onde permaneceram por algumas horas bem guardados, protegidos pelas forças de repressão.

Em 1986, Voridis liderou um grupo de fascistas armados, que invadiu a Faculdade de Direito, enquanto dentro dela estava acontecendo uma reunião do Conselho Central dos Estudantes, a fim de pôr uma demanda contra a ação terrorista. Poucos dias antes, Voridis havia participado em outro ataque contra os alunos. Vários estudantes ficaram feridos na carga dos fascistas. Além disso, a invasão de Voridis e sua gangue causaram graves danos ao edifício da Faculdade de Direito. Muitos anos depois, ele mesmo “argumentou” em favor da eliminação do direito de asilo universitário, sustentando que durante as ocupações de universidades são causados danos à propriedade pública…

Em 1994, fundou o partido neofascista e nacionalista Frente Nacional. Na sua fundação participaram todos os resíduos da ditadura dos coronéis, as escórias da extrema-direita grega e vários paraestatais. O partido fascista de Voridis será nomeado por Le Pen seu representante oficial e porta-voz na Grécia. No mesmo ano, fascistas de um grupo terrorista (Mavi) que tinha relações íntimas com o partido de Voridis, invadiram o território da Albânia e mataram dois soldados albaneses. Nos folhetos divulgados na Albânia e na Grécia, consideraram que o atentado foi feito para libertar a minoria grega do sul da Albânia. Nos dias seguintes ao ataque, o Regime albanês realizou um verdadeiro pogrom contra os gregos da Albânia. O mesmo Voridis deu um álibi para um dos presos e acusado pelo atentado, afirmando que no dia do ataque terrorista o réu participava do congresso de fundação do seu partido. Dois dos protagonistas do atentado, amigos e membros do partido de Voridis, serão detidos poucos dias depois, com um verdadeiro arsenal em seu carro e apartamento.

Em 1997, o partido nacionalista de Voridis Frente Nacional organizou a Reunião Nacionalista Européia, da qual participaram, entre outros fascistas, o partido de Le Pen Frente Nacional e as escórias da Frente Nacional da Espanha.

Em 2000, a Frente Nacional de Voridis colaborou com o partido neonazista Proti Grammi (Primeira Fila).

Em 2005, o Comitê Central do partido fascista-nacionalista de Voridis, a Frente Nacional, decidiu incorporar todo o partido de extrema-direita Laos. Este último partido tem presença no parlamento grego nos últimos anos.

Em 2011, o governo de “salvação nacional”, composto pelo partido governante Pasok, o direitista Nova Democracia e o ultradireitista Laos, nomeia Voridis como Ministro dos Transportes e Infra-estrutura.

• Em anexo imagens de Voridis em sua juventude, carregando um machado durante um ataque contra uma manifestação de estudantes universitários.

agência de notícias anarquistas-ana

o dia abre a mão

três nuvens

e estas poucas palavras

Octavio Paz

 

[Polônia] Confrontos e centenas de prisões durante desfile nacionalista em Varsóvia

November 16th, 2011

Saiu na imprensa corporativa:

Esta sexta-feira (11 de novembro), as celebrações do dia de independência na Polônia que se estenderam por várias cidades do país ficaram marcadas pela violência e confrontos entre grupos ideologicamente opostos da sociedade.

Em Varsóvia, capital do país, nacionalistas de extrema-direita entraram em confrontos com anarquistas, protagonizando um dos piores episódios de violência nos últimos anos na Polônia. Os confrontos obrigaram as autoridades a recorrerem a canhões de água e gás pimenta. No total, foram detidas mais de 200 pessoas e 21 levadas para o hospital. Entre os detidos há vários anarquistas alemães.

Antes disso, antifascistas gritando “o fascismo não passará” atacaram policiais que tentavam impedi-los de bloquear a rua Marszalkowska, importante artéria de Varsóvia, que estava no percurso de uma passeata nacionalista.

Há semanas uma coalizão de esquerdistas, anarquistas, militantes pró-aborto, ambientalistas e ativistas da causa homossexual divulgavam planos para impedir a Marcha da Independência que estava sendo preparada pelos grupos nacionalistas Juventude Pan-Polonesa, Blood & Honour e Campo Radical Nacional.

O 11 de novembro marca a data, em 1918, na qual a Polônia recuperou sua independência, depois de passar 123 anos dividida entre Rússia, Prússia e Áustria.

Compas poloneses divulgaram os vídeos a seguir sobre os confrontos:

http://www.youtube.com/watch?v=pLHJX3Een4M&feature=related

http://www.youtube.com/watch?v=JG5R7mfCCq8&feature=related

Mais infos no Centro de Informações Anarquistas (em polonês):

http://www.cia.media.pl/

agência de notícias anarquistas-ana

Noites sem cigarras –

qualquer coisa aconteceu

ao universo.

Serban Codrin

 

[Grécia] Relato da manifestação antifascista em Nikaia, Piraeus

November 16th, 2011

Neste sábado, 12 de novembro, mais de 700 antifascistas responderam ao apelo contra a concentração de neonazistas do grupo “Golden Dawn” (Amanhecer Dourado) no bairro popular de Nikaia, Pireo. Desde as 12 horas as pessoas começaram a se reunir na praça Davaki, enquanto por volta das 14 horas chegou ao local a marcha motorizada dos compas que antes haviam realizado uma concentração de solidariedade com os perseguidos pelo “caso Psachna”, na área de Monastiraki.

A manifestação começou, apesar das maciças forças policiais presentes tentando impedi-la. Por volta das 15 horas começaram a cair os primeiros gases lacrimogêneos contra os manifestantes antifascistas e os enfrentamentos com a polícia nas ruas do bairro. As pessoas revidaram o ataque policial atirando pedras e se defendendo e lutando corpo-a-corpo com os policiais, que tentavam manter a manifestação distante da praça de Agios Nikolas, onde os neonazistas se encontravam reunidos.

Os moradores do bairro muitas vezes apoiaram os antifascistas e protestaram contra o uso extensivo de produtos químicos e de gás lacrimogêneo que permeava e envenenava as ruas de Nikaia. A polícia também atacou alguns dos moradores do bairro que estavam protestando. Também houve o registro da presença de grupos neonazistas motorizados armados com cassetetes patrulhando as ruas e atacando juntamente com a polícia os antifascistas. Pelo menos em dois casos, grupos de neonazistas que tentaram se aproximar da sua miserável concentração de ódio racial foram identificados e golpeados pelos antifascistas.

A maioria dos manifestantes presentes eram anarquistas e antiautoritários, mas havia também alguns grupos de esquerda. É Importante mencionar a presença de muitos imigrantes e sua participação ativa nos confrontos com os parasitas uniformizados da polícia grega. Apesar do combativo protesto e a oposição dos moradores do bairro, cerca de 300 paraestatais neonazistas da “Golden Dawn” compareceram ao comício racista e xenófobo, sempre respaldados pelas instituições oficiais de um Estado abertamente fascista.

Morte ao fascismo!

Mais fotos:

https://athens.indymedia.org/front.php3?lang=el&article_id=1352762

agência de notícias anarquistas-ana

Vendinha de bairro.

Ressona feliz gatinho

no saco de estopa.

Fanny Dupré

 


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