A Fanzinada, um encontro itinerante de fanzineirxs, passou por Porto Alegre na última sexta. Participamos e tivemos a oportunidade de mostrar nosso novo zine, KontraDogma, que estivemos confeccionando nos meses de dezembro e janeiro.
O zine nasce da vontade de escrever sobre temas diversos, e esta primeira edição conta com o Relato da 2ª Feira do Livro Anarquista de PoA, entrevista com a banda anarcopunk de Grenoble, Chicken’s Call, e devaneios diversos… Entre em contato se voce quiser uma cópia!
Na Fanzinada, rolaram vídeos interessantes sobre o punk no ABC Paulista, e sobre fanzineirxs, enquanto na outra sala do Moinho Negro rolava a exposição de zines de várias épocas e temas diversos. Depois seguiu-se um debate que contou com xs zineirxs Law Tissot, Thina Curtis, Jamer Mello e Daniel Villaverde.
Revoluciclo
Outra novidade aqui no blog é a nova categoria r(E)voluciclo, contendo os posts do blog de mesmo nome que costumavamos tocar no servidor noblogs. A temática principal destas postagens trata de mobilidade urbana e do uso da bicicleta como ferramenta de autonomia e resistência e surgiu da nossa vivência ao utilizar a bicicleta como meio de transporte diariamente. Resolvemos migrar o conteúdo do blog Revoluciclo para cá e novos textos também serão postados diretamente aqui.
No mês de novembro rolou a segunda edição da Feira do Livro Anarquista aqui da cidade. Foram meses de construção coletiva que resultaram em 4 dias intensos, de exposição de livros, de debates e oficinas, de troca e convivência entre todxs que participaram. Neste ano a feira aconteceu simultaneamente em dois locais, o Espaço Libertário Moinho Negro,onde aconteceram as oficinas, a maioria dos bate papos, os almoços e também alojamento, e a Travessa dos Venezianos onde está situada a sede da Federação Anarquista Gaúcha na qual se concentraram as banquinhas e onde ocorreram também as intervenções artísticas.
Em relação à edição da FLAPoA de 2010, vivenciamos um grande crescimento na participação de coletivos e individuxs de outras localidades do Brasil e do mundo, tanto como expositorxs e proponentxs de atividades, quanto na organização efetiva da feira, tomando parte nas comissões e absorvendo responsabilidades. Essa maior participação na pré-construção da feira auxiliou muito os coletivos locais, ampliando nossos horizontes e introduzindo novas experiências de organização, mas trouxe também um desafio em termos de comunicação e horizontalidade com distâncias tão grandes nos separando.
Abrindo com uma celebração na sexta-feira, dia 11 de novembro, com a apresentação de Animinimaldita (Arg), Minininha Pirracenta (BH) e Front Liberdade e Rima (PoA) a 2ª edição da FLAPoA seguiu sua programação até o dia 14. Rolaram bate-papos e oficinas sobre o Punk e a Contribuição para o Anarquismo, Fascismo e Antifascismo na Atualidade, Estratégias Anárquicas de Transformação, Saúde Feminina, Autonomia do Corpo: Pompoarismo e Dança, O Anarquismo e as Prisões Hoje, a Luta Libertária na Europa no Contexto Atual, Gestão de Espaços Libertários, Yomango, entre muitas outras, além de intervenções teatrais do Grupo T.I.A., do grupo Cambada de Teatro em Ação Direta Levanta Favela! e também da Federação Anarquista Gaúcha, e, obviamente, exposição dos livros e materiais das editoras Deriva, Imprensa Marginal, Faísca, Imaginário, Achiamé, Madre Selva, L-Dopa e outras mais.
Alguns problemas surgiram ou se mostraram presentes: o cancelamento da participação de alguns coletivos proponentes foi um deles, a solução foi remanejar os horários das atividades e propor atividades de ultima hora ou que tinham sido deixadas de lado durante a construção da feira. Acabou dando certo. Outro problema que se mostrou presente foi de rixas locais darem espaço para atitudes que ao nosso ver atrapalham a horizontalidade e liberdade. Mas a troca de experiências, de idéias e a vivência nos 4 dias foram motivadoras, construtivas e prazerosas.
