Arquivo da Sessão ‘Artigos e Notícias’

Dois filmes libertários são lançados

Friday, March 13th, 2009

“Squatting”

É um filme lançado no começo do mês de fevereiro de 2009, por Larisa Matteissen. A película, com a duração de 1h 25 min., acompanha anarquistas e ativistas, que ocupam diferentes espaços vazios e territórios – de salas, casas e prédios industriais a vilarejos inteiros e portos. Ativistas holandeses e russos contam sobre suas experiências de ocupação e as reações das autoridades à auto-organização. No vídeo, também, anti-squatters explicam o porquê de eles estarem do lado do Estado.

A autora do vídeo avisa: “Sinta-se livre para distribuir o filme desde que para fins não comerciais”.

Contato: kalevala_com@mail.ru

Esta é a versão com legendas em inglês:

http://onebigtorrent.org/torrents/4679/Squatting–A-film-by-Larisa-Matteissen

Você pode baixar a versão russa do filme aqui: http://hippy.ru/v/video/squatting.avi

“Potencialidade do Céu Tempestuoso”

É um novo documentário sobre a insurreição de dezembro de 2008 na Grécia. Um curto filme-apresentação de 28 minutos sobre os recentes acontecimentos vividos na Grécia através das palavras e ações das pessoas que tomaram parte nos acontecimentos. O vídeo foi criado em Tessalônica em janeiro de 2009 e sua primeira apresentação foi realizada antes de uma discussão-revisão da insurreição, na livraria pública ocupada de “Ano Poli”.

Seu tamanho é de 1.21 GB, com legendas em inglês e com boas análises das imagens. Você pode baixá-lo como um “torrent” aqui: http://www.black-tracker.gr/details.php?id=260 ou http://blip.tv/file/get/Idemandmydreams-ThePotentialityOfStormingHeaven475

Tradução > Marcelo Yokoi

agência de notícias anarquistas-ana

Todos dormem.
Eu nado na noite que
entra pela janela.

Robert Melançon

Filme sobre protestos ecológicos radicais na Rússia já está disponível na internet

Friday, February 27th, 2009

por ANA - Agência de Notícias Anarquistas

* * *

O filme “No Pasarán!” documenta as campanhas de protestos ambientais na cidade de Azov, na Rússia, no verão de 2003. Habitantes de Azov, juntamente com ativistas e anarquistas do grupo Ação Autônoma e do Guardiões do Arco-Íris, defendem seus direitos à um meio ambiente saudável e lutam contra a construção de um terminal de embarque de metanol em sua cidade natal.

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Sobre o curta “O Punk Morreu?”

Thursday, January 15th, 2009
O Punk morreu ?
Ao nos depararmos com um “punk” produzido pela grande indústria cultural, comercializável, disponível nas melhores lojas e exposto em belas vitrines para desfrute de jovens conformados da classe média, nossa resposta é afirmativa: Sim, o punk morreu.
Talvez não seja necessário perder muitas linhas pensando sobre como a estética e a música punk foram absorvidas ou sobre como tudo isto se tornou altamente lucrativo. Fato é que diversas movimentações contra-culturais e de contestação juvenil que surgiram no decorrer dos tempos sofreram de forma semelhante ao serem transformados em mercadorias produzidas em escala industrial.
Mas o punk morreu mesmo? Pergunto de novo.
Podemos encontrar uma resposta negativa se nossos olhos estiverem voltados para outra direção.
A motivação que levou à realização do curta-metragem “O Punk Morreu?” foi exatamente a de discutir o punk que, para além de vivo, permanece ativo, criativo e contestador, aproximando-se do questionamento social, da ação direta e do anarquismo. O punk que, longe de ser apenas uma forma específica de se vestir ou um estilo musical, nasce da realidade das periferias e da necessidade de lutar.
Desde seu surgimento, os punks fizeram uso de diversos meios de expressão para exteriorizar sua revolta, suas críticas ácidas e seu desejo por liberdade: palavras escritas, musicadas, gritadas, e um sem número de expressões visuais, artísticas e políticas. A idéia de utilizar o audiovisual como meio de expressão de nossas idéias, reflexões, discussões, sentimentos e questionamentos não é nova. Porém, é fato que as produções audiovisuais são geralmente vistas como caras, requerem aparelhagem de difícil acesso, e por aí vai, o que certamente fez com que até hoje tenhamos feito pouquíssimo uso do vídeo.
Ainda assim, sem que tivéssemos aparelhagem, conhecimento técnico e até mesmo dinheiro a disposição, o processo de concretização deste curta acabou por nos mostrar, na prática, a possibilidade de produzirmos vídeo com poucos recursos. Foi feito com o que tínhamos em mãos e com o que pudemos aprender por nós mesm@s no que se refere à edição, fotografia, etc. Instigou-nos ainda mais a seguir em frente e conspirar novas produções.
Duas das três pessoas diretamente envolvidas na produção do curta, que contou ainda com a participação ativa de outros integrantes do Movimento Anarcopunk de São Paulo, desenvolveram um projeto anterior com o Centro de Cultura Social (CCS-SP) chamado Cinema e Anarquia, que contava com exibições de filmes e documentários seguidas de debate.
Essa experiência só fez crescer a percepção de que o vídeo pode ser um ótimo gerador de debates, reflexões individuais e coletivas, e, ainda, propulsor de práticas e ações. Melhor ainda se, além de exibir, pudermos produzir nossos próprios vídeos, instigar aquel@s que vêem e sentem estes vídeos com nossas idéias, anseios e propostas.

O curta-metragem estreou em outubro de 2008, mês em que foi exibido no Festival de Curtas de Atibaia/SP, no Dia de Contra-Cultura Punk (Centro Cultural da Juventude - São Paulo), e no DIY Fest (Espaço Impróprio - São Paulo), e rendeu bons debates após as exibições. Estamos conspirando novas produções, e outr@s anarcopunks têm também feito uso do vídeo, criando documentários, vídeo-poesias, e tudo o mais que a imaginação e a criatividade anarquista puderem gerar…!

por Marina Knup

do blog Mídia Rebelde