Dissidência Muzikfesto
A idéia do festival surgiu do fato de que vários dos coletivos participantes também tocam em bandas, a oportunidade de encontro permitiu a construção do festival. Assim a contra cultura teve espaço para se manifestar em forma de som, expressão, e também de exposição de zines e outros materiais punks/anarcopunks. Houveram no festival também alguns problemas mas que foram superados. O primeiro deles foi de que algumas bandas cancelaram sua participação, e como tínhamos marcado 2 noites de festival por razão do numero de bandas os 2 dias não seriam mais tão necessários. O segundo problema foi que na primeira noite do festival ao chegarmos no local surpreendentemente estava já acontecendo um outro evento… questionamos a organização do local, mas muito mais a nossa organização, visto que foi difícil acreditar que aquilo estava acontecendo. Então descobrimos que é uma ocorrência comum naquele espaço. A solução que arranjamos foi de todas as bandas tocarem na noite seguinte, por sorte quem sabe, visto que o numero de bandas diminuído não faziam mais necessárias as 2 noites. Todxs participantxs e também o pessoal que veio para assistir o festival se mostraram muito compreensivxs. Conversamos sobre a falta de espaços autônomos para gigs e alguns problemas de se fazer som em bares. Dentro da realidade atual aqui da cidade, este bar é o mais interessante, e embora sujeitxs a situações como esta, temos uma certa abertura, as donas do espaço não cobram aluguel, tirando seu lucro apenas das bebidas e lanches que elas vendem. Isto juntamente com o equipamento ter sido cedido por um amigo, tornou possível dividirmos toda a bilheteria entre as bandas não locais. O festival contou com as bandas de fora Nieu Dieu Nieu Maitre, Revolta Popular e Gracias por Nada, e as locais, Digna Rábia, Conduta Destrutiva, Vapaus, Front Liberdade e Rima e Ferida (banda do nosso coletivo). A noite fechou a feira com muita celebração, som e troca de idéias.
A feira e o festival possibilitaram novas amizades e interações com pessoas que vivem distantes… o companheirismo, as descobertas de afinidades, e o estreitamento de relações entre amigxs mais próximxs também. Pensamos que isso fomenta as relações anarkikas e ajuda a divulgar o anarquismo e a contra cultura.
Que continuemos construindo e resistindo!
Liberdade! Anarquia! Feminismo!
seguem algumas fotos e o vídeo produzido pela AnarcoFilmes:
Nos últimos meses temos estado organizando juntamente com outros grupos e indivíduos a segunda edição da Feira do livro Anarquista de Porto Alegre, e o festival que vai rolar durante a feira, o Dissidência Muzikfesto! Foi um longo caminho para construirmos a feira e o festival que este ano contam com a presença de varios coletivos de outras localidades também. Será uma programação diversa com muitos bate papos, oficinas, intervenções artísticas, bancas de livros, zines e materiais, difundindo as ideias anarquistas, promovendo troca, vivência e aproximação.
E agora falta apenas uma semana! Queremos convidar a todxs para juntxs participarem destes eventos!
Confira a programação da feira no site flapoa.deriva.com.br
e a programação do festival abaixo:
Domingo 13/11 tocam as bandas:
Gracias por Nada ///Brasília
Nieu dieu Nieu Maitre ///Curitiba
Ferida
Conduta Destrutiva
No Masters
Segunda 14/11 tocam:
Revolta Popular ///São Paulo
Lifelifters ///São Paulo
Flores do Holocausto /// Lajes
Tranca rua ///São Paulo
Digna Rabia
Vapaus
Este é o segundo volume do livreto Mulheres Anarquistas – O Resgate de uma História Pouco Contada. Mabel Dias e Imprensa Marginal.
“Este segundo volume dá ênfase às movimentações, experiências e coletivos de caráter anarco-feminista que surgiram a partir da década de 90, com relatos diversos que, em seu conjunto, nos trazem parte da história recente do anarco-feminismo no Brasil, feita com base em muitas vozes.”
O nosso coletivo está fazendo parte neste volume com uma breve biografia escrita por nós. o livreto conta com vários coletivos do brasil e também com relatos de mulheres de outros países publicados originalmente nas cartilhas entre os anos de 2002 e 2003 por Mabel Dias.
É muito importante que sigamos contando nossa “herstória”, já que é convenientemente esquecida por não favorecer a hegemonia masculina. O patriarcado dá conta igualmente de incentivar a passividade nas mulheres e apagar o que conquistamos arduamente, abaixo de muita luta e perseverança.
Parabéns pela inciativa conjunta dxs companheirxs de lutas Mabel e Imprensa Marginal.
Hoje, dia 22 de setembro, é celebrado o Dia Mundial Sem Carro, em várias cidades ao redor do mundo ações e eventos marcam a data propondo uma reflexão sobre os danos da cultura do carro. A data surge também para incentivar que reavaliemos nossos hábitos e necessidades e a dependência que criamos em relação ao carro, para que cada umx tente experimentar uma outra forma de se locomover, mais eficiente, menos violenta e não-poluente.
Aqui em Porto Alegre teremos uma MassaCritica/Bicicletada extra, especial para o DMSC, com encontro às 18h no Largo Glênio Peres.
Em outras cidades do brasil também rolarão várias atividades:
=> Curitiba – Está rolando desde o inicio do mês o festival Arte, Bicicleta & Mobilidade com oficinas de manutenção da bicicleta, oficinas artísticas, “música para sair da bolha” e sessões de “Ciclecine”. Além disso acontecerá a Marcha das 1000 Bikes, uma FlashMob, debates, Desafio Intermodal, Bicicletada…
=> São Paulo – BikeBus, Desafio Intermodal, FlashMobs, Passeios Ciclisticos, Oficinas de Manutenção, VagaViva, Bicicletadas….
=> Joinville – a Prefeitura fechará as ruas centrais das 5h às 18h
=> Rio de Janeiro – VagaViva, Passeios Ciclisticos, BikeBus, Bicicletada Extra, carros ficarão proibidos de estacionar no centro da cidade…
Fiquem com o video AutoSchreck (Roland Schraut, GER, 1994, 15 min.) aúdio em alemão e inglês.
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Seguimos pedalando… porque gostamos, acreditamos e lutamos.
Ontem aconteceu a 3ª Alleycat da cidade e foi mais uma vez muito bacana e divertida. O mais massa dessas corridas tem sido perceber solidariedade, amizade, incentivo, descontração, a atmosfera em fim que também conta com suor, superação e esforço que vale a pena.
o vento soprou a bicicleta vascilou… vamô!
e quem chegou primeiro ainda entregou seu prêmio ao ciclista atropelado na sexta passada…
pra não deixar que a vontade esmoreça
nem que o coração endureça
sementes se espalham e levam mensagens. spoke card da corrida.
Um ciclista que trabalha como mensageiro na Pedal Express, experiente e acostumado às provocações e ameaças constantes do trânsito de PoA, foi vitima nesta sexta-feira, por volta das 10h de um atropelamento proposital seguido de fuga.
Enquanto pedalava pela Rua Demétrio Ribeiro, próximo a Borges o ciclista foi ameaçado pelo ronco do motor de um sedan Renault Megane preto, com vidros fumê, cuja placa inicia com as letras IND. O mensageiro ainda chegou a pedir calma para o motorista, visto que no trecho não havia espaço para ultrapassagem. Sem exitar, o motorista forçou sua passagem com uma arrancada violenta, passando por cima da roda traseira da bicicleta – o ciclista conseguiu se jogar para o lado e sair ileso. O ciclista abandonou sua bicicleta e correu atrás do agressor que fugiu covardemente, furando sinais e cantando pneus até sumir de vista na Av. Borges de Medeiros, sentido CENTRO-BAIRRO. O carro tem um amassado na lateral-traseira no lado do motorista porque foi atingido por um pedestre que quase foi atropelado na fuga e provavelmente tem avarias no capô e grade frontal. Fiquem atentxs, DENUNCIEM, ESCRACHEM! Não podemos mais ser ameaçadxs!
Saiu um documentário produzido pelos coletivos Anarcopunk.org e Anarcopunk Diversidade sobre a MARCHA CONTRA A OPRESSÃO que rolou aqui em PoA no inicio de Julho em resposta a um ataque protagonizado por neonazistas à comunidade Utopia e Luta. O video ficou muito bom, trazendo relatos e filmagens da marcha.
Confira também a página da Anarco Filmes que tem uma seleção de videos sobre anarquismo, punk, movimentações, informes e noticias.
Hoje é recem terça mas logo logo o fim de semana tá ai. Apesar de que xs sábixs do tempo estão nos prometendo chuva, não vai dar pra ficar trancadx em casa! Na sexta vai rolar a Massa Critica de julho – pra quem ainda não sabe, no mundo todo a MC acontece na última sexta de cada mês – a partir das 18h15 no largo Zumbi dos Palmares. Já no sábado vai acontecer a segunda corrida AlleyCat de PoA. Depois da Vencendo à Cidade! vem aí a Alicate Pirata, com largada do Cais do Porto e inscrições por cinco reais a partir das 16h. Mais infos na hora, no local. Nos vemos lá!